Concurso UNICAMP oferta 20 vagas de níveis médio, técnico e superior

O concurso UNICAMP anuncia que estará contratando 20 profissionais para preencherem cargos de níveis médio, técnico e superior. O salário chega a R$ 6.156,29.

A Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), em São Paulo, divulgou 11 editais de concurso público para preencher 20 vagas em diversos cargos de níveis médio, técnico e superior. O concurso UNICAMP está sendo executado pela Fundação para o Vestibular da Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” – VUNESP.

Das vagas disponíveis:

  • Edital nº 001/2018 - Profissional da Tecnologia, Informação e Comunicação (1);
  • Edital nº 002/2018 - Profissional para Assuntos Administrativos (5);
  • Edital nº 003/2018 - Técnico Químico (3);
  • Edital nº 004/2018 - Bibliotecário (1);
  • Edital nº 005/2018 - Fisioterapeuta (1);
  • Edital nº 006/2018 - Jornalista (1);
  • Edital nº 007/2018 - Pedagogo (1);
  • Edital nº 008/2018 - Profissional para Assuntos Administrativos (3);
  • Edital nº 009/2018 - Profissional para Assuntos Administrativos (2);
  • Edital nº 010/2018 - Profissional para Assuntos Universitários (1);
  • Edital nº 011/2018 - Profissional para Assuntos Universitários (1).

A jornada de trabalho será de 40 horas semanais para todos os cargos. O salário inicial é de R$ 3.264,84 (cargos de nível médio e técnico) ou R$ 6.156,29 (cargos de nível superior).

Os interessados poderão se inscrever a partir das 10 horas do dia 25 de outubro até às 17 horas do dia 26 de novembro de 2018 (horário oficial de Brasília), exclusivamente pela internet, no site www.vunesp.com.br. O valor da taxa de inscrição será de R$ 100,00 ou R$ 150,00.

Os candidatos serão avaliados por meio das seguintes etapas: prova escrita objetiva e prova escrita dissertativa.

As provas escritas objetiva e dissertativa têm como data prevista para a sua realização o dia 20 de janeiro de 2019, ocorrendo no período da manhã.

O concurso público terá validade de um ano a contar da data de publicação do edital de homologação em Diário Oficial do Estado, podendo ser prorrogado por igual período, a critério da UNICAMP.

Dicas para as provas UNICAMP: Ética no Serviço Público

Ética no Serviço Público

Ética é um dos assuntos mais comentados atualmente. Afinal, o que seria a ética? Se formos parar para pensar, ela tem a ver com a moral do indivíduo e os princípios que ele julga serem certos. Na maioria das vezes, a ética está vinculada ao coletivo, por isso que existem regras e normas que a sociedade estabelece para que a convivência entre as pessoas seja organizada, pautada em direitos e leis.

Entretanto, muitos ainda confundem os conceitos de ética, moral, princípios, valores e democracia. Mesmo que cada termo possa ser considerado complemento um do outro, é viável descobrir o que cada um representa para o indivíduo e para as ações rotineiras das pessoas.

1. Ética e moral

Quando se fala na relação entre ética e moral, é preciso rever que ambos os conceitos estão interligados, são interdependentes, são complementares, uma vez que a ética é uma ciência da moral. De acordo com Rocha,

[...] a moral é definida como o conjunto de normas, princípios, preceitos, costumes, valores que norteiam o comportamento do indivíduo no seu grupo social. A moral é normativa. Já a ética é definida como a teoria, o conhecimento ou a ciência do comportamento moral, que busca explicar, compreender, justificar e criticar a moral ou as morais de uma sociedade. A ética é filosófica e científica (2008, p. 16).

Além disso, a moral pode ser um conjunto de valores que assemelham e diferenciam as identidades. Tem a ver com costumes e tradições, hábitos. É o que o ser humano tem em comum com os outros. As pessoas não precisam se conhecer para compartilhar uma moral em comum.

Por outro lado, sabe-se que a ética precisa ser praticada de modo que mudemos a nossa realidade e possamos melhorar a nossa capacidade crítica. Só que nem sempre isso acontece. Um exemplo de falta de moral e de ética pode ser vislumbrado nesta situação: uma fila do INSS, em que idosos ficam de pé por horas em busca de um atendimento e quem sabe uma solução para seus problemas...

2. Ética, princípios e valores

Há muitos comportamentos, ditos universais, que são considerados éticos, dignos de um ser humano que almeja a felicidade não só dele, mas do outro também. A compaixão, o tratamento imparcial, o respeito, a coragem, a honestidade, são algumas qualidades que as pessoas devem praticar todos os dias, de modo a transformar a realidade e ensinar outras pessoas.

