Como atualizar o cadastro do Bolsa Família para não perder o benefício

Para evitar bloqueios ou cancelamentos do benefício, é necessário atualizar o cadastro do Bolsa Família a cada dois anos. Confira todos os detalhes.

Como atualizar o cadastro do Bolsa Família: logo do Bolsa Família em fundo amarelado

Criado no ano de 2004, o Bolsa Família tem o objetivo de auxiliar as famílias com baixa renda. - Foto: Divulgação / Montagem Concursos no Brasil

Para continuar recebendo as parcelas do Bolsa Família, os beneficiários devem realizar uma atualização cadastral a cada dois anos. As alterações também são necessárias em caso de alguma mudança nos dados informados, como endereço e falecimento de membro familiar. Todos os procedimentos podem ser realizados no Centros de Referência de Assistência Social ou pelo aplicativo “Meu CadÚnico” (Android e iOS).

“Faz-se importante ressaltar que, apesar das atividades coletivas ainda suspensas por conta das medidas de enfrentamento ao COVID-19, as unidades estão abertas para atendimento nesses casos específicos, sempre respeitando as normas de biossegurança”, destacou a coordenadora do Bolsa Família, Maria Claudete Orso.

Caso o Bolsa Família seja bloqueado devido aos dados desatualizados, a unidade familiar pode regularizar suas informações antes do cancelamento definitivo. Basta comparecer ao setor do Bolsa Família do município e levar toda documentação necessária.

Como atualizar o cadastro do Bolsa Família

Com o objetivo de prevenir eventuais bloqueios ou cancelamentos do Bolsa Família, existe a necessidade de atualizar o cadastro no programa. O responsável pela unidade familiar deve acessar o “Meu CadÚnico” ou comparecer ao CRAS do município. Confira os documentos necessários para recadastramento e atualização do Bolsa Família:

  • RG e CPF (ou outro documento de identificação com foto);
  • Título de eleitor;
  • Carteira de trabalho (de todos os membros da família que já realizaram alguma atividade remunerada);
  • Três últimos comprovantes de pagamento de todos os integrantes da família que trabalham;
  • Certidão de nascimento (caso a família tenha integrante menores de 18 anos);
  • Atestado de escolaridade ou da creche dos menores e dependentes;
  • Comprovante de endereço;
  • Cartão de recebimento do benefício.

Criado no ano de 2004, o Bolsa Família tem o objetivo de auxiliar as famílias com baixa renda, garantindo o acesso à saúde, educação, segurança alimentar e assistência social. Esse programa é atualmente destinado para unidades familiares em situação de extrema pobreza (renda por pessoa de até R$ 89,00 por mês).

Além disso, as famílias pobres (renda por pessoa entre R$ 89,01 a R$ 178,00) também podem participar do programa. O pré-requisito é que, dentro do grupo familiar, existam nutrizes (mães que amamentam) ou crianças/adolescentes entre 0 e 17 anos.

Mudanças no Bolsa Família de 2021

Os membros do Ministério da Cidadania já afirmaram que o novo Bolsa Família deverá ser lançado em breve. Em 2020, Onyx Lorenzoni disse que o benefício governamental alcançará mais de 20 milhões de brasileiros com baixa renda. “Já está pronto, foi todo trabalhado, já foi apresentado ao presidente. Só falta o ok”, explicou.

A equipe do governo brasileiro, conforme informações preliminares, pretende aumentar o valor médio do Bolsa Família para R$ 200 (atualmente, as parcelas são de R$ 192). Além disso, novos benefícios poderão ser incluídos no programa. Confira:

  • Prêmio anual de R$ 200 para os estudantes com os melhores desempenhos escolares;
  • Bolsa mensal de R$ 100, além de prêmio anual de R$ 1.000, para alunos com bom desempenho no setor de ciência e tecnologia;
  • Bolsa mensal de R$ 100, fora prêmio anual de R$ 1.000, para alunos que se destacarem em áreas ligadas ao esporte;
  • Auxílio-creche de R$ 200 mensais para as mães beneficiárias do Bolsa Família.
Bruno Destéfano
Redator
Nasceu no interior de Goiás e se mudou para a capital, Goiânia, no início de 2015. Seu objetivo era o de cursar Jornalismo na UFG. Desde o fim de sua graduação, já atuou como roteirista, gestor de mídias digitais, assessor de imprensa na Câmara Municipal de Goiânia, redator web, editor de textos e locutor de rádio. Escreveu dois livros, sendo um de ficção e outro de não-ficção. Também recebeu prêmios pela produção de um podcast sobre temas raciais e por seu livro-reportagem "Insurgência - Crônicas de Repressão". Atualmente, trabalha como redator web no site "Concursos no Brasil" e está participando de uma nova empresa no ramo de marketing digital.

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