Concurso Polícia Militar - ES 2018: Editais para Soldados e Oficiais!

Ao todo são três editais para cargos diversos da Polícia Militar do Estado do Espírito Santo.

Com o apoio do Instituto AOCP, o Governo do Estado do Espírito Santo divulgou o novo concurso público para provimento de 290 vagas na Polícia Militar, todas para quem possui o ensino médio como instrução mínima. Confira os cargos por edital:

  • Edital 001/2018: Soldado Combatente (QPMP-C) – 250 vagas;
  • Edital 002/2018: Soldado Músico (QPMP-M) – 10 vagas;
  • Edital 003/2018: Curso de Bacharelado em Ciências Policiais e Segurança Pública - Quadro de Oficiais Combatentes - 30 vagas.

Apostilas PMES: SOLDADO COMBATENTEOFICIAL COMBATENTE

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Requisitos

Além da escolaridade mínima, os candidatos precisam: ser brasileiros; ter altura mínima, descalço e descoberto, de 1,65m para homens e de 1,60m para mulheres; estar em dia com as obrigações eleitorais e no pleno exercício dos direitos políticos; estar em dia com suas obrigações militares se for do sexo masculino; ser aprovados dentro do limite de vagas; estar em dia com toda a documentação exigida; ser aprovado no Exame de Aptidão Física; ser aprovado no Exame Psicossomático; ser aprovado nos Exames de Saúde; ser aprovado em exame toxicológico/antidoping; ser aprovado em investigação social; não apresentar tatuagem definitiva situada em membros inferiores, superiores, pescoço, face e cabeça, que não possa ser coberta por uniforme de educação física da corporação; possuir Carteira Nacional de Habilitação (CNH) ou permissão para dirigir automóvel, no mínimo na categoria “B”; ter, no mínimo, 18 anos de idade na data de matrícula no Curso de Formação e, no máximo, 28 anos; ser aprovado com aproveitamento no respectivo Curso de Formação; e conhecer o Hino Nacional Brasileiro.

Remunerações/Subsídios

As remunerações são diferenciadas para cada processo de formação e incorporação. Os Soldados Combatentes e Soldados Músicos terão subsídio bruto, enquanto aluno, de R$ 1.220,30, e após a incorporação passarão a receber R$ 2.778,43 e R$ 2.778,42, respectivamente. Por fim, para os que forem ingressar no Curso Formação para o Quadro de Oficiais Combatentes, a remuneração do 1º, 2º e 3º ano será de R$ 2.584,16, R$ 3.158,42 e R$ 3.445,55, respectivamente, valor que mudará para R$ 5.823,07, quando o aprovado atingir a condição de Aspirante a Oficial.

Inscrições

Os interessados em participar do concurso deverão se inscrever através do site oficial da organizadora no endereço eletrônico www.institutoaocp.org.br no período que compreende às 08h do dia 25 de junho às 23h59min do dia 26 de julho de 2018. As taxas de inscrição têm os seguintes valores, de acordo com o cargo, conforme especificamos abaixo:

  • Soldado Combatente (QPMP-C) - R$ 60,00.
  • Soldado Músico (QPMP-M) – R$ 60,00.
  • Curso de Bacharelado em Ciências Policiais e Segurança Pública - Quadro de Oficiais Combatentes - R$ 120,00.

Provas PMES

Os candidatos serão submetidos a prova objetiva e redação na primeira etapa do concurso, que, por sua vez, será classificatório para as demais etapas. As provas serão aplicadas nas cidades de Cachoeiro de Itapemirim, Colatina, Linhares, Nova Venécia, São Mateus, Venda Nova do Imigrante e Vitória.

A data provável para a aplicação das provas será dia 26 de agosto de 2018 em horário e local a serem informados através de edital disponibilizado pelo Instituto AOCP. É importante destacar que haverá dois turnos para que as provas sejam aplicadas e, deste modo, haverá a aplicação nos turnos matutino e vespertino.

A segunda etapa do concurso será a entrega dos documentos para aferição de idade máxima, de acordo a exigência de cada cargo e, comprovação de CNH para os que exigirem. Demais etapas serão: exame de aptidão física; exame psicossomático; investigação social; exames de saúde; entrega de documentação para fins de classificação; classificação final e matrícula; realização do respectivo Curso de Formação; e resultado final e encerramento do Curso.

