Auxílio emergencial 2021 não deverá aquecer comércio

Quantidade de beneficiários e valores do auxílio emergencial 2021 são fatores que impedem que o comércio tenha grandes benefícios.

De acordo com uma consulta a economistas feita pela Revista Veja, o auxílio emergencial 2021 não deverá aquecer o comércio, como visto na edição passada, em 2020.

Segundo os economistas, o maior responsável é a quantidade de dinheiro disponibilizada para fazer os pagamentos do auxílio emergencial 2021. De acordo com a PEC Emergencial, recentemente aprovada pelo Congresso, poderão ser gastos até R$ 44 bilhões em repasses do benefício.

Outro detalhe a ser destacado é a quantidade de beneficiários. Já foi informado pelo governo que a intenção é a de que os beneficiários caiam pela metade em relação ao ano de 2020. Além disso, as quatro parcelas previstas poderão variar de R$ 150 a R$ 375, dependendo da situação do cidadão que fez o pedido.

A probabilidade é a de que os gastos fiquem restritos a supermercados ou compra de bens essenciais como roupas. As compras pequenas em outros setores do comércio serão mais raras.

Como foi o auxílio emergencial 2020

Em 2020, o auxílio emergencial teve cinco parcelas de R$ 600 e quatro de R$ 300. Quase 68 milhões de pessoas foram beneficiadas e houve um gasto de mais de R$ 293 bilhões aos cofres públicos, segundo a Caixa Econômica Federal, responsável pelo repasse ao cidadão.

De acordo com dados do próprio governo, o auxílio emergencial em 2020 representou um grande impacto para a economia do país. O benefício teve impacto de 2,5% na média nacional do Produto Interno Bruto (PIB). No Nordeste, o número foi ainda maior, cerca de 6,5%.

De acordo com a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), o auxílio emergencial foi o maior responsável pelo aumento do faturamento do varejo no estado. O benefício teve impacto nas famílias mais carentes e impulsionou as vendas a chegarem em R$ 779,9 bilhões em 2020, aumento de 1,6%.

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