Oito dicas básicas para se pensar em aprovação

Oito dicas práticas para aqueles que ingressaram na vida de perseverança e trabalho chamada "estudos para concursos" (a 8ª é a mais importante).

Não existe um indicador exato para mensurar o papel dos erros numa preparação, mas certamente acharíamos algo em torno de 85% sobre os resultados negativos alcançados. Isso é muito impactante para qualquer candidato, inclusive aqueles erros que são considerados como detalhes! Por isso, nunca é demais lembrar àqueles que ingressaram na vida de perseverança e trabalho chamada "estudos para concursos" de algumas orientações fundamentais.

Seguem oito dessas orientações e destacaríamos a última como a mais importante (lá explicaremos por quê):

1. Estratégia

Vamos começar pelo básico: você certamente sabe que se não houver estratégias em um time de futebol o resultado vai depender apenas da “bendita sorte” ou apenas talento individual, não é mesmo?

O fato é simples: para estudar e se aproximar ao máximo da aprovação em algum concurso público você precisa de estratégia e organização, uma vez que a vitória não pode ser apenas dependente do fator “sorte” ou coisa do tipo. O resultado deve ser positivo, e isso só depende de você.

2. Nervosismo e ansiedade: duas pedras de tropeço

Trata-se de dois inimigos dos concurseiros, mas advertimos que momento de prova não é momento para cultivar ansiedade ou nervosismo. Coloque em sua mente de uma vez por todas que você só chegou até aquele momento porque se debruçou de alguma forma no programa do concurso desejado.

Sabemos que nem sempre é possível estudar todo o programa de um certame, principalmente para aqueles que esperam sair edital. Isso nos leva a apenas nos centrarmos naquilo que foi possível estudar, com algum enfoque nas matérias básicas. Então, se não deu para englobar tudo, conforme-se com o que fez.

Você deve ficar tranquilo e sabendo que está fazendo apenas o dever de casa. Vá fazer a prova com o pensamento positivo e com a convicção certa de que o resultado será o melhor possível. A não ser que não tenha colocado fé no tanto que estoudou...

3. Maratona de estudos

Todo mundo sabe o que essa expressão "maratona de estudos", extraída do universo do atletismo, significa. Diz respeito àquilo que envolve estudar - treinar, treinar - estudar, para só então competir, competir e competir. A própria trajetória do concurseiro revela bem o quanto ele tem tido garra nessa maratona. Veja o caso daqueles que participam de uma série de concursos até chegar ao que será o seu "auge"?

Mas maratona não tem nada a ver com afobação, pressa, vontade de apalpar a lua com a mão, nada disso. Vêm à lembrança neste momento uma frase do professor Gladstone Felippo: “a mente funciona como os músculos. Precisa de estímulos diários. Mas não adianta tentar estudar todo o conteúdo programático de um concurso em um só dia”.

Estudo deve ser feito por etapa e tudo deve ser feito no seu tempo. Estudar 12 horas por dia não vai adiantar nada, a não ser que você já viva uma rotina de preparação altamente “engajada”, isto é, que você seja o que podemos chamar de "concurseiro de alto nível” (aquele que vem desenvolvendo um trabalho de pelo menos seus quatro ou cinco anos, investindo todo o seu tempo e recursos). Para aqueles que precisam conciliar uma série de tarefas diárias com os estudos, essa realidade de estudar muito tempo por dia não existe! Contudo, isso não exime essa categoria da obrigação de entrar para a maratona.

Sem querer ser generalistas, podemos dizer que estudar demais gera problemas, como aquele cansaço absoluto, capaz de inviabilizar os estudos do dia seguinte. Portanto, em algumas situações, é preciso não ignorar os sinais do corpo, avisando que é hora de parar e repensar o cronograma escrito.

4. Pausar entre um conteúdo e outro

Dê sempre pausas durante os estudos, de preferência uns 15 minutos a cada uma hora de estudos. Se não houver descanso durante os estudos, não há uma assimilação saudável do conteúdo. Essa pausa não é para tirar uma soneca ou para comer um prato de feijão e se empanturrar, mas para fazer alguma atividade relaxante, como ouvir música, escrever um poema, fazer um lanche leve, ir ao banheiro, fazer aquela ligação, etc.

5. Dormir bem e se entreter

Não vare a madrugada, se vai precisar trabalhar cedo no outro dia. Isso é insustentável, em curto e médio prazo! Dormir bem à noite pode ajudar muito. Claro que isso é mais fácil para os de alto nível, pois já fazem tudo o que precisa ser feito durante o dia, sobrando tempo para dormir, se exercitar e, em alguns casos, até para um lazer no final de semana, com moderação.

Quando ouvimos casos de pessoas que contam ter renunciado a namoros, baladas, fins de semana, noites de sono, etc, precisamos encarar isso com uma certa reserva. Ninguém é de ferro! Imagine uma noite de natal em que todos estão se entretendo e se vê alguém debruçado à noite sobre livros e mais livros. Tudo tem o seu limite e você precisará despertar para encontrar o seu, a sua válvula de escape.

6. Estudar o edital

Esse é o erro mais iniciante que existe: você não pode se inscrever para um concurso de suma importância se não consegue sequer ler a ferramenta que vai justamente explicar as regras do jogo, as regras que explicam como você poderá ser incluído na “fila de espera da aprovação”.

Ler o edital é muito importante, primeiro, porque nele você vai encontrar todas as informações sobre o certame como, data de inscrição, data de prova, tipos de provas, assuntos das provas, validade do concurso e muito mais. Segundo, porque chegar na hora da prova e desconhecer algo importante ou desconhecer o sistema de pontuações daquele concurso pode significar uma passividade prejudicial, até mesmo se houver a necessidade de recorrer de alguma etapa que julgar incorreta.

Portanto, “estudar” o edital completo faz parte da preparação para o concurso público.

7. Não fugir do conteúdo programático do concurso

Tempo vale outro! Principalmente se o concurseiro não é “profissional” (daquele tipo de estudante que estudar com pelo menos um ano de antecedência). Não perca o seu tempo estudando o que não vai cair no concurso. Isto é muito sério!

8. Investir é fundamental

Invista em conhecimento, pois ele não será útil apenas para os concursos públicos! Compre o que estiver ao seu alcance financeiro, e sem “pena” de gastar, ainda invista somente o pouco que tem. Concurseiro de verdade não pode ser sovina, mas sim ter a alma de empreendedor, consciente de que não está gastando, mas INVESTINDO.

Desencane-se dessa ideia absurda de que investir em concurso é "alimentar essa indústria que está aí". Editoras e escolas peparatórias não vendem ilusões (pelo menos as boas!), mas oferecem produtos comprovadamente úteis, para que se possa trilhar um caminho com perspectivas reais de aprovação. Não está em jogo vender fórmulas mágicas. Está em jogo é oferecer aquilo que a experiência educacional consagrou como proveitoso. Portanto, pare de achar que existe uma tal "indústria dos concursos" que está sugando todo o seu dinheiro! Muitas vezes, essa justificativa somente vale para perpetuar o instinto de sovinice ou para confirmar a sanha de encontrar tudo de graça na internet!

São estes os motivos pelos quais escolhemos esta oitava dica como sendo a mais importante de todas listadas: o ato de investir racionalmente o seu tempo e o seu dinheiro por uma causa demonstra que você já tem seguido as dicas anteriores, e até com maior afinco.

Fórmula mágica não existe! O que existem são pessoas capacitadas com determinados métodos de aprovação que deram certo. Essas pessoas conquistaram os conhecimentos necessários que as ajudaram a passar.

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