Vírus: conceitos, estrutura, tipos e viroses

Entenda o que são vírus, e como são formados, tipos e principais características desses pequenos agentes infecciosos.

Vírus: conceitos, estrutura, tipos e viroses

Os vírus podem medir entre 20 e 300nm (nanômetros) - Foto: Concursos no Brasil

Muito se fala e se imagina sobre os vírus, mas a verdade é que poucas pessoas realmente conhecem esses pequenos agentes infecciosos, suas características e a forma como eles agem dentro do organismo.

Apesar de complexo, o tema pode ser facilmente compreendido como explicaremos a seguir.

O que são os vírus?

Para começar a entender melhor os vírus, é preciso conhecer duas características principais deles. A primeira é que eles são realmente muito pequenos, podendo medir entre 20 e 300nm (nanômetros).

A segunda é que eles são acelulares, ou seja, não apresentam qualquer estrutura celular.

Como não apresentam estruturas celulares, os vírus precisam de uma célula para se hospedar, cumprindo sua função como parasita, usando a célula para metabolizar e se multiplicar.

Outro detalhe é que o fato de um vírus ser acelular e não possuir estrutura celular não quer dizer que ele não tenha material genético nem componentes estruturais.

Os vírus tem sua composição definida sim e a chamamos de partícula viral. Quando uma partícula viral se apresenta de forma completa é o que denominamos vírion. Antes de conhecer mais sobre os tipos de vírus, é importante entender como se compõe a partícula viral.

Componentes da Partícula Viral

  • Ácido nucleico – molécula de material genético, podendo ser DNA ou RNA;
  • Capsídeo – capsula protetora do ácido nucleico, englobadas a partir de enzimas;
  • Nucleocapsídeo – estrutura onde está o capsídeo;
  • Capsômeros – monômeros que se agregam para constituir os capsídeos;
  • Envelope – membrana rica em lipídios que reveste externamente a partícula viral;
  • Peplômeros – estruturas externas aparentes na superfície, repletas de glicoproteínas e lipídios.

Tipos de Vírus

Conhecendo melhor a composição da partícula viral, podemos entender que os vírus são seres muito complexos e múltiplos. São conhecidos aproximadamente trinta grupos de vírus diferentes, diferenciados pelo tipo de células que utilizam para se hospedar e até mesmo configurações internas de componentes e ácido nucleico.

A seguir, apresentamos os três tipos mais conhecidos de vírus.

  • Bacteriófagos – Esses vírus, como o próprio nome sugere, tem em sua principal função a de infectar bactérias e também são conhecidos como "fagos".

Para compreender o processo é preciso entender a interpretação visual do vírus: a parte do ácido nucleico dentro do capsídeo é conhecida como ‘cabeça’. Já a parte responsável por injetar o material genético dentro da bactéria, é conhecida como ‘cauda’ (como se fosse um animal mesmo).

O vírus se adere à parede celular da bactéria e perfura a região, injetando todo seu DNA. Do lado de fora, o capsídeo fica vazio, enquanto o DNA de dentro já com vírus vai se multiplicando na célula hospedeira.

A bactéria que está com o DNA viral acabará formando novos fagos, devido a sintetização das proteínas virais. Os problemas podem se dar na forma como esses fagos se comportarão.

No chamado ciclo lítico, os fagos criados podem ultrapassar a parede bacteriana, infectando outros componentes do organismo. No que se conhece como ciclo lisogênico, o fago se aglutina ao cromossomo da bactéria e passa a se chamar prófago, podendo se multiplicar e dividir dentro do hospedeiro, acarretando a criação de inteiras populações bacterianas infectadas por fagos inativos.

Esse processo pode ser revertido caso os fagos reassumam o controle metabólico da bactéria, se desfazendo do cromossomo bacteriano dando inicio ao ciclo lítico novamente.

  • Retrovírus – No caso dos retrovírus o processo acontece de forma relativamente diferente. A enzima conhecida como transcriptase reversa cuida de transformar seu RNA de cadeia simples para cadeira dupla, o que permite que ele seja integrado dentro da célula hospedeira.

Assim sendo, o DNA da célula passa a produzir as proteínas e substâncias da cápsula viral. Após formados dentro da célula hospedeira, os novos retrovírus saem dela num processo lítico ou lisogênico, fazendo com que a célula faça o trabalho de vírus.

  • Fitopatógenos – Esses vírus, tem como função usar seu RNA para atacar principalmente as plantas, usando de estratégia semelhante ao se apoderar do seu metabolismo celular e absorção de seus nutrientes para si próprio. Alguns fitopatógenos são capazes inclusive de bloquear a entrada e saída de água e nutrientes das plantas, impedindo que ela consiga equilibra-los em toda sua estrutura de forma a conseguir viver.

Mais características dos vírus

Como foi dito anteriormente os ciclos causados pelo vírus podem ser líticos ou lisogênicos. No lítico a célula é rompida pela quantidade de vírus que se multiplicou lá dentro, causando a sua liberação completa. No lisogênico, não ocorre o rompimento, mas quando a célula-mãe se divide em seus processos naturais, ela passa o material genético para as células-filhas.

Todas essas fases de contato do vírus com as células hospedeiras se denominam como infecção, não necessariamente uma doença. A doença só ocorre quando o hospedeiro não apresenta imunidade quanto o parasita, podendo ceder e se tornar suscetível.

Outro fator importante sobre os vírus é que eles não estão presentes em nenhum dos reinos de seres vivos. Para muitos cientistas, os vírus só seriam considerados seres vivos se possuíssem metabolismo próprio. Paralelo a isso, outro fator a se destacar é que os vírus não fazem parte de uma linhagem contínua, capaz de gerar outros novos indivíduos férteis, dependendo sempre de uma célula hospedeira para se multiplicar.

Os vírus ainda não têm origem conhecida, estudos apontam que eles teriam se desenvolvido a partir do DNA de seus hospedeiros, além de não poderem ser considerados seres primitivos haja visto que dependem de alguém para crescer.

No entanto, a existência dos vírus não pode ser vista somente como algo negativo. Em muitos casos eles auxiliam no equilíbrio ambiental, agindo como um fator incentivador da variabilidade genética.

Viroses: Sintomas, Tratamentos e Prevenção

Como o próprio nome sugere, as viroses são doenças que surgem em decorrência dos vírus. Assim como a imensa variabilidade de vírus, também são muitas as viroses que podem acometer o ser humano.

Ainda que nosso corpo tenha anticorpos (nossas defesas naturais), em casos específicos precisamos dos medicamentos certos para combatê-los, que são os popularmente conhecidos como antivirais.

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