Como fazer um mapa mental para concursos?

Como usar um mapa mental para concursos pode te ajudar a estudar para provas e te preparar melhor para as etapas dos certames.

Mapa mental para concursos: desenho de círculos coloridos interligados com um cérebro

Descubra como o mapa mental pode melhorar seus estudos. - Foto: Pixabay

Passar em um concurso público não é sorte, é preparo e competência. Existem diversas ferramentas que foram desenvolvidas no intuito de auxiliar estudantes de diversos tipo. Uma das mais famosas e simples de serem feitas é o mapa mental para concursos.

Ao utilizar essa ferramenta, é possível ter um ganho significativo no aprendizado de novas matérias, principalmente em relação à retenção de conhecimento. Porém, é preciso seguir alguns passos para criar um mapa mental que seja simples e efetivo. Mas, antes de te contar todas as vantagens ou mesmo te ensinar a fazer um, é preciso te mostrar o que é um mapa mental né? Então, vamos lá!

O que é um mapa mental e para que serve?

O mapa mental é uma maneira de organizar ideias sobre um certo assunto. O objetivo final é que você tenha uma ampla visão do tema, com os conceitos e pensamentos que giram em torno dele. Além disso, o mapa mental permite que você memorize com maior facilidade aquilo que você está aprendendo.

Essa técnica de estudo tem uma característica muito interessante: ela consegue unir a parte do raciocínio lógico, geralmente ligada às ciências exatas, como matemática e física, com a parte mais imaginativa do cérebro, responsável pela criatividade artística, os sentimentos e demais áreas lúdicas. Ao unir esses dois elementos, o mapa mental consegue potencializar a absorção de conhecimento sobre um determinado tema.

Oficialmente, mapas mentais foram criações do psicólogo inglês Tony Buzan. Suas aparições na TV e a sua relevância fizeram com que o conceito fosse aceito não só por pessoas comuns como por profissionais da área da psicologia e da educação.

Apesar do conceito moderno de mapa mental e a autoria com conceitos definidos remeterem a Buzan, a utilização dessa técnica não é tão nova assim. Existem registros de séculos atrás de pessoas utilizando técnicas muito parecidas ou que até mesmo podem ser consideradas mapas mentais.

No século III, por exemplo, o filósofo Porfírio de Tiro já utilizava formas organizacionais muito semelhantes para disseminar suas ideias. Assim como Porfírio, outros filósofos, artistas e cientistas usaram o método. O que costuma ser apontado é que Buzan aperfeiçoou e popularizou os mapas mentais.

Como fazer um mapa mental para concursos?

É possível fazer mapas mentais em folhas de papel ou de forma digital, por meio do celular ou do computador. Seja qual for seu material, é preciso seguir alguns passos importantes. São eles:

Ideia principal

A ideia principal é o foco de todo mapa mental. É a partir dela que você criará as ramificações e as ideias secundárias, ou seja, conceitos derivados do tema central.

Imagine que você esteja estudando a Independência do Brasil, pois ela faz parte do conteúdo de História que vai cair na sua prova do concurso. No centro, você pode colocar como ideia principal “Independência do Brasil”.

Se você quiser, pode desenhar um boneco representando Dom Pedro I e a independência. Como nossos artistas do Concursos no Brasil estavam ocupados, optamos por fazer uma figura meio ovalada ao centro com a expressão "Independência do Brasil", como é possível ver no início deste tópico. 

A partir da ideia ou tema central, partimos para as ramificações.

Ramificações

As ramificações ajudam a complementar o tema principal, dando mais explicações e ampliando o leque de informações disponíveis, dando espaço para as ideias secundárias. São elas que ligam assuntos relacionados ao tema principal.

No nosso caso, as ideias secundárias podem ser:

  • Portugal, o país do qual éramos colônia;
  • A chegada da família real em 1808;
  • Dom Pedro I, que foi quem proclamou a independência;
  • A expressão “Praticamente Pacífica”, já que poucos conflitos foram registrados.

Ideias secundárias

As ideias secundárias são complementos da ideia principal. Elas podem explicar os motivos ou as consequências do tema principal de estudo.

No nosso caso, temos que a chegada da família real em 1808 só foi possível porque o exército francês de Napoleão Bonaparte invadiu Portugal e obrigou a família real a fugir. Chegando ao Brasil, Dom João VI começou a fazer melhorias no país, para adaptá-lo às necessidades reais.

Traços ou setas

Optamos por fazer linhas que indicam as relações das palavras-chave ou conceitos que utilizamos. Mas, se você quiser, pode fazer setas ou qualquer outra forma que se sentir a vontade para fazer as ligações. É essencial você indicar quais partes são relacionadas entre si.

Cores

Se você olhar com atenção, irá perceber que procuramos utilizar as cores da bandeira do Brasil em assuntos que ocorreram aqui. Utilizamos as cores da bandeira de Portugal quando os assuntos eram mais relacionados ao que acontecia na Europa. E mesclamos as cores quando havia impacto português no país.

