O concurseiro e a "salvação" por meio de recursos

Será que o candidato precisa mesmo entrar com recurso para conseguir aquela "grande" nota?

Você estudou. Fez a prova com segurança e tranquilidade. É hora de conferir o gabarito e aguardar o resultado. Mas aí você vai ponderar: "e aquela questão que está faltando para mim? Preciso entrar com recurso? Isto mesmo, vou entrar com recurso já!"

Vou dar uma resposta um pouco desalentadora: esqueça os recursos, não se desgaste tanto com recursos, porque na maioria das vezes eles não irão te ajudar!

Aprendi com um professor que “o jogo se ganha no campo, e não no tapetão”. Se você teve uma boa preparação e fez uma boa prova, vai obter pontos mais do que suficientes para passar. Posso dizer isso com experiência de causa: já estive dos dois lados.

No concurso para a Seplag-RJ, quando saí da sala de prova já tinha certeza da minha aprovação. A mesma coisa com o do RioPrevidência. Conferi o gabarito e vi que tinha mais do que o suficiente para passar. Apenas aguardei as outras etapas do concurso até sair o resultado final.

Nesse certame eu tinha feito uma boa preparação, tinha vindo de estudos para analista tributário da Receita Federal em que bati na trave. As matérias de ambos eram bem parecidas, então, fiquei bem tranquila.

Já no concurso que fiz para Oficial de Cartório da Polícia Civil, não peguei praticamente material algum para estudar. Tinha acabado de sair dos estudos para o Bacen, concurso este em que eu não fui bem. Estava cansada, estressada e com certa relutância em ir para os livros. Ou seja, fui para o "campo" sem "treinar" direito, sem conhecer o adversário direito.

Conclusão: faltaram dois pontos para eu passar na parte específica (justamente o que eu não tinha estudado). No desespero, parti para os recursos. Apeguei-me ao fato de que a banca tinha uma "tradição" de anular muitas questões, e então parti para o "tapetão": tentei conquistar esses pontos "fora do campo".

Tamanha foi a minha decepção, ao perceber que, no fundo, a prova tinha sido muito “redonda”, isto é, praticamente sem margem para recursos. O jogo, dentro do campo, foi bastante limpo.

Na interpretação da literatura concernente ao tema, constatei que somente uma questão estava realmente "gritante", isto é, passível de anulação. Aconteceu que, no final, a banca não anulou questão alguma.

Texto baseado em capítulo do livro "Como passei em concurso estudando dois meses", de Monique Muniz

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