Entre o funcionalismo e a arte

Conheça a história de pessoas ligadas às artes cênicas, à música ou mesmo à literatura que já passaram pelo funcionalismo público.

Antes de entrar para o mundo da fama, muitos artistas já sonharam em ser funcionário público ou até mesmo já atuaram na carreira pública antes de descobertos pelos holofotes. Este é o caso da atriz Vanessa Lóes, que já atuou em novelas como Suave Veneno, Malhação, A Vida da Gente, dentre outras produções do repertório de folhetins da Globo. O que a motivou foi a necessidade de ter uma profissão que lhe permitisse ter um horário fixo para começar e encerrar o trabalho, uma vez que as inconstâncias dos horários de encontro com a família (Vanessa tem mãe e avós atores) a incomodavam. Embora não tivesse a noção de qual setor da carreira pública queria seguir, se na área estadual ou federal, a atriz afirmou que passou anos cobiçando entrar para o serviço público, mesmo sabendo que sua veia artística era pujante e inegável.

Já o cantor e compositor Jorge Aragão foi um funcionário público municipal que viu o sucesso chegar quando estava no ônibus e ouviu sua canção cantada pela Elza Soares. Desde então, não parou mais de escrever, decidindo investir na carreira de vez - a carreira artística, entenda-se! O funcionalismo público perdeu, mas ganhou a música, quando Jorge Aragão decidiu abrir mão da estabilidade que tinha. No entanto, a prova de que quando se faz o que de fato se gosta está aí, nos milhares de CDs vendidos e na conta bancária "estável" do sambista. Aragão ainda inova quando, embora sambista, foge ao estilo de vida habitual de algumas celebridades: é uma pessoa sistemática na forma de viver, evita cerveja e também não gosta de perder noites em rodas de samba.

A lista de pessoas ligadas às artes cênicas, à música ou à literatura é bem mais extensa. Por exemplo, talvez você não saiba, mas alguns dos nossos maiores escritores, em vida, não conseguiram se sustentar apenas com a sua "arte". E sabe onde trabalhavam? No serviço público. Foi o caso de Carlos Drummond de Andrade, Murilo Rubião, Guimarães Rosa, Machado de Assis e tantos outros.

A psicóloga Patrícia Boaventura aconselha que fazer o que se gosta é a força motriz para ser bem sucedido em uma profissão, seja ela qual for. Por isso, a profissional é enfática ao dizer que fazer concurso apenas pelo dinheiro ou pensando que tudo vai ser "moleza", é um equívoco que fatalmente vai levar à frustração. "Um funcionário público deve ter, assim como um artista, talento para lidar com o público, suprir as necessidades deles e saber usar a arte de se comunicar a favor de quem precisa servir: o cidadão", completou.

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