Concurso SEE SP Professor 2019

O último concurso SEE SP para Professor aconteceu em 2013, organizado pela Fundação Getúlio Vargas, e ofertou nada menos do que 59.000 vagas.

O Governo de São Paulo pretende autorizar em breve um novo concurso para Professores PEB II, no âmbito da Secretaria de Estado da Educação. O concurso SEE SP Professor 2019 poderá ter aproximadamente 15 mil novas vagas.

Segundo previsão do governador Márcio França, dada em julho de 2018, o custo desta iniciativa será de cerca de R$ 9,6 milhões. Neste valor estão inclusos outros concursos já anunciados.

Contudo, a preocupação deste começo de ano é que o novo governo de São Paulo irá reduzir as despesas com a máquina pública. Em decreto do dia 03 de janeiro de 2019, que trata sobre medidas de redução de despesas com pessoal e encargos sociais, ficou determinado que as autorizações de concursos (cujas inscrições ainda não tenham começado) deverão ser "reavaliadas".

Além deste, outros concursos autorizados serão afetados pelas novas medidas. São eles: DETRAN SP, IAMSPE, PM SP, SP PREV e SAP SP.

Último concurso SEE SP Professor

O último concurso SEE SP para Professor aconteceu em 2013, organizado pela Fundação Getúlio Vargas, e ofertou nada menos do que 59.000 vagas para Professor Educação Básica II, SQC-II-QM. As disciplinas com demanda de profissionais foram Arte, Biologia, Ciências Físicas e Biológicas, Educação Física, Física, Filosofia, Geografia, História, Língua Espanhola, Língua Inglesa, Língua Portuguesa, Matemática, Química, Sociologia e Educação Especial – Deficiências Auditiva, Física, Intelectual, Visual e Transtornos Globais do Desenvolvimento.

Os vencimentos para os aprovados e contratados pelo concurso anterior foram de R$ 677,35, para jornada reduzida de trabalho docente de 9 aulas, e de R$ 1.354,70, para jornada inicial de trabalho docente.

A assessoria do governo de São Paulo informou também que esses dois novos concursos da SEE SP irão se somar à nomeação de 2.165 Professores PEB 1 (Ensino Fundamental Anos Iniciais – 1º ao 5º ano) e 249 Analistas de Tecnologia no primeiro semestre de 2018 e à contratação de 550 Agentes de Organização Escolar, este último ato já assinado pelo governador.

Provas do concurso SEE SP Professor

Para os candidatos que estão ou ainda começarão a estudar, o melhor parâmetro de estudo é o baseado no programa de provas e na estrutura avaliativa do concurso SEE SP anterior. Veja como foi composto aquele concurso:

  • Primeira etapa – prova objetiva - caráter eliminatório e classificatório e prova dissertativa - caráter eliminatório e classificatório.
  • Segunda etapa – Avaliação de Títulos, de caráter apenas classificatório.

As provas - parte objetiva e parte dissertativa - foram realizadas em dois turnos (manhã e tarde) e versou sobre os conteúdos listados no Programa de Provas, constituído basicamente por uma extensa bibligrafia, contendo referências de livros e artigos cujas temáticas seriam cobradas (veja a lista completa de perfis e conteúdos programáticos por área aqui).

DICAS PARA AS PROVAS SEE - SP (PROFESSOR): Teorias e Tendências Pedagógicas

Se você pretende prestar concursos para a área da Educação, principalmente para os cargos do magistério, deverá estudar as teorias pedagógicas e suas implicações na Educação Básica. Confira algumas noções sobre a pedagogia liberal, o tecnicismo, os crítico-reprodutivistas e a educação progressista.

A pedagogia brasileira e a didática foram influenciadas por grandes teóricos e filósofos que, com suas ideias, moldaram as escolas que conhecemos hoje. Para compreender melhor, é preciso dividir as tendências pedagógicas em duas vertentes: a liberal (que compreende a tradicional, renovadora progressiva, escola nova e tecnicista) e a progressista (que inclui as tendências libertadora, libertária e crítico-social dos conteúdos).

