Governo planeja mudanças para o Sine

Em 2013 serão criadas oito agências para melhorar o encaminhamento do candidato.

O governo federal irá aplicar mudanças profundas no Sistema Nacional de Emprego (Sine) a partir de 2012. O principal objetivo da iniciativa é identificar o motivo do desemprego dos candidatos: se é falta de qualificação ou falta de oportunidades nas empresas. A busca por uma resposta satisfatória advem de uma constatação preocupante: o país teve 600 mil vagas de emprego não preenchidas este ano. Buscando otimiza esse quadro, em 2013 serão criadas oito agências para melhorar o encaminhamento do candidato e combater os índices de desemprego.

De acordo com o ministro do Trabalho e Emprego (MTE), Brizola Neto, hoje são 2.200 postos do Sine ao redor do Brasil. A maioria deles, infelizmente, sucateada por questões orçamentárias e de gestão. Ele destaca qual deve ser o papel dessas unidades: “Não é só intermediação. É preciso entregar qualificação e seguro-desemprego”.

O plano de Brizola Neto para o ano que vem é usar o modelo da Previdência para monitoramento de emprego. Atualmente, com a ferramenta do INSS é possível acompanhar indicadores de atendimento e saber quando, como e por que uma agência tem demora na prestação de serviço ao cidadão. O tempo de espera para o atendimento, duração do atendimento no guichê, o número de pessoas e gastos na unidade também são acompanhados.

“Me parece que hoje estamos caminhando para um sistema que proteja o emprego, evitando que o desemprego ocorra”, avalia Clemente Ganz Lúcio, diretor técnico do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos).  Segundo levantamento em agosto, a taxa de desemprego total em agosto ficou em 11,1%, frente a 10,7% em julho.
De acordo com Ganz, o Dieese vai aprimorar as pesquisas de emprego e desemprego, modificando o questionário a fim de descobrir o que é preciso melhorar. Desta forma, será possível diagnosticar falhas.

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Em 2013, o Ministério do Trabalho e do Emprego (MTE) começa a operar um modelo piloto com oito agências, onde será testado um sistema de monitoramento de empregos. O ministro Brizola Neto afirmou ao jornal O Dia que será possível ter "controle para saber quanto tempo o trabalhador está demorando para ser atendido, quanto ele demora para receber proposta de emprego, além da demora em pedidos de qualificação, abono ou matrícula em curso de capacitação”.

Educação, inclusive, é a solução para atender 600 mil vagas de empregos não preenchidas neste ano, de acordo com dados do MTE. Isso é possível com programas como o Pronatec e o ProJovem, que são divulgados nacionalmente para promover a qualificação e combater o desemprego no país.

SALÁRIOS
No SineBahia, modelo que será referência para novas unidades de atendimento ao trabalhador, tem vagas com remuneração de R$ 622 à R$ 10 mil, segundo Maria Thereza Andrade, superintendente de desenvolvimento do trabalho da entidade. “Queremos enriquecer o banco de cadastro, sempre focando naqueles que têm dificuldade de inserção e apostando na qualificação deles. Com isso, encaminhamos boa mão de obra para empresas”, conta Maria Thereza.

CAPTAÇÃO
No Ceat-RJ, há divulgação de vagas, cadastramento dos candidatos e cruzamentos com as oportunidades captadas nas empresas. “Oferecemos consultoria gratuita para companhias, onde analisamos a necessidade e colocamos em um sistema. Fazemos um processo seletivo em nossas unidades e encaminhamos para a empresa”, conta o gerente operacional Leonardo Pereira.

Já no SineBahia, são outras abordagens: são feitas reuniões com os setores produtivos, como Mineração, Comércio e Náutico, para saber qual é a demanda. Além disso, são oferecidos cursos de capacitação de 20 a 600 horas.

Edição com informações do jornal O Dia.

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