As cores podem ser usadas para ajudar a chamar a atenção, reter informação e até identificar assuntos.

Símbolos

Quando citamos Napoleão Bonaparte em um dos retângulos, colocamos ao fundo a bandeira da França. Os símbolos ajudam na identificação da ideia e evitam que muitas palavras sejam escritas. Podemos dizer que os símbolos "resumem o resumo".

Seja simples

Lembre-se, o mapa mental é algo resumido, com pouca escrita, com predomínio de palavras ou conceitos-chave, símbolos e figuras. Se você exagerar nas ramificações, o mapa mental poderá ficar confuso.

Versões

Crie versões diferentes sobre o mesmo assunto. Dessa forma, você conseguirá analisar qual maneira te agrada mais e se adéqua ao tema. Às vezes um assunto precisa de muitos símbolos, ou em algumas ocasiões é necessário ter cores contratantes. Experimente outras edições!

Como usar o mapa mental para estudar?

O mapa mental pode ser usado principalmente para revisar alguma matéria. A revisão do conteúdo que você estudou é essencial para que o aprendizado fique retido no cérebro.

Enquanto você vai revisando por meio de um mapa mental, sua mente vai conectando ideias que antes pareciam abstratas e desconexas. Ao fim, as palavras, símbolos, setas e cores terão sentindo na sua cabeça e os seus conceitos sobre o que estudou se tornam mais organizados e lógicos.

Como o mapa mental se trata justamente de agregar ramificações de um tema a partir de uma ideia central, ele se torna uma poderosa ferramenta para revisões. Também é possível aliar o mapa mental com outras técnicas de estudos para concursos.

Quais as vantagens de estudar por mapas mentais?

Entre as vantagens de se usar um mapa mental na hora de começar a estudar, a principal é o fator organização. Quando você cria um mapa mental, suas ideias passam a se organizar de forma melhor, facilitando com que você relacione conceitos e compreenda o tema central com uma maior profundidade.

A memorização é outro aspecto positivo. Como o mapa mental possui uma grande quantidade de informações resumidas, é preciso que você se lembre o que significa cada palavra-chave ou símbolo que você criou.

Com a memorização, vem o aprendizado. É importante diferenciar algo decorado de algo que é aprendido. A aprendizagem costuma ser duradoura e fonte de outros conhecimentos. Quando se decora algo, novas portas de conhecimento não costumam serem abertas.

Sendo assim, o mapa mental não permite o “decoreba” comum. Como você tem que interpretar os seus resumos, é preciso que você tenha profundo conhecimento sobre aquilo. Por isso se recomenda fazer o mapa mental após você ler ou ver algo sobre o tema.

Aplicativos para mapas mentais para concurso

Caso você não queria criar um mapa mental do zero ou precise de um auxílio, existem diversos aplicativos para computador ou celulares que te auxiliam na criação de um. Entre eles podemos citar:

É recomendado pagar por uma versão mais completa?

Não é necessário. Apesar de algumas versões pagas serem um pouco mais completas e com mais funcionalidades, não é preciso pagar. Ao longo da matéria, nós falamos, e voltamos a citar aqui, que o mais importante é que você crie algo funcional. Não precisa seguir todas as regras e detalhes apresentados pelos aplicativos.

Claro que se você quiser pagar, não tem problema. O importante é que o aplicativo te satisfaça e ajude você a criar o seu próprio mapa mental, sendo pago ou grátis.

Seja paciente

Tenha em mente que não existe um mapa certo ou errado, e sim um que funcione para você. Cada pessoa possui uma forma diferente de enxergar o mundo e, consequentemente, de organizar o seu raciocínio. Se você gosta de colocar mais setas, mais cores ou mais símbolos, não há problemas. Se você é mais contido e direto ao ponto, também está tudo bem.

Se você sentiu que o mapa mental ainda não está funcionando, é bem provável que não descobriu de que forma ele se encaixa melhor com você. A dica então é: seja paciente. Se precisar, mude. Como dissemos ao longo da matéria, crie novas versões.

Faça de maneiras diferentes os seus próximos mapas mentais, alguns com mais gráficos, outros com mais palavras, mescle os símbolos e cores até encontrar um meio-termo que seja proporcional a você. Quando isso ocorrer, você não só sentirá a melhora como irá ter os resultados positivos.

Este conteúdo faz parte do Guia do Concurseiro, uma página especial com os passos para você entender como o universo dos concursos públicos funciona. Continue sua jornada, clicando aqui!

Carlos Rocha
Redator
Jornalista formado (UFG), atualmente redator no site Concursos no Brasil. Foi roteirista do Canal Fatos Desconhecidos (YouTube) por um ano e meio. Produziu conteúdo de podcast para o Deezer. Fez parte da Rádio Universitária (870AM) por três anos e meio como apresentador no Programa Fanático e como repórter, narrador e comentarista da Equipe Doutores da Bola. Fã de futebol, NFL e ouvinte de podcast.

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