A validade do concurso será de dois anos, exceto para Quadro de Oficiais Combatentes, que será de um ano, podendo ser prorrogado por igual período, a critério da PMES.

Editais e atualizações: http://www.institutoaocp.org.br/concursos.jsp

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Dicas para as provas da PM e CBMES: Variação Linguística (Língua e fala, variação linguística, coloquialismo e norma culta)

Os estudos linguísticos começaram na Índia com Panini. Nesta época, os estudos sobre a língua era um pouco intuitivos, comparativos e com interesses religiosos. No século XX, a publicação do livro póstumo O Curso de Lingüística Geral, que reuniu anotações feitas por alunos de Ferdinand de Saussure, foi responsável por dar inicio à Linguística Moderna. Esta passa a ser abordada como ciência, ignorando influências religiosa e determinando o seu objeto de estudo: a Língua.

A obra de Saussure tem características estruturalistas, uma vez que afirmava ser a língua uma estrutura que se relaciona entre si, regida por um conjunto de regras internas. No Curso, o linguísta fala dessas regras fazendo uma analogia com um jogo de xadrez e, demonstra - através da famosa “Metáfora do Jogo de Xadrez” - que essas regras internas não são aquelas definidas pela gramática normativa, mas sim aquelas que o individuo obtém na fase de aquisição da linguagem. O que fica claro que, mesmo que um sujeito não tenha notório saber das regras gramaticais, ele ainda sim possui a habilidade de comunicação.

Outras correntes linguísticas, como o Funcionalismo, tratam a língua fora desse padrão rigoroso do estruturalismo saussuriano, mostrando que a língua está em constante interação com a sociedade. Aqui, a tese é de que a gramática pode e deve se adaptar de acordo às necessidades de comunicação. É como se o funcionalismo "aceitasse" melhor o coloquialismos, considerando que os espaços sociais são variados, mas fundamentais para a construção da língua, que é dinâmica, traço característico de sua vivacidade.

Com isso, a fala, que é individual e viva, necessita adaptar-se constantemente às necessidades de comunicação, visto que o Funcionalismo adota a sociedade como um fator influenciável da mesma. A linguística, sobretudo a funcionalista, não despreza a importância do estudo da língua, do ponto de vista da gramática normativa. Contudo, trata-se de uma ciência que não desmerece os outros pontos de vista, incluindo aí as variações existentes na língua e na fala.

Existe uma diferença clara entre a fala e a escrita. E não somente isso: existem variações linguísticas em todo o território nacional (mais ocorrentes na língua falada, por ser mais "adaptativa") as quais devem ser consideradas em todo estudo da língua. A escrita geralmente adota as regras da gramática normativa, enquanto que a fala pode seguir variadas regras, nem sempre encontradas na gramática normativa. Seria a construção da sua própria gramática, como é defendida pelos Funcionalistas.

A fala, portanto, é muito mais dinâmica e opta sempre por seguir sentenças mais fáceis, já a escrita exige que sejamos o mais claro possível com o uso dos signos linguísticos, que muitas vezes podem causar dúvidas, estranhamento ou variados sentidos, dependendo do contexto.

A fala ainda pode receber influencias regionais, culturais, profissionais e até mesmo biológicas como idade e gênero. Vale lembrar também que, diferentemente do que se pensa, a fala precede a escrita (no sentido de dizer que a escrita só passou a existir após a fala). A escrita, embora seja uma "cópia" da fala, geralmente não segue influências externas, como o regionalismo, pelo menos de forma mais rápida ou perceptível em curto prazo. Sendo assim, a fala está mais suscetível à mudanças, enquanto a escrita evita a improvisação, é mais objetiva e elaborada.

Saiba mais nas Apostilas PMES: SOLDADO COMBATENTEOFICIAL COMBATENTE

REFERÊNCIAS

SAUSSURE, Ferdinand. O curso de linguística geral. São Paulo: Cultrix.

CUNHA, Maria Angélica Furtado de. Linguística funcional. São Paulo: Parábola editorial.

MARTELOTTA, Mário Eduardo. Manual de linguística. São Paulo: Contexto.

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