Pedagogia liberal

Essa pedagogia visa ao aspecto instigador que a educação pode proporcionar ao aluno, mostrando que ele pode aprender conforme suas aptidões e preferências. Não confunda liberal com democrático, porque não traz nenhuma relação. A pedagogia liberal objetiva a cultura individual de cada aluno, ensinando em como viver na sociedade em harmonia.

Um dos autores ainda formadores dessa tendência pedagógica é Paulo Freire, que disseminou a tendência libertadora, cujo objetivo é transformar o aluno em um cidadão mais crítico e ativo na sociedade. Logo, tem como foco a busca por conteúdos que reflitam na realidade brasileira, abordando política e aspectos sociais dentro da sala de aula.

Tradicional

A pedagogia tradicional, vinculada à liberal, pode ser exemplificada nesta cena clássica: o professor à frente da sala, na qualidade de disseminador da cultura e do conhecimento, enquanto os alunos ficam nas cadeiras, comportadamente como ouvintes passivos. Tal pedagogia, portanto, tem o professor como o centro das informações, que são absolutas, e o aluno como apenas um ouvinte, captando o conhecimento de forma passiva. Nesse método, há muita repetição para que haja a memorização completa do aprendizado.

Relações de poder na escola tradicional

Quando se fala em pedagogia tradicional, vem mais à tona a questão das relações de poder dentro da escola. Mesmo que a relação entre professor e aluno tenha se desmembrado com o passar dos anos, o poder que os “mais fortes” - os docentes - exerce sobre os discentes ainda é muito patente. Mas é preciso ressaltar que essa relação vem cada vez mais se dissipando, principalmente por conta dos conflitos modernos (e até mesmo dos atos de violência explícita na sala de aula).

A educação tradicional implica numa relação de constante observação, ou vigilância, para com os alunos. De acordo com Foucault, a partir do momento em que há disciplina, há saber, portanto, é válido que haja essa vigilância para que os discentes sejam moldados.

A simples "hierarquização da escola", em que os alunos devem avançar em séries, ciclos ou níveis, já é considerado uma forma de poder, mostrando ao aluno que é o status quo deve ser respeitado. Muitas vezes esse processo todo não é facilmente observado, já que ele transcorre de uma forma relativamente inconsciente.

Outro exemplo disso: a própria prova tradicional (aplicada no horário marcado e com os conteúdos "dados") é um modo de controlar e dividir os alunos. Muitos teóricos indicam a inadequação desses exames, uma vez que cada aluno deve ser tratado como indivíduo único, com suas particularidades, em que o seu conhecimento não deve ser medido por uma folha com questões. Entretanto, é ainda muito utilizado, até mesmo no ensino superior, nas universidades, o que talvez demonstre o potencial educativo que o sistema tradicional realmente possui... Ou não?

Renovadora progressiva

Nessa modalidade, a ordem inverte-se. É o aluno que deve ser o centro das atenções, olhando-o como ser ativo na sala de aula, onde o professor é apenas um mediador entre a teoria e a prática. O aluno deve ser motivado a pesquisar, descobrir e experimentar para, assim, aprender.

Apostila - PEB II - EDUCADOR / DOCENTE - SEE/ SP

Escola Nova

Nessa tendência, o autoconhecimento do aluno, sua personalidade e caráter são os principais focos dos professores, visando ao aperfeiçoamento da capacidade psicológica do discente, levando à realização pessoal. A relação entre professor e aluno se torna mais afetiva, para que haja significação pessoal para ambas as partes, em que o conteúdo traga algo significativo para a sua vida.

Tecnicista

Desenvolvida pelo teórico behaviorista Skinner, a pedagogia tecnicista promove uma relação completamente interpessoal entre docente e aluno. O professor é um agente que irá passar informações objetivas e claras para que os alunos absorvam, a fim de que fiquem preparados para o mercado de trabalho. Enfatiza, principalmente, a profissionalização deles.

