História do Hino Nacional Brasileiro

História completa do Hino Nacional Brasileiro

A composição do Hino Nacional do Brasil, que traduz o amor do povo à sua pátria, tem uma história bem interessante. Vale dizer também que há inúmeras referências na letra oficial, as quais muitas vezes passam despercebidas pela maioria significativa dos brasileiros.

O Hino também é um dos quatro símbolos oficiais da República Federativa do Brasil, sendo os outros: a bandeira, as armas nacionais e o selo nacional. É cantado em casos de continência à bandeira, ao presidente da República, ao Congresso Nacional, ao Supremo Tribunal e em casos de cortesia internacional ou demais atos determinados pelos regulamentos de continência. Além disso, o hino nacional tornou-se obrigatório em escolas, sendo que ao menos uma vez por semana os alunos do ensino fundamental devem canta-lo;

Você sabe qual é a história do hino nacional brasileiro? Veja a seguir as informações completas e se informe do assunto.

História

A letra do hino nacional brasileiro foi escrita por Joaquim Osório Duque Estrada e a música elaborado por Francisco Manuel da Silva, sendo que a criação foi no ano de 1831 e a partir de sua criação houve diversas alterações no título.

Francisco Manuel da Silva compôs o hino no ano de 1823 em comemoração à Programação da Independência do Brasil, porém, quando criado foi pouco divulgado, e somente em 1831 foi cantado por uma multidão que festejava a abdicação de Pedro I.

Dez anos depois o hino nacional foi também cantado na coroação de Dom Pedro II, e em 1869 foi tema de uma peça magistral, intitulada “Fantasia Sobre o Hino Brasileiro”, composta e tocada pelo famoso pianista-compositor norte-americano Louis Moreau Gottschalck.

O primeiro título era “Hino 7 de abril” que marcava a abdicação de D. Pedro I, depois foi chamado de “Marcha Triunfal” e depois e que dura até os dias atuais de “Hino Nacional”.

Depois de o hino nacional ter sido oficializado, ainda faltava a letra para ele. E isso perdurou até o mês de julho do ano de 1909, quando o governo realizou um concurso para escolher uma composição poética que se adaptasse perfeitamente a melodia do hino.

Quem ganhou o concurso foi Joaquim Osório Duque Estrada, mas somente no ano de 1922, véspera do centenário da independência e 99 anos depois da criação da composição.

A poesia do hino nacional foi adquirida por 5.000 contos de réis pela propriedade plena e definitiva da letra, por meio do decreto nº 4.559 de 1922, pelo presidente Epitácio Pessoa. A oficialização do hino se deu por meio da lei nº 5.700 de 1971.

Com o fim da Proclamação da República e por meio da decisão do Deodoro da Fonseca (que governava o país provisoriamente) foi realizado um concurso para compor outra versão do hino, e participaram deste mais de 30 pessoas.

O vencedor do concurso foi o compositor Leopoldo Miguez, no entanto, o povo brasileiro não se simpatizou com o novo hino, haja vista que a versão de Joaquim Osório e Manuel da Silva tinha se popularizado no ano de 1831.

Por conta da mobilização popular em relação ao “novo hino” Deodoro da Fonseca resolveu optar pelo hino já existente. Porém, Deodoro só fez isso para não perder popularidade e para não desapontar Leopoldo Miguez chamou o “novo hino” de  Hino da Proclamação da República.

Por fim, a orquestração do hino foi feita por Assis Republicano e a instrumentação para banda é do tenente Antônio Pinto Júnior. O responsável pela adaptação do vocal foi Alberto Nepomuceno e desde então é proibida a execução de quaisquer outros arranjos vocais ou artístico-instrumentais do hino.

É de suma importância dizer que o Hino Nacional representa a história do Brasil, exaltando os fatos que ocorreram no país, simboliza também as lutas e traz uma identidade do povo brasileiro.