Concurso Polícia Federal 2018

Polícia Federal é autorizada a realizar concurso público para preenchimento de 500 vagas. Previsão é de que edital seja liberado até outubro.

No Diário Oficial da União de sexta-feira, 20 de abril de 2018, está publicada a portaria de autorização do novo concurso público da Polícia Federal 2018. Ao todo, estão previstas 500 vagas distribuídas por cinco cargos diferentes. O documento de autorização foi assinado pelo Diretor-Geral da PF, Rogério Augusto Viana Galloro.

De acordo a Portaria nº 8.380, serão 150 vagas para Delegado Polícia Federal, 60 para Perito Criminal Federal, 80 para Escrivão de Polícia Federal, 30 para Papiloscopista Policial Federal e 180 vagas para Agente de Polícia Federal. Conforme anunciado pelo ministro extraordinário da Segurança Pública, Raul Jungmann (leia notícia abaixo), ainda falta ser autorizado o concurso para prover 500 vagas na Polícia Rodoviária Federal, totalizando mil vagas emergenciais nessas duas corporações.

O concurso da PF recebeu aval do Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, que assegurou a existência de disponibilidade orçamentária. A previsão é de que o edital seja lançado em até seis meses, haja vista, que passa a contar da data de publicação da portaria no Diário Oficial da União, que, neste caso, ocorreu neste dia 20 de abril. Portanto, os candidatos deverão intensificar os estudos, uma vez que até 20 de outubro deste ano o edital será lançado.

As remunerações iniciais dos Delegados e demais servidores da Polícia Federal tiveram aumento desde o ano de 2016, com reajustes de até 43,9%. Em janeiro de 2018 o salário passou a ser R$ 29,6 mil e a previsão é de será de R$ 30,9 mil em janeiro de 2019. Para os demais cargos, inicialmente, a remuneração pode chegar a R$ 17,8 mil.

***

Notícia anterior (01/03/2018)

Com a intervenção militar decretada no Rio de Janeiro e com a criação do Ministério Extraordinário da Segurança Pública, o reforço de pessoal para os quadros das Polícias Federal e Rodoviária Federal está a caminho. De acordo com o agora ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, a pasta está autorizada pelo Planejamento a realizar concurso público para 500 novos Policiais Federais e 500 Policiais Rodoviários Federais.

Em entrevista coletiva dada no dia 28 de fevereiro de 2018, Jungmann enfatizou a “necessidade e urgência de reforçar recursos humanos” nessas duas corporações. Com esse anúncio, espera-se que as portarias de autorização sejam publicadas nos próximos dias e que o prazo para a concretização do certame (contratação de organizadora e publicação dos editais) seja bastante reduzido, algo diferente do habitual.

As duas seleções serão priorizadas, uma vez que o Planejamento não contingenciará recursos para o ministério recém criado, que terá um orçamento de R$ 2,7 bilhões. O ministro ainda ressaltou que essas mil vagas, apesar de não serem suficientes para o enfrentamento dos problemas de segurança, já significa “um bom início”.

Últimos concursos

Na Polícia Federal, foi o Cebraspe que realizou seu último concurso, em 2014. A meta na época foi o provimento de 600 vagas para o cargo de Agente de Polícia Federal, que exige formação de nível superior em qualquer área e CNH categoria "B" ou superior.  A remuneração inicial está em torno de R$ 9,5 mil.

O cargo de Agente de Polícia Federal proporciona atualmente uma remuneração inicial de cerca de R$ 12,5 mil, já considerando o auxílio alimentação. Vale dizer que esse valor aumentar ainda mais, se o Policial for atuar em regiões de fronteira (uma área que o ministro Jungmann pretende priorizar em 2018).

Na PRF os últimos concursos foram os seguintes: um em 2012 para os cargos administrativos (71 vagas de níveis médio e superior),  outro em 2013 com 1.000 vagas para a carreira de Policial Rodoviário Federal (superior em qualquer área + CNH "B" ou superior), ambos organizados pelo Cebraspe/Cespe, e outro em 2014 para preencher 216 vagas no cargo de Agente Administrativo, pela FUNCAB.

Sobre o Ministério da Segurança Pública

De acordo com informações do Palácio do Planalto, o presidente Michel Temer afirmou que a integração e harmonia da União com os estados no combate à criminalidade serão potencializadas com a criação do Ministério Extraordinário de Segurança Pública.

Em discurso feito no dia 27 de fevereiro de 2018, durante posse do ministro da nova pasta, Raul Jungmann, Temer reforçou que o ministério vai coordenar e promover também a troca de informações entre as unidades da Federação na área de inteligência. “É preciso, nos dias atuais e em face do avanço tecnológico, ter sistemas de inteligência para detectar a movimentação daqueles que causam problemas. Estamos procurando fazer, com esse ministério, fazer justamente esta integração”, explicou o presidente.

Combate ao crime organizado

O ministro Jungmann afirmou que entre as atribuições da pasta estão também: articulação com área social dos governos; valorização de homens e mulheres que trabalham com segurança pública; e proposição de leis e projetos.

O novo ministério ainda “combaterá duramente o crime organizado, sem jamais desconsiderar os direitos humanos. Esse combate será feito por meio de mudanças, mas sem abrir mão da vontade soberana das leis e mandamentos do estado democrático de direito”, afirmou Jungmann.

Rio de Janeiro

O ministro também ressaltou outras medidas que fazem parte da intervenção federal no Rio de Janeiro. O apoio da União ao estado tem potencial para transformar não somente o sistema de segurança pública do estado, mas promove o “renascimento da esperança” na população.

“As pessoas sabem que vamos iniciar uma mudança para valer e que elas têm ao que se agarrar. Elas começam a se unir, querer participar, porque a crença começa a brotar novamente.” Para o ministro, instituições, sindicatos, igrejas e organizações da sociedade civil também têm papel importante e devem estar juntos na busca da construção de uma segurança pública “ampla e nacional”.

Tópico: PF - Polícia Federal