Por que conhecer o perfil da banca organizadora do concurso?

Conhecer o perfil da banca organizadora do concurso pode fazer com que você saia na frente de seus concorrentes. Entenda os motivos em nosso artigo especial!

Perfil da banca organizadora do concurso: ilustração realista de uma lupa. num fundo azul claro

É importante buscar todas as informações sobre a banca antes mesmo de começar os estudos. - Foto: Pixabay

Um concurseiro bem preparado não é aquele que simplesmente conhece o conteúdo programático e todos os detalhes sobre o edital do certame. Para se destacar dos seus concorrentes, é necessário entender o perfil da banca organizadora do concurso.

Não basta apenas saber o que vai cair nas provas: o concurseiro precisa compreender o modus operandi que regulamentará o trabalho das empresas escolhidas. Até porque cada uma das instituições compõe metodologias bastante específicas, que conferem estilo próprio para aplicar as etapas eliminatórias e classificatórias.

As bancas organizadoras, na maioria dos casos, são responsáveis por quaisquer procedimentos que façam com que os concursos públicos saiam do papel.

O conteúdo programático, por si só, apontará o caminho para o sucesso em seu planejamento de estudos. Ter a consciência da metodologia da banca organizadora, por outro lado, tende a direcioná-lo na melhor rota rumo à aprovação.

Entender o perfil da empresa fará com que você perceba quais os temas são mais cobrados, como as questões são estruturadas e o quanto aprofundam no conteúdo programático.

Por essa razão, elaboramos um artigo com tudo o que você precisa saber sobre as instituições que executam os concursos públicos.

Esperamos que, até o final da leitura, você entenda:

  • O que é uma banca organizadora de concurso público?
  • O que uma instituição organizadora faz dentro do contexto de certames?
  • Como se preparar com base no perfil da banca que organizará o concurso público?
  • Estudar com provas que foram elaboradas pela banca examinadora do concurso;
  • Analisar as questões de provas antigas conforme o estilo de cada banca organizadora;
  • Observar os temas de redações que já foram escolhidos pela instituição examinadora;
  • Como a banca organizadora pontua as etapas do concurso;
  • Qual a banca de concurso mais difícil?

Está pronto para navegar no assunto e sair na frente de seus concorrentes? Acompanhe o artigo logo abaixo e fique por dentro de todos os detalhes sobre as bancas organizadoras de concursos.

Não se esqueça de conferir outros conteúdos de nosso site, como simulados e notícias. Temos certeza de que existe um material feito especialmente para você.

O que é banca organizadora de concurso?

A banca organizadora ou examinadora é aquela empresa que ficará responsável por todas as etapas de um concurso público, incluindo a fase de divulgação dos resultados.

Dessa maneira, as provas (objetivas, discursivas, práticas e/ou de títulos) são elaboradas com base no conteúdo programático disposto no edital de abertura e nas instruções do órgão público que contratou os serviços.

Cada uma das instituições organizadoras, mesmo com critérios previamente bem definidos, possuem maneiras particulares de abordar as disciplinas que vão cair nas provas. As empresas contam com profissionais que se responsabilizam por filtrar os melhores candidatos, tendo em vista o perfil dos cargos pleiteados.

E por que conhecê-las antes mesmo de começar o planejamento dos estudos? Porque a forma de aplicar o conteúdo programático pode variar bastante conforme a empresa escolhida para organizar determinado concurso público.

Muitos concurseiros, por exemplo, ficam com um “pé atrás” quando descobrem que o Cebraspe ficará responsável por organizar as etapas de um certame em que pretendem se inscrever.

Isso porque a instituição aplica o método Cespe para construir as questões objetivas, que não são nada parecidas com o modo convencional de perguntas de múltipla escolha. Os itens de “certo” ou “errado”, bem como o procedimento para conferir as notas, causam uma ansiedade generalizada em quem não teve muito tempo para estudar.

Por esse motivo, é extremamente importante focar os estudos com base no estilo da banca responsável pelo concurso para o qual você está se preparando.

E não só isso: os concurseiros precisam ficar atentos aos sites dos órgãos públicos antes mesmo da publicação do edital de abertura. Afinal de contas, na maioria das vezes, o nome da banca contratada já é anunciado por meio de licitações e extratos de contratos.

Tenha sempre em mente uma coisa: a antecedência é a chave de seu sucesso. Sempre busque informações preliminares que possam direcionar melhor os seus estudos no sentido de aprimorar a sua experiência e otimizar o tempo despendido.

Como se preparar com base na banca organizadora do concurso

É extremamente importante analisar todas as normas descritas nos editais de abertura. No entanto, antes disso, crie o hábito de tomar nota sobre qual foi a banca escolhida para organizar o certame. Os concurseiros, ao ter o nome da empresa em mãos, já poderão começar a antecipar os estudos.

