43% dos domicílios brasileiros receberam o auxílio emergencial

Pesquisa feita pelo IBGE indicou que quase metade dos lares brasileiros contaram com o benefício oferecido pelo governo federal.

43% dos domicílios brasileiros receberam o auxílio emergencial, smartphone e computador abertos no site do auxílio emergencial

Números fazem parte de pesquisa sobre o coronavírus no país. - Foto: Concursos no Brasil

Uma pesquisa feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelou que 43% dos domicílios brasileiros receberam o auxílio emergencial. Os dados foram divulgados na sexta-feira (24/07) e fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua COVID-19 (PNAD COVID-19), um levantamento sobre a pandemia do novo coronavírus no país e seus impactos na sociedade.

O auxílio emergencial foi criado pelo governo federal com o objetivo de mitigar os danos econômicos provocados pela crise do novo coronavírus (COVID-19). Sendo assim, pessoas em situação considerada vulnerável estavam aptas a receber o benefício. Inicialmente seriam três parcelas de R$ 600,00, mas o governo estendeu o programa para cinco pagamentos após pressão da sociedade.

Na média, segundo o IBGE, os rendimentos do auxílio emergencial foram de R$ 881,00 por residência, já que até duas pessoas dentro de uma mesma casa podem solicitar o benefício — é válido lembrar que o número ainda é menor que um salário mínimo. Os dados do PNAD COVID-19 foram coletados entre os dias 28 de junho e 04 de julho de 2020.

Auxílio emergencial por estado

O IBGE também divulgou dados dos estados de acordo com a fatia de sua população. Proporcionalmente, o estado que mais recebeu o auxílio emergencial foi o Maranhão. No estado nordestino, 66,5% das pessoas, quase dois terços da população, foram beneficiadas. O segundo lugar ficou dividido entre o Pará e o Amapá, ambos com 63,7%. O Amazonas aparece em quarto com 61,8%.

O estado onde houve menor número proporcional de beneficiados foi Santa Catarina, onde 23,8% da população teve acesso ao auxílio emergencial. O Rio Grande do Sul teve o segundo menor número, sendo que 27,7% das pessoas contaram com o dinheiro. O Distrito Federal fecha a lista dos três que menos receberam com 32,8%.

Confira o mapa da quantidade proporcional das pessoas que receberam o auxílio emergencial:

Desigualdade é grande no país

Nesta segunda-feira (27/07), a Oxfam, uma Organização Não Governamental (ONG) que tem como foco a redução da pobreza global, divulgou um relatório sobre os ganhos dos bilionários durante a pandemia do novo coronavírus. O Brasil foi um dos países que tiveram seus dados levantados.

De acordo com a ONG, enquanto milhões de brasileiros dependiam do auxílio emergencial, o patrimônio de 42 bilionários do Brasil subiu US$ 34 bilhões. Fazendo uma conversão para real, o valor fica próximo de R$ 175 bilhões na cotação do dia. Para se ter ideia, com as cinco parcelas do auxílio emergencial, o governo espera gastar cerca de R$ 203 bilhões.

Os números revelados pelo IBGE e pela Oxfam comprovam que o Brasil é um país onde há uma forte desigualdade social e que, sem a ajuda do governo federal, muitas pessoas teriam dificuldade de se manterem. Recentemente, o Ministério da Economia anunciou que o auxílio emergencial foi essencial para os 30% mais pobres da sociedade após pesquisa.

Carlos Rocha
Redator
Jornalista formado (UFG), atualmente redator no site Concursos no Brasil. Foi roteirista do Canal Fatos Desconhecidos (YouTube) por um ano e meio. Produziu conteúdo de podcast para o Deezer. Fez parte da Rádio Universitária (870AM) por três anos e meio como apresentador no Programa Fanático e como repórter, narrador e comentarista da Equipe Doutores da Bola. Fã de futebol, NFL e ouvinte de podcast.

Compartilhe

Especial Auxílio Emergencial

Veja mais »