Ampliação do programa Bolsa Família 2021 pode chegar perto dos R$ 300

Para calcular o novo valor das parcelas do Bolsa Família, o governo está usando a média do auxílio emergencial como base. Confira detalhes em nossa matéria.

O governo federal está trabalhando na ampliação do Bolsa Família, com o objetivo de incluir novas unidades familiares e aumentar o valor pago, que pode chegar a R$ 300. A nova quantia das parcelas está sendo calculada pela média do auxílio emergencial, que seria de R$ 250 mensais.

A ideia é que o novo programa tenha início após a finalização do benefício temporário, que pode ser pago até setembro de 2021 com mais duas parcelas extras. O lançamento das mudanças vai depender do avanço da vacinação da população adulta. A expectativa é de que o Bolsa Família volte a ser pago a partir de outubro.

Previsões em torno do novo Bolsa Família em 2021

O ministro também quer retomar o fundo de erradicação da pobreza, utilizando dividendos de estatais e parte dos valores arrecadados com a privatizações, com o objetivo de financiar o novo Bolsa Família. 

De acordo com um estudo do Centro de Pesquisa em Macroeconomia das Desigualdades da Universidade de São Paulo (Made/USP), o número de brasileiros em situações de pobreza e extrema pobreza é de 61,1 milhões.

Desses, 46,5 milhões estão sendo ajudados pelo auxílio emergencial em 2021. Sendo assim, os cálculos para a ampliação do Bolsa Família seguem duas possibilidades:

  1. No caso do programa contemplar os beneficiários do auxílio emergencial: o governo irá gastar R$ 14 bilhões para cada rodada de pagamentos de R$ 300. Logo, para os meses de outubro a dezembro de 2021, seriam utilizados R$ 42 bilhões;
  2. No caso do programa contemplar as 61,1 milhões de pessoas vivendo na pobreza e na extrema pobreza: o governo irá gastar R$ 18,3 bilhões por mês, em parcelas de R$ 300. Logo, para os meses de outubro a dezembro de 2021 seriam necessários R$ 55 bilhões.

Como será feito o financiamento da ampliação do Bolsa Família

Uma das maiores discussões em relação aos pagamentos do Bolsa Família é a forma de financiamento. O ministro da Economia, Paulo Guedes, já havia sugerido utilizar recursos de outros auxílios considerados ineficientes por ele. Guedes pretende retomar essa proposta e manter seu discurso contra a má alocação do dinheiro, mantendo o programa dentro do orçamento anual.

Entre as propostas de mudança no Bolsa Família, está o reforço nos Bônus de Inclusão Produtiva (BIP) e de Incentivo à Qualificação (BIQ). Ambos visam capacitar jovens que não estudam nem trabalham. A ideia é de que cada um dos benefícios seja no valor de R$ 300, somando bolsa de R$ 600 para jovens em idade de trabalhar que participarem de cursos de aperfeiçoamento.

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