Concurso CODESAIMA - RR

Com mais de 140 vagas para profissionais de todos os níveis de ensino, a Companhia de Desenvolvimento do Estado de Roraima oferta ganhos de até R$ 3,2 mil.

A Companhia de Desenvolvimento do Estado de Roraima - CODESAIMA, publicou o mais novo edital n° 001/2017 de concurso público destinado a selecionar candidatos para o provimento de 143 vagas em cargos efetivos de nível alfabetizado, fundamental, nível médio e nível superior.

Cargos
Com ganhos de até R$ 3.200,00, a CODESAIMA oferece vagas para os cargos de Administrador, Advogado, Assistente Social, Contador, Engenheiro Agrônomo, Engenheiro de Segurança do Trabalho, Engenheiro Mecânico, Médico do Trabalho, Médico Veterinário, Psicólogo, Químico, Secretário executivo, Agente Administrativo, Agente de Inspeção, Assistente de Informática, Operador de Caldeira, Operador de Sala de Maquinas, Técnico em Enfermagem, Técnico em Manutenção Elétrica, Técnico em Segurança do Trabalho, Magarefe Retalhador, Vendedor, Auxiliar de produção, Auxiliar de serviços gerais e Costureira.

Apostilas CODESAIMA: CARGOS DE NÍVEL SUPERIOR E MÉDIO (COMUM A TODOS) - AGENTE ADMINISTRATIVOAGENTE DE INSPEÇÃOMAGAREFE RETALHADOR - VENDEDOR - AUXILIAR DE PRODUÇÃO/AUXILIAR DE SERVIÇOS GERAIS/COSTUREIRA

Inscrições
Será admitida a inscrição somente via internet, no endereço eletrônico https://cpc.uerr.edu.br, no período de 11 de agosto a 11 de setembro de 2017, observado o horário oficial do Estado de Roraima.

Taxas
Nível superior: R$ 180,00;
Nível médio: R$ 100,00;
Nível fundamental: R$ 80,00;
Nível alfabetizado: R$ 50,00.

Provas
Todas as provas, bem como a perícia médica dos candidatos que se declararem com deficiência, serão realizadas na cidade de Boa Vista. As provas objetivas serão aplicadas para todos os cargos na data prevista de 15 de outubro de 2017, em locais e horários a serem divulgados, com divulgação dos gabaritos no dia seguinte. Também está prevista prova de títulos, de caráter classificatório.

Validade
O prazo de validade do concurso será de dois anos, contados a partir da data de publicação da homologação do resultado final, podendo ser prorrogado, uma única vez, por igual período.

Edital e atualizações: https://cpc.uerr.edu.br/?p=602

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Dicas para as provas CODESAIMA: Ética no Serviço Público

Ética no Serviço Público

Ética é um dos assuntos mais comentados atualmente. Afinal, o que seria a ética? Se formos parar para pensar, ela tem a ver com a moral do indivíduo e os princípios que ele julga serem certos. Na maioria das vezes, a ética está vinculada ao coletivo, por isso que existem regras e normas que a sociedade estabelece para que a convivência entre as pessoas seja organizada, pautada em direitos e leis.

Entretanto, muitos ainda confundem os conceitos de ética, moral, princípios, valores e democracia. Mesmo que cada termo possa ser considerado complemento um do outro, é viável descobrir o que cada um representa para o indivíduo e para as ações rotineiras das pessoas.

1. Ética e moral

Quando se fala na relação entre ética e moral, é preciso rever que ambos os conceitos estão interligados, são interdependentes, são complementares, uma vez que a ética é uma ciência da moral. De acordo com Rocha,

[...] a moral é definida como o conjunto de normas, princípios, preceitos, costumes, valores que norteiam o comportamento do indivíduo no seu grupo social. A moral é normativa. Já a ética é definida como a teoria, o conhecimento ou a ciência do comportamento moral, que busca explicar, compreender, justificar e criticar a moral ou as morais de uma sociedade. A ética é filosófica e científica (2008, p. 16).

Além disso, a moral pode ser um conjunto de valores que assemelham e diferenciam as identidades. Tem a ver com costumes e tradições, hábitos. É o que o ser humano tem em comum com os outros. As pessoas não precisam se conhecer para compartilhar uma moral em comum.

Por outro lado, sabe-se que a ética precisa ser praticada de modo que mudemos a nossa realidade e possamos melhorar a nossa capacidade crítica. Só que nem sempre isso acontece. Um exemplo de falta de moral e de ética pode ser vislumbrado nesta situação: uma fila do INSS, em que idosos ficam de pé por horas em busca de um atendimento e quem sabe uma solução para seus problemas...

2. Ética, princípios e valores

Há muitos comportamentos, ditos universais, que são considerados éticos, dignos de um ser humano que almeja a felicidade não só dele, mas do outro também. A compaixão, o tratamento imparcial, o respeito, a coragem, a honestidade, são algumas qualidades que as pessoas devem praticar todos os dias, de modo a transformar a realidade e ensinar outras pessoas.

