Contorcionismo

Técnica, exercício e esporte. Entenda a dinâmica do contorcionismo.

Apesar de muitos não considerarem, contorcionismo é um esporte, e tal como outros, necessita de muita técnica e dedicação para se alcançar o êxito.

Trata-se basicamente de um modelo de acrobacia com uso de flexões, mas que exige tanto o uso de contorções, quanto sustentação muscular. Pode ser visto sendo praticado em danças (como balé, por exemplo), mas é mais visto e divulgado dentro do ambiente circense.

Alguns indícios históricos apontam a técnica de contorcionismo como uma arte milenar oriunda das regiões da Mongólia, Egito antigo, Índia, Grécia, Roma e China. Exatamente pelo fato de ser uma arte tão antiga, é também rodeada de mitos.

Acreditava-se que a explicação para tamanha flexibilidade entre os praticantes da arte era por uso de óleo extraído de cobras, ou mesmo outro réptil, ou ainda que estas pessoas possuíssem duas articulações, entendendo ser este o motivo de conseguirem se dobrar para os dois lados.

São considerados contorcionistas todos aqueles que possuem a habilidade de realizar movimentos com o corpo, cuja dificuldade aparenta, à primeira vista, serem impossíveis de executar. Entre esses movimentos podemos citar grande flexibilidade nas articulações de forma geral, agachamentos, abertura de perna e outros.

De uma maneira geral, este tipo de exercício é realizado de forma individual, sendo mais bem aproveitado com uso de roupa adequada, acompanhado de música própria para o exercício.  

Dependendo do tipo de exercício e da forma como é aplicado, existe a possibilidade de inclusão de práticas complementares, tais como tiro de arco com os pés, ou mesmo apresentações espetaculares, tipo, entrar numa caixa de tamanho muito pequeno, ou ainda exercícios de balé e outras danças, colocando os pés no pescoço, entre outros movimentos.

Porém, apesar de ser algo muito voltado ao circo e ao entretenimento, o contorcionismo como técnica de disciplina, é uma combinação de esporte e espetáculo. Exatamente por isso, exige que o praticante esteja em ótima forma física, em harmonia com seus movimentos e elasticidade, logicamente.

Não há como negar que pessoas que se dedicam a prática do contorcionismo geralmente possuem uma genética diferenciada, afinal a elasticidade peculiar, necessária à execução dos movimentos não poderia ser executada por qualquer pessoa, pelo menos não em sua totalidade. Porém, mesmo estas pessoas privilegiadas também devem se atentar que o treinamento é algo essencial para a execução do esporte.

Mas há ainda os casos de genética diferenciada (quase anômala) entre os praticantes do contorcionismo. A ciência a define como sendo uma patologia, cujo nome científico é síndrome de Ehlers Danlos, ou síndrome da hipermobilidade articular, tendo como característica principal, obviamente a mobilidade desproporcional das articulações do indivíduo.

Apesar da facilidade peculiar em desenvolver os movimentos referentes à arte de se contorcer, esta doença também possui seu aspecto negativo, causando dores e lesões articulares ao que a possui.

Porém, visto de uma forma geral a arte (ou esporte) do contorcionismo é considerada um aspecto altamente positivo, desde que se tomem os devidos cuidados.

Geneticamente privilegiado ou não, o praticante deve sempre entender que todo esporte ou exercício físico, mesmo que não executado de forma profissional, deve ser acompanhado de perto por um treinador especialista, além de um imprescindível acompanhamento médico, tanto preventivo quanto corretivo.

Por Alan Lima