A pedagogia tecnicista, portanto, centraliza-se naquele ensino profissionalizante, levando o aluno ingressar no mercado de trabalho, com a qualificação adequada. As aulas são mais objetivas e não condizem com a subjetividade da tendência da Escola Nova, por exemplo.

Pedagogia Progressista

A pedagogia progressista parte do princípio de que a realidade deve ser mostrada na educação para que o aluno seja mais crítico em relação ao modelo econômico vigente, isto é, o capitalismo. A educação, para essa tendência, deve ter uma finalidade sociopolítica.

Libertadora

Incluída na pedagogia progressista, a tendência libertadora é muito conhecida devido ao teórico Paulo Freire. Busca-se investir muito na consciência crítica do aluno para com temas sérios, como a política e problemas sociais da realidade. Com essa pedagogia, é possível formar alunos que tenham a capacidade de transformar o meio em que vivem, deixando de ser oprimidos. O professor e aluno atuam juntos, em que o primeiro coordena as atividades e há uma discussão aberta na sala de aula.

Libertária

Nessa metodologia, o aluno pode agir de forma democrática na sala de aula, buscando o que quer aprender e tentando, sempre aliar a teoria à prática, com a ajuda do mediador - o professor - que não impõe seus ideais. O contexto cultural é bastante utilizado para que o aluno se insira em situações cotidianas e consiga compreender o que deve ser feito.

A pedagogia libertária, portanto, faz com que o aluno aprenda, conforme o contexto cultural inserido, a como incorporar o que já sabe e o que aprendeu na sala de aula, para a sua vivência cotidiana.

Pedagogia crítico-social dos conteúdos

Esta última tendência, configurada a partir da década de 1970 no Brasil, prega a transmissão do conteúdo por meio das experiências e da realidade do aluno. O aluno deve estar preparado para enfrentar as diversidades e como combatê-las na sala de aula.

E quando se pensa criticamente sobre os conteúdos escolares, torna-se inevitável adaptar a realidade ao contexto escolar. Assim, existe um relativo consenso em que se deve sempre construir um currículo que vise à constituição do aluno como atuante na sociedade, imerso na sua cultura, no seu contexto de vida.

Sabemos que as disciplinas incluídas no currículo escolar têm como objetivo transmitir conhecimentos de determinadas áreas para que os alunos apliquem, de alguma forma, nas suas múltiplas realidades. O que falta é justamente isto: aliar a esse currículo as experiências vividas dos alunos na sala de aula.

Um exemplo de potencialização de um currículo por questões culturais marcantes pode ser vislumbrado na inclusão dos conhecimentos sobre a cultura africana no programa curricular de muitas escolas brasileiras. Tal inclusão demonstrou-se necessária, em virtude do papel que essa nação exerce (e exerceu) na história do Brasil.

Requisitos para Professor Concurso Professor SEE SP

ARTE: ser portador de diploma de Licenciatura Plena em Educação Artística, ou ser portador de diploma de Licenciatura Plena em Arte em qualquer das linguagens: Artes Visuais, Artes Plásticas, Design, Música, Teatro, Artes Cênicas e Dança; ou ser portador de diploma de Licenciatura Plena em Educação Musical.

BIOLOGIA: ser portador de diploma de Licenciatura Plena em Ciências Biológicas ou História Natural; ou ser portador de diploma de Licenciatura Plena em Ciências, com habilitação em Biologia; ou ser portador de diploma de Licenciatura em Biologia; ou ser portador de diploma de Licenciatura em Ciências da Natureza.

CIÊNCIAS FÍSICAS E BIOLÓGICAS: ser portador de diploma de Licenciatura Plena em Biologia ou Ciências Físicas e Biológicas, ou Ciências Biológicas, ou História Natural, ou Ciências da Natureza; ou ser portador de diploma de Licenciatura Plena em Ciências, com habilitação em Biologia, ou em Química, ou em Matemática ou em Física.

