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Dicas sobre Acentuação com base no Novo Acordo Ortográfico

Apesar das divergências que ainda existem, o acordo proporcionou a mudanças de algumas regrinhas, principalmente no que diz respeito à acentuação de palavras paroxítonas e ao hífen.

Publicado em 30/11/2016 - 07h08 • Comunicar erro

Como se sabe, o Novo Acordo Ortográfico tem como objetivo padronizar a Língua Portuguesa no mundo. Os países que tem como língua o português são: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné‐Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste. Quando se padroniza, obviamente, a meta é unificar, isto é, garantir que todos compreendam, escrevam e identifiquem o mesmo som, a mesma escrita. Para a literatura e o ensino, o acordo promove maior organização e até mesmo uma maior expansão dessas áreas.

Apesar das divergências que ainda existem, o acordo proporcionou a mudanças de algumas regrinhas, principalmente no que diz respeito à acentuação de palavras paroxítonas (o que gerou a propagada “ideia” que não há mais acento) e ao hífen. Veja a seguir:

Acentuação dos ditongos das palavras paroxítonas

Some o acento dos ditongos (quando há duas vogais na mesma sílaba) abertos éi e ói das palavras paroxítonas (as que têm a penúltima sílaba mais forte): ideia, boia, europeia, assembleia, joia. Já as palavras oxítonas como herói e papéis mantêm o acento.

Acento circunflexo em letras dobradas

Desaparece o acento circunflexo das palavras terminadas em êem e ôo: creem, voos, enjoo, leem.

Acento agudo de algumas palavras paroxítonas

Some o acento no i e no u fortes depois de ditongos (junção de duas vogais), em palavras paroxítonas: feiura. Se o i e o u estiverem na última sílaba, o acento continua como em: Piauí

Acento diferencial

Some o acento diferencial (aquele utilizado para distinguir timbres vocálicos): pêlo -> pelo; pára -> para. Não some o acento diferencial em: pôr (verbo) / por (preposição) e pôde (pretérito) / pode (presente).

Hífen

O hífen não será mais utilizado quando o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa com uma vogal diferente:

  • extra-escolar -> extraescolar
  • aero-espacial -> aeroespacial
  • auto‐escola -> autoescola

Usa‐se o hífen quando o prefixo e o segundo elemento juntam‐se com a mesma vogal:

  • auto‐observação / micro‐ondas neo-ortodoxo / sobre-elevação / anti-inflamatório

Os prefixos copre e re juntam‐se ao segundo elemento: cooperação, preestabelecer e reescrita.

Usa‐se o hífen com os prefixos EXVICEPRÉPRÓ e PÓS: ex‐presidente, vice-rei, pré‐escolar, pró-ativo, pós-cirúrgico.

Usa‐se o hífen se a consoante do final do prefixo for IGUAL à do início do segundo elemento:

  • inter‐racial / super‐revista / hiper‐raquítico / sub‐brigadeiro

Quando o segundo elemento começa com s ou r, estas consoantes devem ser duplicadas:

  • anti‐religioso -> antirreligioso
  • ultra‐secreto -> ultrassecreto
  • contra‐regra -> contrarregra
  • ultra-som -> ultrassom

Usa‐se o hífen quando o prefixo termina em RB ou VOGAL e o segundo elemento começa com H: super‐homem, sub‐humano, anti‐herói.

Extinção do trema

Desaparece em todas as palavras:

  • freqüente -> frequente
  • lingüiça -> linguiça
  • seqüestro -> sequestro

Inclusão de três letras no alfabeto

Passa a ter 26 letras, ao incorporar as letras K, W e Y.

Infelizmente, muitos brasileiros ainda não dominam relativamente bem a escrita pautada no Novo Acordo. Certamente, isso tem acontecido por falta de prática na escrita. Atualmente, por mais acesso que as pessoas vêm tendo à escrita, por conta do advento do computador, muito pouco se pratica o "bom uso" da língua, do ponto de vista norma culta. Porém, a boa notícia é que cada vez mais os veículos de comunicação de massa adotam essas novas regras e, com isso, o acesso a esse conhecimento gramatical tem sido amplificado. A escola, inclusive, tem e terá sempre um papel preponderante na assimilação das novas normas ortográficas. Os concursos públicos, os vestibulares e o ENEM também são importantíssimos nessa tarefa.

Referências: Moderna Gramática Portuguesa (Evanildo Bechara) e Gramática Houaiss da Língua Portuguesa (José Carlos de Azeredo)

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