Será possível visitar o site da banca examinadora, conferir as provas antigas, entender o histórico da empresa e quais são os estilos predominantes nas questões elaboradas pela equipe organizadora.

Além do mais, você também poderá tirar as suas dúvidas com concurseiros que já enfrentaram etapas eliminatórias em concursos executados pela mesma instituição.

Passe a registrar qualquer tipo de informação sobre a banca que você ache relevante e revisite os materiais antigos para planejar os seus estudos. Com o tempo, o seu cérebro começará a se acostumar com o “estilo” da empresa e não haverá quaisquer surpresas desagradáveis no dia das provas.

1. Encontre as provas antigas e organize os arquivos

Conferiu o site do órgão público e já sabe qual foi a banca escolhida para organizar o concurso? Ótimo! Agora, dedique os seus esforços em encontrar as provas antigas que a empresa já elaborou.

A melhor maneira de recuperar os arquivos é ir direto à fonte: acesse o site da organizadora (ou do órgão público, dependendo do contexto) e tente encontrar a seção onde as avaliações antigas ficam registradas.

Baixe os cadernos de provas e categorize-os de uma forma fácil de acessar, no sentido de criar o seu próprio acervo digital. Renomeie os arquivos com o nome do órgão público e do ano em que elas foram aplicadas.

O Centro de Seleção e de Promoção de Eventos (Cebraspe), por exemplo, conta com uma página dedicada aos documentos de todos os concursos do Departamento Penitenciário Nacional. Dessa maneira, é possível reunir as provas antigas e encontrar o gabarito oficial de cada uma delas.

Detalhe importante: se o certame geralmente contempla conteúdos sobre leis, fique bem atento. É possível que as normas sofram variações com o passar do tempo. Por esse motivo, busque sempre manter-se atualizado para não perder tempo com legislações ultrapassadas.

2. Encontre padrões e tendências

Esteja sempre um passo à frente! Depois de organizar os arquivos das provas antigas, não deixe de analisar a forma com que as questões foram elaboradas.

Veja a maneira como a banca organizadora aprofunda as disciplinas cobradas e tome nota de quaisquer possíveis padrões que encontrar.

Tente responder às seguintes reflexões:

  • Qual é o nível de dificuldade das provas?
  • Eu conseguiria respondê-las de imediato, apenas com base no contexto e no meu conhecimento de atualidades?
  • Os enunciados são extensos ou vão direto ao ponto?
  • Existem muitos textos complementares para interpretar antes de assinalar a alternativa?

Esse processo exige bastante calma e deve ser feito por etapas. Não tente apreender tudo ao mesmo tempo e de uma vez só. Faça questão de analisar disciplina por disciplina até encontrar o modus operandi para cada uma delas.

É possível que a banca organizadora decida se basear em outra estratégia na hora de montar as etapas do próximo concurso. Entretanto, ao se acostumar com os padrões e estilos da empresa, você estará preparado para quaisquer imprevistos. Lembre-se de que as perguntas podem mudar, mas o estilo dificilmente destoará das provas já realizadas.

Fazendo isso, o seu planejamento de estudos ficará bem mais fácil e prático. Você já terá noção de como os enunciados são montados e, dessa maneira, será possível calcular o tempo aproximado para responder as questões objetivas e/ou discursivas.

Outro ponto importante é analisar se o concurso abrange etapa de redação. Em caso afirmativo, também vale a pena observar quais assuntos já foram escolhidos pela banca organizadora. Não deixe de verificar como a empresa fundamenta os textos complementares das coletâneas e se os temas são mais “frios” ou atuais.

3. Entenda como a banca pontua as provas

Além dos estilos diferentes em enunciados, as bancas organizadoras também podem estabelecer maneiras específicas para pontuar os candidatos. Algumas empresas optam pelo método convencional de atribuir nota com base no peso de cada uma das disciplinas. A Fundação Carlos Chagas, por exemplo, emprega a média ponderada na maioria de suas avaliações.

Dessa maneira, mesmo com um número exato de perguntas, os valores finais das partes de conhecimentos gerais e específicos podem ser discrepantes. Outras instituições examinadoras preferem descontar os pontos dos itens incorretos para conferir a média final, como é o caso do Cebraspe.

Quer ficar sabendo com mais profundidade sobre a maneira em que as bancas de concursos inferem a pontuação? Basta analisar os editais de abertura dos certames anteriores. Geralmente, as instituições examinadoras já definem os critérios no próprio documento regulamentador.

Qual a banca de concurso mais difícil?

O nível de dificuldade é um assunto bastante particular, porque tudo depende de como o candidato se preparou para as provas e quais as áreas em que tem mais facilidade. No entanto, em termos práticos, existem algumas bancas que tendem a ser consideradas mais complexas do que as demais.

