PEC inclui testes de inteligência emocional em concursos públicos

Pesquisas recentes na área do desenvolvimento cognitivo e da neuropsicologia apontam que a chamada “inteligência emocional” tem papel fundamental no desempenho profissional das pessoas

O deputado Alex Canziani (PTB-PR) apresentou uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que determina que as provas de concurso público avaliem as habilidades emocionais dos candidatos, além das cognitivas, psicológicas e físicas (PEC 170/15).

O deputado argumenta que pesquisas recentes na área do desenvolvimento cognitivo e da neuropsicologia apontam que a chamada “inteligência emocional” – habilidade para lidar com os próprios sentimentos e com os do grupo de trabalho – tem um papel fundamental no desempenho profissional das pessoas.

Canziani lembra ainda que os testes de seleção da iniciativa privada já incluem a aferição do Quociente Emocional (QE), não se restringindo mais ao raciocínio lógico (Quociente de Inteligência – QI). Ele propõe que a mesma sistemática seja adotada no serviço público.

“A inteligência emocional revela ser de importância fundamental para a obtenção de bons resultados. Após um período de supervalorização do tecnicismo, o mundo corporativo vem descobrindo que apenas o raciocínio lógico não basta. Ele deve estar acompanhado de alguns atributos emocionais, necessários ao bom desempenho no trabalho”, afirma.

Tramitação
A admissibilidade da PEC 170 será examinada na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Se aprovada, a proposta será analisada em uma comissão especial de deputados. Depois, passará por dois turnos de votação no Plenário da Câmara.

Saiba mais sobre a tramitação de PECs

ÍNTEGRA DA PROPOSTA:

Informações da Agência Câmara Notícias

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