Os princípios éticos, por exemplo, são ilimitados. Rocha explica a definição:

Os princípios éticos são normas que nos obrigam a agir em função do valor do bem visado pela nossa ação, ou do objetivo final que dá sentido à vida humana; e não de um interesse puramente subjetivo, que não compartilhamos com a comunidade. Esse valor objetivo deve ser considerado em todas as suas dimensões: no indivíduo, no grupo ou classe social, no povo, ou na própria humanidade (2008, p. 19).

Entende-se, então, que os princípios éticos, por exemplo, podem ser ações que visam ao bem de todos, do coletivo, do individual, que não irá atingir negativamente o outro. Por isso mesmo existe a crítica da ética em que nós não estamos praticando-a, porque é cada vez mais comum as pessoas serem egoístas e pensar apenas no bem próprio e não na reação que a sua ação pode atingir o outro.

Já a relação entre a ética e os valores indica que o ser humano tem, consigo mesmo, valores que, em sua visão, podem ou não ser éticos. Claro que existe diversos padrões, identidades parecidas, porém, cada ser humano é responsável por seu ato, cabendo a ele a descobrir, errar e acertar. Vásquez (2005, p. 41) afirma que "valor não é propriedade dos objetos em si, mas propriedade adquirida graças à sua relação com o homem como ser social. Mas, por sua vez, os objetos podem ter valor somente quando dotados realmente de certas propriedades objetivas".

3. Ética e democracia: exercício da cidadania

Sabe-se que a democracia é uma forma de governo que dá ao povo o poder de tomar decisões, eleger representantes governamentais. É a democracia que permite que a voz seja ouvida, que a liberdade de expressão existe. O regime tem como função proteger os direitos dos cidadãos. Pode-se dizer então que a democracia tem muito a ver com a cidadania, uma vez que a cidadania é expressa um conjunto de direitos que dá à pessoa a possibilidade de participar ativamente da vida e do governo de seu povo. Quem não tem cidadania está marginalizado ou excluído da vida social e da tomada de decisões, ficando numa posição de inferioridade dentro do grupo social (DALLARI, 2008)

Logo, entende-se o quanto a cidadania está vinculada diretamente com o exercício da ética, da democracia, mesmo que em muitos regimes a cidadania existe porque permite que o povo opine, mesmo de forma autoritária. Existem alguns aspectos da cidadania que merecem consideração, como a solidariedade, o meio ambiente, a saúde pública, os quais promovem o exercício de ser cidadão ativo na sociedade, respeitando e cumprindo com as normas e leis, de modo que fique mais organizado.

4. Ética e função pública

Diante de um regime democrático, o poder deve emanar do povo, é ele quem rege o país por meio de representantes elegidos. Logo, o Estado deve prover subsídios de modo que os direitos, a cidadania e a ética sejam alcançadas e “disponibilizadas” ao povo. Isso quer dizer que a sociedade precisa ser livre e justa. Gonçalves (2011) afirma que, por causa disso, “para que o Estado atinja suas finalidades e promova justiça social é essencial que toda a máquina administrativa trabalhe com eficiência, ética e responsabilidade”.

Essa é a função pública da ética, por assim dizer. Os agentes públicos, a administração pública, é responsável em fazer com que o Estado alcance seus objetivos, promovendo uma sociedade solidária, de “qualidade” e, acima de tudo, justa. É a função pública que executa as decisões para que o dia a dia seja mais viável, que as pessoas possam estar empregadas, possam comprar, vender, viver em sociedade.

5. Ética no Setor Público

O setor público é responsável em gerar técnicas e meios para o bem de todos na sociedade. Gonçalves (2011) diz que o setor público, “deve ainda, implementar e aperfeiçoar instrumentos capazes de permitir ao cidadão um acompanhamento de toda a atividade administrativa com possibilidade de denunciar maus gestores da coisa pública e opinar sobre possibilidades de melhoria da coisa pública”.

Logo, o que se busca na ética no setor público é garantir que todos os cidadãos consigam praticar seus direitos, preservando sua moral. É preciso que a administração pública trabalhe com mais eficiência para atuar com economia, responsabilidade, comprometimento dentro, claro, dos princípios democráticos e éticos.

Por isso que o Brasil está constantemente em mudanças, porque o objetivo é melhorar a qualidade de vida para que a democracia seja ainda mais transparente no setor público, fazendo com que todos os cidadãos sejam participativos e sejam tratados como iguais.

“A ética é aquela que concerta os modos de coerção na nossa convivência. A ética não é ausência de disciplina” (CORTELLA, 2014, p. 27).

Saiba mais:

  • Apostilas para todos os cargos da CODESAIMA
  • Noções sobre o Código de Ética do Servidor Público Federal
  • ROCHA, Kátia Janine. Ética e Cidadania no Setor Público. Cuiabá: EdUFMT, 2008.
  • GONÇALVES, Maria Denise Abeijon Pereira. Ética na Administração Pública: algumas considerações. In: Âmbito Jurídico, Rio Grande, XIV, n. 89, jun 2011. Disponível em: <http://www.ambito-juridico.com.br/site/index.php?n_link=revista_artigos_leitura&artigo_id=9538>. Acesso em 14 de nov. 2016.
  • CORTELLA, Mario Sergio; FILHO, Clóvis de Barros. Ética e Vergonha na cara! São Paulo: Papirus 7, Mares, 2014.
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