Concurso Prefeitura de Maricá - RJ: Edital com mais de 600 vagas

Concurso Prefeitura de Maricá - RJ abre mais de 600 vagas para profissionais de nível médio e superior. A remuneração ultrapassa os nove mil reais.

A Prefeitura de Maricá, no Estado do Rio de Janeiro, publicou o edital nº 1/2018 referente ao seu concurso que preencherá 603 vagas para profissionais de nível médio e superior, com remuneração variando de R$ 1.874,88 a R$ 9.185,40 e jornada de 15 a 40 horas semanais. O concurso Prefeitura de Maricá - RJ será realizado pela Coordenação de Seleção Acadêmica (COSEAC) da Universidade Federal Fluminense – UFF.

Vagas

Cargos de nível médio e técnico: Agente Administrativo (40), Docente II (225), Fiscal de Obras e Meio Ambiente (14), Fiscal de Posturas e Transportes (9), Técnico em Contabilidade (3), Técnico de Apoio ao Controle Interno (5) e Técnico de Enfermagem (4).

Cargos de nível superior: Analista de Controle Interno (1), Assistente Social (12), Auditor de Controle Interno (3), Contador (7), Educador Físico (4), Enfermeiro (2), Fiscal de Tributos (28), Fiscal de Vigilância Sanitária (3), Fisioterapeuta (5), Fonoaudiólogo (5), Inspetor Escolar (14), Nutricionista (1), Orientador Educacional (21), Orientador Pedagógico (25), Pedagogo (3), Procurador do Município (3), Professor de Artes (13), Professor de Ciências Físicas e Biológicas (18), Professor de Educação Física (30), Professor de Geografia (15), Professor de História (14), Professor de Inglês (8), Professor de Língua Portuguesa (29), Professor de Matemática (23), Psicólogo (12) e Terapeuta Ocupacional (4).

Das 603 vagas que estão em disputa, 439 são de ampla concorrência, 124 destinadas a candidatos negros e pardos e 40 destinadas a candidatos portadores de necessidades especiais.

Inscrições

As inscrições serão realizadas apenas via internet, através do site http://www.coseac.uff.br/concursos/marica/2018/ e durante o período de inscrição, que inicia às 12 horas do dia 02 de agosto e se encerra às 12 horas do dia 27 de agosto de 2018.

O valor da taxa de inscrição será de R$ 50,00 para os cargos de nível médio e técnico, de R$ 140,00 para o cargo de Procurador do Município e de R$ 70,00 para os demais cargos de nível superior.

Provas

O concurso Prefeitura de Maricá - RJ será composto por prova objetiva para todos os cargos. Alguns cargos poderão realizar ainda prova de redação, prova discursiva, prova dissertativa e/ou prova de títulos.

As provas objetivas serão realizadas nas seguintes datas:

  • Dia 30 de setembro de 2018: para Inspetor Escolar, Orientador Pedagógico, Orientador Educacional, Professor de nível superior e Procurador do Município;
  • Dia 14 de outubro de 2018: para os cargos de nível médio e técnico;
  • Dia 21 de outubro de 2018: para os demais cargos de nível superior.

Para o cargo de Procurador a prova objetiva será composta por 80 questões e envolverá as disciplinas de Direito Constitucional; Direito Administrativo, Ambiental e Urbanístico; Direito Processual Civil, Direito Financeiro e Tributário; Direito Civil e Empresarial; e Direito do Trabalho, Processual do Trabalho e Previdenciário.

Para os demais cargos a prova objetiva será composta por 50 questões e envolverá Língua Portuguesa ou Literatura Brasileira; Raciocínio Lógico e Noções de Informática; e Conhecimentos Específicos.

Em qualquer caso, esta prova valerá 100 pontos.

Validade

O prazo de validade do concurso Prefeitura de Maricá - RS será de dois anos, a contar da publicação da homologação do Resultado Final, podendo ser prorrogado por igual período.

Edital

Para demais informações sobre o concurso Prefeitura de Maricá - RJ, como retificações, cronograma completo, conteúdos programáticos, sugestões bibliográficas, atribuições dos cargos e demais formulários, consulte sempre o site da organizadora.

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Dicas para as provas de Maricá: Variação linguística, coloquialismo e norma culta

Os estudos linguísticos começaram na Índia com Panini. Nesta época, os estudos sobre a língua era um pouco intuitivos, comparativos e com interesses religiosos. No século XX, a publicação do livro póstumo O Curso de Lingüística Geral, que reuniu anotações feitas por alunos de Ferdinand de Saussure, foi responsável por dar inicio à Linguística Moderna. Esta passa a ser abordada como ciência, ignorando influências religiosa e determinando o seu objeto de estudo: a Língua.

A obra de Saussure tem características estruturalistas, uma vez que afirmava ser a língua uma estrutura que se relaciona entre si, regida por um conjunto de regras internas. No Curso, o linguísta fala dessas regras fazendo uma analogia com um jogo de xadrez e, demonstra - através da famosa “Metáfora do Jogo de Xadrez” - que essas regras internas não são aquelas definidas pela gramática normativa, mas sim aquelas que o individuo obtém na fase de aquisição da linguagem. O que fica claro que, mesmo que um sujeito não tenha notório saber das regras gramaticais, ele ainda sim possui a habilidade de comunicação.

Outras correntes linguísticas, como o Funcionalismo, tratam a língua fora desse padrão rigoroso do estruturalismo saussuriano, mostrando que a língua está em constante interação com a sociedade. Aqui, a tese é de que a gramática pode e deve se adaptar de acordo às necessidades de comunicação. É como se o funcionalismo "aceitasse" melhor o coloquialismos, considerando que os espaços sociais são variados, mas fundamentais para a construção da língua, que é dinâmica, traço característico de sua vivacidade.

Com isso, a fala, que é individual e viva, necessita adaptar-se constantemente às necessidades de comunicação, visto que o Funcionalismo adota a sociedade como um fator influenciável da mesma. A linguística, sobretudo a funcionalista, não despreza a importância do estudo da língua, do ponto de vista da gramática normativa. Contudo, trata-se de uma ciência que não desmerece os outros pontos de vista, incluindo aí as variações existentes na língua e na fala.

Existe uma diferença clara entre a fala e a escrita. E não somente isso: existem variações linguísticas em todo o território nacional (mais ocorrentes na língua falada, por ser mais "adaptativa") as quais devem ser consideradas em todo estudo da língua. A escrita geralmente adota as regras da gramática normativa, enquanto que a fala pode seguir variadas regras, nem sempre encontradas na gramática normativa. Seria a construção da sua própria gramática, como é defendida pelos Funcionalistas.

A fala, portanto, é muito mais dinâmica e opta sempre por seguir sentenças mais fáceis, já a escrita exige que sejamos o mais claro possível com o uso dos signos linguísticos, que muitas vezes podem causar dúvidas, estranhamento ou variados sentidos, dependendo do contexto.

A fala ainda pode receber influencias regionais, culturais, profissionais e até mesmo biológicas como idade e gênero. Vale lembrar também que, diferentemente do que se pensa, a fala precede a escrita (no sentido de dizer que a escrita só passou a existir após a fala). A escrita, embora seja uma "cópia" da fala, geralmente não segue influências externas, como o regionalismo, pelo menos de forma mais rápida ou perceptível em curto prazo. Sendo assim, a fala está mais suscetível à mudanças, enquanto a escrita evita a improvisação, é mais objetiva e elaborada.

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