Concurso da Cedae está na dependência dos rumos da privatização

A falta de concesso entre o governo do Rio de Janeiro e o BNDES tem sido entrave para realização de concurso.

O concurso da Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (Cedae) continua suspenso devido às indefinições de uma possível privatização da estatal, que segundo o secretário de Estado da Casa Civil e presidente do Conselho do órgão, Leonardo Espíndola, tem sido decidido de modo gradual pelo governo estadual do Rio de Janeiro.

Até que seja definida esta pauta, o concurso necessário para contratação de profissionais de nível médio, médio/técnico e superior segue sem expectativa para lançamento de edital.

A proposta de concessão da empresa pública apresentada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) propõe "repartir" o Rio de Janeiro em quatro zonas geográficas, para liberar a distribuição de água, além da coleta e o tratamento de esgoto, enquanto o Cedae permaneceria com o tratamento, a captação e o transporte de água às adutoras. Também se discute a privatização como inclusa no Programa de Parcerias e Investimentos (PPI) do banco, propostas estas que não entram em conformidade com a presidência da Cedae, daí sendo necessária a formulação de outro modelo de negócio para ser apresentado.

Um novo modelo proposto será para uma parceria público-privada apenas no esgotamento da Baixada Fluminense e São Gonçalo.

O objetivo de uma futura seleção é contratar mais de 200 vagas em diversos cargos de ensino médio, médio/técnico e superior, pelo regime celetista. Até então, os cargos já com necessidades de contratação de profissionais são: operador de tratamento de água, operador de tratamento de esgoto, operador de elevatória, instalador de água, especialista, analista, mecânico, eletricista, técnico em eletromecânica, técnico em saneamento e técnico em laboratório.

O último concurso da Cedae foi em 2012.

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