Brasil em Números 2013: um retrato atualizado do país

IBGE divulga estudo com dados e análises sobre o Brasil atual. A Educação, como vai?

Com o propósito de observar criticamente a atual conjuntura interna do Brasil, foi lançada mais uma edição do Brasil em Números 2013: Dados e Análise sobre o País, documento estatístico produzido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), contendo 23 temas relacionados com a realidade socioeconômica brasileira. A meta do estudo é "conhecer as nossas contradições históricas, para que então seja possível encontrar a resposta para uma questão que é central para o projeto de país a ser desenvolvido nas próximas décadas: que Brasil queremos?"

Na introdução ao estudo, feita por Osvaldo Munteal, foi ressaltado o salto representativo que tivemos na questão da inclusão social. Essa marca foi sendo conquistada nos últimos anos, a partir da "inclusão social das camadas mais pobres da população brasileira, que na história do País, sempre estiveram desprovidas das mínimas condições de cidadania, gerando uma sociedade marcada pela exclusão e pela violência".

Educação

Na Educação, ainda precisamos melhorar muito. Embora se comprove houve uma "queda nos índices de analfabetismo e um aumento nos níveis nacionais de escolarização", tais avanços não se configuram como "suficientes". Tal constatação sinaliza "a qualificação não acompanha a demanda tecnológica e é preciso fortalecer a permanência na escola". Ou seja, embora a quantidade de pessoas que sabem ler e escrever um bilhete simples, as taxas ainda "continuam significativas", pois os dados demonstram que "esse decréscimo é tímido, principalmente nas regiões rurais onde os índices de analfabetismo, em 2011, atingem 21,2% da população, indicando que é preciso dar continuidade aos investimentos do Poder Público na educação do campo, particularmente, na alfabetização".

O estudo indica que "em termos nacionais, de modo geral, os níveis de instrução das mulheres é superior aos dos homens, ressaltando-se que há mais homens sem instrução do que mulheres e, também, há mais mulheres que terminaram o ensino superior do que homens". Isso é visível na Região Nordeste, onde 15,1% das mulheres possuem ensino superior completo e somente 5,5% dos homens chegaram lá.InclusãoUm outro dado alarmante é que, embora os níveis de inclusão social do país tenham se elevado, aida é patente as diferenças de origem socioeconômica dos estudantes do ensino superior. "De modo geral, de 100 estudantes matriculados no ensino superior, 26,8% frequentavam escolas públicas e 73,2%, escolas privadas, o que indica a necessidade de crescimento do sistema público de ensino superior".

Uma das conclusões do estudo aponta para a necessidade de "enfatizar a necessidade de mudanças no modo como a alfabetização tem sido concebida ao longo da história, para que esta não fique restrita à aquisição das habilidades de ler e de escrever".

 A série Brasil em Números pode ser acessada no site http://biblioteca.ibge.gov.br/d_detalhes.php?id=72.

Veja o release do IBGE sobre a pesquisa:

http://saladeimprensa.ibge.gov.br/noticias?view=noticia&id=1&busca=1&idnoticia=2447

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