Auxílio emergencial ajudou a frear queda do PIB, diz pesquisa

Estudo da UFRRJ apontou que Bolsa Família e auxílio emergencial ajudaram a frear queda do PIB. Mesmo assim, desempenho ainda será negativo em 2020.

Auxílio emergencial ajudou a frear queda do PIB, cédulas de reais

Benefícios auxiliaram economia brasileira. - Foto: Pixabay

De acordo com pesquisa realizada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRRJ), o auxílio emergencial ajudou a frear a queda do PIB brasileiro. Outro fator envolvido, segundo o estudo, está a ampliação do programa Bolsa Família. Juntos, os benefícios representaram R$ 122,1 bilhões injetados pelo governo.

A pesquisa aponta que o dinheiro evitou que o Produto Interno Bruto (PIB) nacional caísse mais 2%. Se o governo liberar o montante de R$ 257,2 bilhões que foram prometidos para o combate ao novo coronavírus (COVID-19), o percentual pode chegar a até 3,8%. Ou seja, a apesar da queda ser inevitável, é possível diminuir seu impacto de maneira considerável.

O aquecimento da indústria no mês de maio, quando subiu 7% e o do varejo que apresentou crescimento de mais 13% seriam sinais de que o dinheiro do governo passou a circular na economia ajudando no seu aquecimento.

A pesquisa utilizou como principal fonte os dados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Estudo de dois economistas indicam resultados parecidos

Conforme estudos dos economistas Ecio Costa e Marcelo Freire que compõem o "Estudo de Avaliação da Renda Básica Emergencial: Aspectos de Focalização e Eficácia do Programa”, o ganho médio do PIB brasileiro com o auxílio emergencial será de 2,46%. Os economistas apontaram que os locais com os maiores ganhos na economia são as regiões considerada mais pobres.

Projeções de queda do PIB

A pandemia provocada pelo novo coronavírus fez com que diversas projeções sobre o PIB fossem feitas. O que mais chama atenção é a discrepância entre o que o Ministério da Economia acredita que ocorrerá com o que o mercado e instituições financeiras projetam para o ano de 2020.

O governo federal informa que a queda será de cerca de 4,7%. O Banco Central (BC) tem previsão de recessão de 6,4% em 2020. O mercado financeiro tem uma visão parecida. O Relatório Focus informou que o PIB cairá 6,5%.

Instituições financeiras de cunho internacional possuem uma visão ainda mais pessimista O Banco Mundial divulgou que espera queda de 8%. O Fundo Monetário Internacional (FMI) projeta o pior dos cenários: desempenho negativo de 9,1%.

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