Estatísticas sobre Concursos Públicos

Pesquisa de maior alcance na área dos concursos públicos ainda está por ser feita.

Estudantes de graduação, jornalistas e pesquisadores de universidades frequentemente enviam pedidos de dados estatísticos sobre concursos públicos no Brasil. As principais informações solicitadas são: quantas pessoas se inscrevem anualmente em concursos públicos em todo o Brasil; qual o perfil desses participantes; quais os concursos mais procurados; quais as modalidades de estudo que adotam (EAD, presencial, livros, apostilas, em grupo, solitários); qual a média de tempo que levam até passar em um concurso; quantos concursos e seleções aconteceram no ano passado, ou no último semestre do ano; ou mesmo quantas vagas foram oferecidas para um determinado cargo em um determinado espaço de tempo, etc.

Para todas estas perguntas, arriscaríamos a afirmar que os grupos de comunicação atualmente operantes não têm uma resposta para dar. (Aqueles que já têm parte dessas respostas, por favor, compartilhem!). Sequer teriam uma resposta aproximada. E nem uma resposta abrangente. As estatísticas mais digeríveis hoje em dia são aquelas particularmente voltadas para um determinado concurso público. Por exemplo, todo candidato atento ou escola preparatória tem como fazer um levantamento preciso sobre o que lhe interessa para determinados concursos específicos (INSS, BB, PF, Caixa, etc.): quantas vagas foram abertas nos últimos concursos, qual a quantidade média de convocações em cada um, quem foi incluído na reserva teve alguma chance, etc.

Claro que esforços acadêmicos estão surgindo, embora muito timidamente. Por exemplo, foi possível criar um corpus de trabalho fazendo o que o pesquisador da FGV, Fernando Fontainha, tentou fazer no livro “Processos seletivos para a contratação de servidores públicos”: colheu dados a partir de editais de certames federais, fez um recorde temporal (entre 2001 e 2010), excluiu a imensa gama de concursos regionais, revisou uma tabela do MPOG com autorizações dos concursos selecionados, até chegar a 550 portarias e selecionar 73 órgãos recrutadores. Mas devido às limitações de “tempo e orçamento”, acabou por selecionar apenas 20 órgãos, que foram os que mais atraíam a atenção nacional.

Fora isso, o que existe é o esforço de alguns pela contagem (relativa) de vagas abertas presentes e futuras, faixas salariais, cargos de maior/menor evidência, relações candidato x vaga, retificações e até mesmo a contagem dos diferentes pontos de vista, numericamente falando...

Infelizmente, uma pesquisa de maior alcance na área dos concursos públicos ainda está por ser feita. E torcemos para que ela não demore tanto a começar, pois somos um dos primeiros interessados! De preferência que seja uma pesquisa sem patrocínio privado, empreendida por uma instituição pública reconhecida na área, como o IBGE ou órgão similar.

Por Alberto Vicente Silva

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