E por que isso? Porque algumas empresas exploram o conteúdo programático em profundidade, aliando temas atuais às disciplinas e exigindo mais atenção dos concurseiros. Provas extensas também intensificam o grau de dificuldade e podem ser extremamente cansativas.

Com grandes poderes vêm grandes responsabilidades, não é? Os concurseiros, desde o momento dos estudos, precisam saber com o que vão lidar no dia das provas.

Se a banca geralmente elabora questões complicadas e extensas, será necessário um preparo ainda maior e mais bem delimitado para que a aprovação não vire um sonho distante.

Confira, abaixo, as principais instituições examinadoras que aplicam provas consideradas difíceis ou muito difíceis.

Cebraspe – Cespe/UnB

A banca Cebraspe é uma das mais temidas pela maioria dos concurseiros, especialmente pelo seu modo nada convencional para atribuir as notas.

Com base no comando inserido no enunciado das perguntas, o candidato deve marcar o código “C” na folha de respostas para itens julgados como certos e “E” para os errados. O que temos, então, vai além do que conhecemos sobre “múltipla escolha”. Afinal, não há mais do que duas opções de resposta: verdadeiro ou falso.

Outra particularidade do método diz respeito à maneira em que os itens das provas são analisados: uma resposta equivocada anula o acerto de outra questão. Por isso, é importante ter um cuidado redobrado sobre as marcações na folha de resposta para não perder pontos que eram considerados como “garantidos”.

Como se não bastasse, as questões são complexas e multidisciplinares. Os concurseiros precisam extrapolar o conteúdo programático e associá-lo com a atualidade. Ao estudar para uma prova organizada pelo Cebraspe, é importante:

  • Realizar muitos simulados até se acostumar com o estilo da banca;
  • Estudar atualidades e ter a habilidade de relacionar os assuntos com o conteúdo programático;
  • Aprender a otimizar o tempo e a montar uma estratégia para não ficar “travado” nas perguntas difíceis. O ideal seria responder as mais fáceis logo de cara e deixar as mais complexas para depois.

Cesgranrio

A Cesgranrio costuma realizar os concursos do Banco do Brasil, IBGE e Petrobrás. Suas provas geralmente cobram quase todos os itens do conteúdo programático e exigem o domínio de assuntos atuais.

Além disso, os concurseiros precisam treinar a interpretação de texto. Até porque os enunciados são tão complexos quanto os elaborados pelo Cebraspe. Também é importante manter o foco nas disciplinas de Inglês e Raciocínio Lógico, já que as perguntas extensas podem confundir os candidatos.

Fundação Getúlio Vargas (FGV)

A Fundação Getúlio Vargas (FGV) é conhecida por organizar os concursos militares, como o da Marinha e do Exército. Entretanto, também aplica provas para cargos em tribunais de todo o Brasil.

Os concurseiros classificam essa banca como “difícil” pela sua imprevisibilidade. A FGV tende a mudar o padrão em cada prova realizada, o que faz com que muitos candidatos entrem em pânico. No entanto, acalme o seu coração.

Algumas tendências persistem e devem ser consideradas para um efetivo planejamento dos estudos, como os longos textos nos enunciados e a recorrente cobrança de detalhes sobre a gramática.

Escola de Administração Fazendária (ESAF)

Geralmente, a ESAF organiza os concursos da CGU e da SEFAZ. Ela é considerada difícil pelas questões aprofundadas e por cobrar a literalidade da lei. A parte de Língua Portuguesa costuma ser mais estruturalista, já que há temas de cunho filosófico ou sociológico.

É recorrente cair questões como: “assinale a alternativa que não pode ser a conclusão do texto” ou “a alternativa que continua o texto”. Enunciados assim podem servir como uma armadilha para os concurseiros desavisados. Dessa maneira, é necessário ficar bastante atento aos detalhes e se manter constantemente atualizado sobre os assuntos do cotidiano.

Já sabe qual é o perfil da banca organizadora? Comece a treinar desde já!

Os nossos simulados, que podem ser acessados pelo celular ou computador, são perfeitos para aprimorar os seus estudos. Isso porque nós temos milhares de questões cadastradas no sistema, que podem ser filtradas por matérias, conhecimentos específicos, cargos pleiteados e órgãos públicos!

Para acessá-las, basta:

  • Entrar no site do Concursos no Brasil por qualquer dispositivo;
  • Clicar na categoria “questões”, que está localizada na parte superior da página;
  • Escolher o simulado por matérias, cargos ou órgãos públicos.

Pronto! Você poderá testar os seus conhecimentos com várias questões que já caíram em provas objetivas anteriores. Ao final de cada simulado, é possível acompanhar a resposta correta para cada uma das perguntas. Bons estudos!

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