Auxílio de mil dólares? Bolsonaro admite ter arredondado o valor total

“Eu disse, no meu discurso da ONU, que o total do auxílio emergencial será próximo de mil dólares, mas, na verdade, dá 960 dólares”, Bolsonaro destacou.

Bolsonaro admite ter arredondado o valor total do auxílio emergencial: Jair Bolsonaro em pronunciamento. Ele está acompanhado do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, e de uma intérprete de libras

O presidente destacou que a quantia correta, que corresponde ao montante das parcelas, seria de 960 dólares. - Foto: Reprodução/Facebook (perfil de Jair Bolsonaro)

Em live promovida na última quinta-feira, dia 24 de setembro de 2020, Jair Bolsonaro confessou ter arredondado o valor do auxílio emergencial durante o seu pronunciamento na ONU.

O presidente destacou que a quantia verdadeira, que corresponde ao montante das parcelas, seria de 960 dólares. Entretanto, em seu discurso proferido na conferência da Organização das Nações Unidas, ele afirmou que o valor total era de mil dólares.

"Eu disse, no meu discurso da ONU [dia 22 de setembro de 2020], que o total do auxílio emergencial será próximo de mil dólares, mas na verdade, dá 960 dólares. Mas foi o suficiente para baterem em mim. Agora, se você dividir simplesmente o volume, pela quantidade, você tem um número. (...) Então, eu fiz a aproximação e foi o suficiente para a ‘esquerdalha’ [sic] me acusar de mentiroso", argumentou Bolsonaro em sua live.

Os beneficiários do auxílio emergencial, em termos gerais, vão receber cinco parcelas de R$ 600 e quatro de R$ 300. Juntas, as cotas resultam no valor de R$ 4,2 mil. Vale lembrar que, na cotação do dia, mil dólares correspondem a mais de R$ 5,4 mil. Isso quer dizer que o presidente Jair Bolsonaro não considerou R$ 1,2 mil para fechar os “mil dólares” citados na conferência.

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Auxílio de mil dólares? Nem todos os beneficiários vão receber as parcelas de R$ 300

O governo federal confirmou a prorrogação do auxílio emergencial para até o final de dezembro de 2020, especificamente sob o novo valor de R$ 300. Entretanto, novas medidas foram estabelecidas sobre o programa de assistência.

Conforme a MP 1.000/20, que regulamenta as novas cotas de R$ 300,00, “o auxílio emergencial residual será devido até 31 de dezembro de 2020, independentemente do número de parcelas recebidas”. Dessa maneira, somente os beneficiários do primeiro ciclo vão receber todas as cotas (cinco parcelas de R$ 600 e quatro de R$ 300).

Essas novas regras do auxílio emergencial excluem aproximadamente seis milhões de pessoas, o que corresponde a 10% do total de inscritos no programa. De acordo com o governo federal, o corte no auxílio ocasionará uma economia mensal de R$ 5,7 bilhões aos cofres públicos. Espera-se que sejam poupados R$ 22,8 bilhões até o final de 2020.

Calendário das parcelas de R$ 300

O calendário das novas parcelas de R$ 300 deverá sair ao longo dos próximos dias. Em pronunciamento após reunião no Palácio Araguaia em Palmas/TO, Onyx Lorenzoni informou que foi priorizado o cronograma da sexta parcela para inscritos no Bolsa Família. Esses beneficiários estão seguindo datas específicas, tendo em vista o final de seus números de identificação social (NIS).

“Os demais, que devem já ter o calendário colocado, eu espero que até o final da semana, mas no máximo até segunda-feira vai ser publicado. A equipe está trabalhando fortemente para ver se até o final desta semana ou no máximo na segunda a gente publica no diário oficial para iniciar os pagamentos ainda no mês de setembro”, afirmou o ministro da pasta de Cidadania em anúncio do dia 23 de setembro de 2020.

Bruno Destéfano
Redator
Nasceu no interior de Goiás e se mudou para a capital, Goiânia, no início de 2015. Seu objetivo era o de cursar Jornalismo na UFG. Desde o fim de sua graduação, já atuou como roteirista, gestor de mídias digitais, assessor de imprensa na Câmara Municipal de Goiânia, redator web, editor de textos e locutor de rádio. Escreveu dois livros, sendo um de ficção e outro de não-ficção. Também recebeu prêmios pela produção de um podcast sobre temas raciais e por seu livro-reportagem "Insurgência - Crônicas de Repressão". Atualmente, trabalha como redator web no site "Concursos no Brasil" e está participando de uma nova empresa no ramo de marketing digital.

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