Piet Mondrian

Pintor, teórico, escritor e fundador de um dos maiores movimentos sobre arte da Holanda. Conheça a vida de Mondrian.

Um dos maiores ícones da arte holandesa, Piet Mondrian, ou, simplesmente, Mondrian, foi um homem a frente de seu tempo. Considerado um dos responsáveis pela consolidação do movimento denominado “Modernista”, foi fundador de uma das ramificações deste movimento, conhecido como “De Stijl”.

Seu verdadeiro nome era Pieter Cornelis Mondrian. Nasceu na cidade de Amersvoot, no ano de 1872. Seu pai era diretor de escola e a educação que Mondrian recebeu de sua família era baseada segundo o costume religioso protestante conhecido como Calvinista.

Talvez esse tenha sido um dos motivos da tamanha resistência que o jovem artista sofreu de sua família quando decidiu seguir o caminho artístico. Mesmo assim, Mondrian optou por estudar em Amsterdã, capital da Holanda, onde permaneceu entre os anos de 1892 a 1894.

Primeiras obras

Inicialmente as obras de Mondrian, em sua grande maioria, eram constituídas de paisagens serenas, mas com tonalidades escuras. Com o tempo e, até mesmo, o amadurecimento do perfil de seus traços artísticos, as paisagens passaram a ganhar de seu autor tonalidades de cores mais vivas.

Essas mudanças de perfil são atribuídas às influências que Mondrian absorveu do pintor, também holandês, Jan Toorop. A partir do início do século XX, o jovem Mondrian amadureceu ainda mais seus traços artísticos sob as influências de movimentos como o Pontilhismo, Fovismo e o Cubismo.

O amadurecimento artístico também lhe traria consequências na formação de sua personalidade. Tanto que o jovem pintor (se em consequência desse amadurecimento ou não) resolve romper com a tradição religiosa de sua família, optando por não mais seguir o Calvinismo e unir-se à Teosofia. 

O perfil artístico

Além de pintor, Mondrian também foi teórico e escritor. Acreditava piamente na arte como reflexo da espiritualidade vinda da natureza. Tanto que seus novos trabalhos passaram a ter temas mais simples, propositalmente com o intuito de revelar a essência mística do equilíbrio de forças que o pintor julgava serem governantes do universo.

Na busca constante de um maior aprimoramento de suas ideias, Mondrian também escolheu destilar sua forma pessoal de visão de mundo por meio de elementos verticais e horizontais básicos.

Esta tentativa buscava representar forças opostas, consideradas essenciais: positivo e negativo, dinâmico e estático, masculino e feminino. De tudo que o pintor criou nesse período, o equilíbrio dinâmico de suas composições visava refletir o que ele entendia como harmonia universal dessas forças.

Mondrian e a arte Moderna

A visão peculiar de Mondrian referente à arte moderna é demonstrada de forma clara na progressão metódica de seu estilo artístico como representação tradicional de completa abstração.

Não apenas os seus traços evoluem de maneira lógica, mas também transmitem influência de vários movimentos de arte moderna, tais como Impressionismo, Luminismo e Cubismo.

Além dele, outros artistas do movimento De Stijl também eram defensores da abstração pura, feita com paleta reduzida, cuja ideia era expressar o ideal utópico de harmonia em caráter universal em todas as modalidades desse tipo de arte.

Dessa forma, usando formas e cores básicas, Mondrian cria que a visão que possuía sobre arte moderna seria capaz de transcender as divisões de cultura, tornando-se uma nova linguagem comum baseada em cores primárias puras, uniformidade de traços e tensão dinâmica de suas telas.

Assim sendo, o desenvolvimento da característica neoplasticista de Mondrian tornou-se um dos principais documentos da arte abstrata. O artista definiu essa característica de sua arte como uma nova visão ao já existente “plasticismo”, referindo-se às ações de forma e cores na superfície de telas como novo método de representar a realidade moderna.

Mondrian mudou-se para Nova York, Estados Unidos,em 1940, e lá ficou até sua morte, em 1944. O gosto pela música local e o ambiente agitado das ruas norte-americanas permitiram que Mondrian envelhecesse retratando todo este clima de agitação em suas últimas obras.

Por Alan Lima