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Conhecimentos pedagógicos para as provas de concursos

Confira algumas noções sobre: a pedagogia liberal; o tecnicismo; os crítico-reprodutivistas; e a educação progressista.

Publicado em 10/01/2017 - 21h10 • Comunicar erro

Se você pretende prestar o concurso de Uberlândia, especialmente para os cargos ligados à Educação, lembre-se de que serão cobradas questões sobre as teorias pedagógicas no Brasil e suas implicações na Educação Básica. Confira algumas noções sobre: a pedagogia liberal; o tecnicismo; os crítico-reprodutivistas; e a educação progressista.

Sabe-se que a pedagogia brasileira e a didática foram influenciadas por grandes teóricos e filósofos que, com suas ideias, moldaram as escolas que conhecemos hoje. Claro que, muitas delas sofreram alterações conforme o momento em que o país se encontrava, mas isso não quer dizer que não houve reflexões importantes para cada período.

Para compreender melhor, é preciso dividir as tendências pedagógicas em duas vertentes: a liberal (que compreende a tradicional, renovadora progressiva, escola nova e tecnicista) e progressistas (que inclui: libertadora, libertária e crítico-social dos conteúdos).

Pedagogia liberal

Essa pedagogia visa ao aspecto instigador que a educação pode proporcionar ao aluno, mostrando que ele pode aprender conforme suas aptidões e preferências. Não confunda liberal com democrático, porque não traz nenhuma relação. A pedagogia liberal objetiva a cultura individual de cada aluno, ensinando em como viver na sociedade em harmonia.

Tradicional

A pedagogia tradicional, vinculada à liberal, denota aquela aula em que o professor é o centro das informações, que são absolutas, e o aluno é apenas um ouvinte, captando o conhecimento de forma passiva. Nesse método, há muita repetição para que haja a memorização completa do aprendizado.

Renovadora progressiva

Nessa modalidade, a ordem inverte-se. É o aluno que deve ser o centro das atenções, olhando-o como ser ativo na sala de aula, onde o professor é apenas um mediador entre a teoria e a prática. O aluno deve ser motivado a pesquisar, descobrir e experimentar para, assim, aprender.

Escola Nova

Nessa tendência, o autoconhecimento do aluno, sua personalidade e caráter são os principais focos dos professores, visando ao aperfeiçoamento da capacidade psicológica do discente, levando à realização pessoal. A relação entre professor e aluno se torna mais afetiva, para que haja significação pessoal para ambas as partes, em que o conteúdo traga algo significativo para a sua vida.

Tecnicista

Desenvolvida pelo teórico behaviorista Skinner, a pedagogia tecnicista promove uma relação completamente interpessoal entre docente e aluno. O professor é um agente que irá passar informações objetivas e claras para que os alunos absorvam a fim de que fiquem preparados para o mercado de trabalho. Enfatiza, principalmente, a profissionalização deles.

Pedagogia Progressista

A pedagogia progressista parte do princípio de que a realidade deve ser mostrada na educação para que o aluno seja mais crítico em relação ao modelo econômico vigente, isto é, o capitalismo. A educação, para essa tendência, deve ter uma finalidade sociopolítica.

Libertadora

Incluída na pedagogia progressista, a tendência libertadora é muito conhecida devido ao teórico Paulo Freire. Busca-se investir muito na consciência crítica do aluno para com temas sérios, como a política e problemas sociais da realidade. Com essa pedagogia, é possível formar alunos que tenham a capacidade de transformar o meio em que vivem, deixando de ser oprimidos. O professor e aluno atuam juntos, em que o primeiro coordena as atividades e há uma discussão aberta na sala de aula.

Libertária

Nessa metodologia, o aluno pode agir de forma democrática na sala de aula, buscando o que quer aprender e tentando, sempre, aliar a teoria à prática, com a ajuda do mediador, o professor, que não impõe seus ideais. O contexto cultural é bastante utilizado para que o aluno seja emergido nas situações cotidianos e consiga compreender o que deve ser feito.

Pedagogia crítico-social dos conteúdos

Esta última tendência, configurada a partir da década de 1970 no Brasil, prega a transmissão do conteúdo por meio das experiências e da realidade do aluno. O aluno deve estar preparado para enfrentar as diversidades e como combatê-las na sala de aula.

 

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