Estudando para concursos em momento de crise: o que priorizar?

Dicas sobre como não perder o foco nos concursos diante da atual situação do Brasil.

Nosso cenário atual é de crise: política, econômica, social e até institucional, poderíamos dizer. Como já dissemos diversas vezes, é natural que em um momento assim coexistam pensamentos pessimistas e otimistas. Os otimistas indicam que os concursos públicos não irão ser afetados, mas adiados, e que as pessoas devem prosseguir estudando. Os pessimistas vislumbram que a retração na abertura de concursos previstos deixará os candidatos com um profundo desinteresse em continuar na batalha da preparação.

Mas o fato é que o otimismo está mais na moda do que nunca. Então, o que priorizar neste momento? É o que tentaremos responder na sequência. Antes de tudo, gostaríamos que os concurseiros lessem os seguintes artigos:

Para início de conversa, os candidatos devem priorizar as matérias fundamentais para qualquer concurso. Para Victor Dalton, que é coordenador e professor do Estratégia Concursos, não podem ficar de fora do "planejamento de crise" matérias como: Português, Direito Constitucional, Direito Administrativo e Informática. "Estas devem ser estudadas por qualquer pessoa que inicia seus estudos para concursos. Caso o concurseiro já esteja visando uma área específica, ele pode aumentar o leque de matérias. Exemplo: se estuda para a Receita Federal, vai incluir Direito Tributário, Administração Pública, Contabilidade. Se estuda para concursos policiais, vai estudar Direito Penal , e assim por diante", resume o professor.

Mesmo com tamanha programação de matérias que devem ser estudadas com carinho, muitos candidatos - apesar de já terem certa experiência com crises - acabam entrando em desânimo. Para esses casos, Dalton alerta que ser aprovado em concurso demanda tempo. "É muito melhor que o candidato estude 'na baixa', para estar em alto nível quando os editais voltarem a 'pipocar'".

Para o professor, é muito mais fácil estudar motivado com o edital na praça, mas poucos são aqueles que conseguem se preparar depois da publicação do edital, dado o prazo exíguo até a prova. "O ideal é apenas revisar conhecimentos após o edital, bem como estudar as matérias que aparecem 'de surpresa'".

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Nos últimos meses, diversos concursos foram abertos no país, com uma proporção maior de vagas somente para cadastro de reserva. Isso gera uma certa desconfiança no candidato. Mas o professor do Estratégia lembra que concursos para cadastro de reserva CHAMAM SIM.

"Conheço muitos aprovados, principalmente em concursos de tribunais, que são convocados, apesar da demora. Porém, ressalto que não é o caso abandonar os estudos somente por ser aprovado em um concurso como CR, esperando uma convocação que pode não vir. Se não for para desfocar nos estudos, vale a pena fazer concursos para CR para manter o ritmo de estudos, mesmo nesse momento delicado", afirma.

E atualmente é um bom negócio fazer cursos preparatórios? Ou seja, vale a pena gastar dinheiro nisso?

Para o professor Victor, a resposta mais acertada é: SIM, vale muito à pena! "A própria escassez de concursos faz o candidato perceber que sua preparação precisa estar elevada e então ele corre atrás sim dos melhores cursos preparatórios.

Isso se torna uma verdade cada vez mais absoluta quando observamos que há uma lista de concursos grandes que podem ser autorizados ou neste ano ou no próximo. "Para INSS, AFT, CGU, BACEN, Câmara dos Deputados e Receita Federal vale a pena manter o ritmo de estudos. Quando a crise passar, ninguém vai querer ficar de fora do bom número de vagas que esses órgãos irá oferecer", conclui o docente.

Edição: Concursos no Brasil (alberto@concursosnobrasil.com.br)

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