EDUCAÇÃO FÍSICA: ser portador de diploma de Licenciatura Plena em Educação Física e comprovar credenciamento no Conselho Regional de Educação Física - CREF.

FILOSOFIA: ser portador diploma de Licenciatura Plena em Filosofia.

FÍSICA: ser    portador    de    diploma    de    Licenciatura    Plena    em    Física;    ou ser portador de diploma de Licenciatura Plena em Ciências ou Ciências Exatas, com habilitação em Física; ou ser portador de diploma de Licenciatura em Ciências da Natureza.

GEOGRAFIA: ser    portador    de    diploma    de    Licenciatura    Plena    em    Geografia;    ou ser portador de diploma de Licenciatura Plena em Estudos Sociais ou Ciências Sociais com habilitação em Geografia.                  
HISTÓRIA: ser    portador    de    diploma    de    Licenciatura    Plena    em    História;    ou ser portador de diploma de Licenciatura Plena em Estudos Sociais ou Ciências Sociais com habilitação em História.

LÍNGUA INGLESA: ser portador de diploma de Licenciatura em Letras com habilitação em Inglês.

LÍNGUA PORTUGUESA: ser portador de diploma de Licenciatura Plena em Letras com habilitação em Língua Portuguesa.

LÍNGUA ESPANHOLA: ser portador de diploma de Licenciatura Plena em Letras com habilitação em Espanhol.
 
MATEMÁTICA: ser    portador    de    diploma    de    Licenciatura    Plena    em    Matemática;    ou ser portador de diploma de Licenciatura Plena em Ciências (ou Ciências Exatas), com habilitação em Matemática.                                

QUÍMICA: ser    portador    de    diploma    de    Licenciatura    Plena    em    Química;    ou ser portador de diploma de Licenciatura em Ciências ou Ciências Exatas, com habilitação em Química; ou ser portador de diploma de Licenciatura em Ciências da Natureza.

SOCIOLOGIA: ser portador de diploma de Licenciatura Plena em Sociologia; ou ser portador de diploma de Licenciatura Plena em Ciências Sociais.

EDUCAÇÃO ESPECIAL: Deficiências Auditiva, Física, Intelectual, Visual, Transtornos Globais do Desenvolvimento - TGD: ser portador de Licenciatura Plena em Pedagogia com habilitação específica na respectiva área da Educação Especial; ou ser portador de Licenciatura Plena em Pedagogia com certificado de especialização ou de aperfeiçoamento na área da Educação Especial com, no mínimo, 360 horas; ou ser portador de Licenciatura Plena em Pedagogia, com certificado de curso de atualização autorizado pela Coordenadoria de Estudos e Normas Pedagógicas - CENP, na área da Educação Especial; ou ser portador de diploma de Curso Normal Superior ou Programa Especial de Formação Pedagógica Superior (Del. CEE 12/2001), qualquer que seja a nomenclatura adotada pelo programa, com habilitação específica ou certificado de cursos de especialização ou aperfeiçoamento – mínimo 360 horas ou atualização autorizada pela CENP, na área da Educação Especial; ou ser portador de outras licenciaturas – Plena, com pós-graduação Strictu Sensu na área de Educação Especial; ou ser portador de Certificado equivalente à licenciatura plena, obtido em cursos regulares de programas especiais, nos termos previstos pelo Conselho Nacional de Educação, na Resolução CNE/CP nº 2 de 26, publicada a 27/06/1997, na disciplina objeto do concurso, obrigatoriamente acompanhado do diploma de curso de bacharelado ou de tecnologia de nível superior, que permitiu a formação docente; ou ser portador de licenciatura em Cursos Superiores de Formação de Professores de Disciplinas Especializadas no Ensino de 2º Grau, na forma prevista pela Portaria Ministerial nº 432 de 19, publicada a 20-07-71, Esquemas I e II, na disciplina objeto do concurso, conforme consta do diploma.

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