Curso de formação para investigadores é iniciado em Minas Gerais

O curso terá duração de cinco meses, com aulas teóricas e práticas, na Acadepol.

Ferramentas tecnológicas e o cruzamento de dados da investigação científica são temas que farão parte da rotina do curso de formação dos 1.000 novos investigadores aprovados no último concurso realizado em 2014 pelo Governo de Minas Gerais.

Com a pedagogia voltada para o serviço de inteligência na investigação e aplicação dos direitos humanos na atividade policial, o curso teve sua estreia na última segunda-feira (15/2), na Federação Israelita, no bairro Santa Efigênia, em Belo Horizonte.

“Ser policial requer, antes de tudo, disposição para servir às pessoas, sem julgamentos, com profissionalismo e absoluto respeito à dignidade”, discursou a chefe da Polícia Civil de Minas Gerais, Andrea Vacchiano, durante a solenidade de abertura.

De acordo com o diretor da Academia de Polícia Civil do Estado de Minas Gerais (Acadepol), delegado Anderson Alcântara, a grade curricular do curso foi criada pela Divisão Psicopedagógica, com a abordagem na investigação tecnológica e científica, além da sensibilização com os direitos humanos. Tudo pensado com objetivo de preparar o novo policial civil para lidar com a investigação, com precisão e olhar humanizado.

O curso terá duração de cinco meses, com aulas teóricas e práticas, na Acadepol, localizada no bairro Nova Gameleira. As aulas serão ministradas por diversos profissionais do quadro da Polícia Civil, entre delegados, peritos, médicos legistas e escrivães.

Perfil dos investigadores

A faixa etária predominante entre os 1.000 novos investigadores nomeados é de 26 a 35 anos. Cerca de 55% são do sexo masculino. Além disso, mais de 900 candidatos moram em Minas Gerais, sendo 43% residentes na capital. Entre os nomeados, 438 têm formação em Direito e 56% possuem dois cursos superiores ou especialização e/ou mestrado.

​Durante o concurso, 10% das vagas foram oferecidas a pessoas com deficiência, observada a exigência de compatibilidade para as atribuições do cargo. Nos casos em que não houve candidatos nesse perfil, as vagas foram preenchidas por outros aprovados, observada a ordem de classificação.

Fonte: Agência de Minas Gerais

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