Os princípios éticos, por exemplo, são ilimitados. Rocha explica a definição:

Os princípios éticos são normas que nos obrigam a agir em função do valor do bem visado pela nossa ação, ou do objetivo final que dá sentido à vida humana; e não de um interesse puramente subjetivo, que não compartilhamos com a comunidade. Esse valor objetivo deve ser considerado em todas as suas dimensões: no indivíduo, no grupo ou classe social, no povo, ou na própria humanidade (2008, p. 19).

Entende-se, então, que os princípios éticos, por exemplo, podem ser ações que visam ao bem de todos, do coletivo, do individual, que não irá atingir negativamente o outro. Por isso mesmo existe a crítica da ética em que nós não estamos praticando-a, porque é cada vez mais comum as pessoas serem egoístas e pensar apenas no bem próprio e não na reação que a sua ação pode atingir o outro.

Já a relação entre a ética e os valores indica que o ser humano tem, consigo mesmo, valores que, em sua visão, podem ou não ser éticos. Claro que existe diversos padrões, identidades parecidas, porém, cada ser humano é responsável por seu ato, cabendo a ele a descobrir, errar e acertar. Vásquez (2005, p. 41) afirma que "valor não é propriedade dos objetos em si, mas propriedade adquirida graças à sua relação com o homem como ser social. Mas, por sua vez, os objetos podem ter valor somente quando dotados realmente de certas propriedades objetivas".

3. Ética e democracia: exercício da cidadania

Sabe-se que a democracia é uma forma de governo que dá ao povo o poder de tomar decisões, eleger representantes governamentais. É a democracia que permite que a voz seja ouvida, que a liberdade de expressão existe. O regime tem como função proteger os direitos dos cidadãos. Pode-se dizer então que a democracia tem muito a ver com a cidadania, uma vez que a cidadania é expressa um conjunto de direitos que dá à pessoa a possibilidade de participar ativamente da vida e do governo de seu povo. Quem não tem cidadania está marginalizado ou excluído da vida social e da tomada de decisões, ficando numa posição de inferioridade dentro do grupo social (DALLARI, 2008)

Logo, entende-se o quanto a cidadania está vinculada diretamente com o exercício da ética, da democracia, mesmo que em muitos regimes a cidadania existe porque permite que o povo opine, mesmo de forma autoritária. Existem alguns aspectos da cidadania que merecem consideração, como a solidariedade, o meio ambiente, a saúde pública, os quais promovem o exercício de ser cidadão ativo na sociedade, respeitando e cumprindo com as normas e leis, de modo que fique mais organizado.

4. Ética e função pública

Diante de um regime democrático, o poder deve emanar do povo, é ele quem rege o país por meio de representantes elegidos. Logo, o Estado deve prover subsídios de modo que os direitos, a cidadania e a ética sejam alcançadas e “disponibilizadas” ao povo. Isso quer dizer que a sociedade precisa ser livre e justa. Gonçalves (2011) afirma que, por causa disso, “para que o Estado atinja suas finalidades e promova justiça social é essencial que toda a máquina administrativa trabalhe com eficiência, ética e responsabilidade”.

Essa é a função pública da ética, por assim dizer. Os agentes públicos, a administração pública, é responsável em fazer com que o Estado alcance seus objetivos, promovendo uma sociedade solidária, de “qualidade” e, acima de tudo, justa. É a função pública que executa as decisões para que o dia a dia seja mais viável, que as pessoas possam estar empregadas, possam comprar, vender, viver em sociedade.

5. Ética no Setor Público

O setor público é responsável em gerar técnicas e meios para o bem de todos na sociedade. Gonçalves (2011) diz que o setor público, “deve ainda, implementar e aperfeiçoar instrumentos capazes de permitir ao cidadão um acompanhamento de toda a atividade administrativa com possibilidade de denunciar maus gestores da coisa pública e opinar sobre possibilidades de melhoria da coisa pública”.

Logo, o que se busca na ética no setor público é garantir que todos os cidadãos consigam praticar seus direitos, preservando sua moral. É preciso que a administração pública trabalhe com mais eficiência para atuar com economia, responsabilidade, comprometimento dentro, claro, dos princípios democráticos e éticos.

Por isso que o Brasil está constantemente em mudanças, porque o objetivo é melhorar a qualidade de vida para que a democracia seja ainda mais transparente no setor público, fazendo com que todos os cidadãos sejam participativos e sejam tratados como iguais.

“A ética é aquela que concerta os modos de coerção na nossa convivência. A ética não é ausência de disciplina” (CORTELLA, 2014, p. 27).

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