38,7% dos domicílios do Brasil receberam o auxílio emergencial

De acordo com nova pesquisa do Ipea, oito em cada dez domicílios do Brasil, com renda per capita de até R$ 832,65, estão recebendo o auxílio emergencial.

Domicílios do Brasil receberam o auxílio emergencial: enquadramento fechado em mão segurando celular. Na visor, é possível ver a tela inicial da página sobre o auxílio emergencial

Os efeitos do auxílio emergencial foram ainda mais significativos nas regiões Norte e Nordeste. - Foto: Wikimedia Commons

Com base na análise feita pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), pelo menos 38,7% dos domicílios do Brasil já tiveram acesso ao auxílio emergencial. A Pesquisa Nacional de Amostra por Domicílios (PNAD), divulgada no dia 24 de junho, também aponta que a abrangência varia de acordo com a região e a situação de ocupação dos beneficiários.

Os efeitos do auxílio emergencial foram ainda mais significativos para a população do Norte e do Nordeste. Isso ocorreu não apenas porque os benefícios tiveram valores superiores às demais regiões, mas também porque a média de rendimento é menor nessas localidades.

“O auxílio emergencial chegou prioritariamente, como se esperaria, nos grupos que seriam de fato o público-alvo do programa: as pessoas que trabalham por conta própria, os informais, pessoas que têm menor estabilidade no emprego e que moram em domicílios com renda mais baixa”, aponta Marco Cavalcanti para a Agência Brasil. Ele é o diretor-adjunto de Estudos e Políticas Macroeconômicas do Ipea.

Domicílios brasileiros contemplados com o auxílio emergencial

Os dados apurados na pesquisa denotam que os repasses do auxílio emergencial conseguiram alcançar a população mais exposta à crise ocasionada pelo novo coronavírus. Oito em cada dez domicílios brasileiros, com renda per capita de até R$ 832,65, estão recebendo as parcelas do benefício concedido pelo governo federal.

“Chegou em proporção significativa dessas populações. Os dados mostram que o programa está bem focalizado”, diz Cavalcanti. A pesquisa do Ipea, com base na amostragem do IBGE, dividiu a população em dez grupos de domicílios com base nas rendas domiciliares per capita.

Novas parcelas do auxílio emergencial geram debate entre parlamentares

Atualmente, existe uma forte discussão entre Legislativo e Executivo sobre as próximas parcelas do auxílio emergencial. O benefício havia sido criado com o objetivo de amenizar os impactos socioeconômicos provocados pela pandemia do novo coronavírus. Dessa maneira, pelo menos a princípio, os repasses seriam concedidos em três parcelas fixas.

Entretanto, após pressão de cidadãos e entidades representativas, o governo federal decidiu pagar mais duas cotas com valores inferiores a R$ 600,00. O problema é que nenhuma proposta foi enviada ao Congresso desde então.

Isso gerou uma série de críticas de muitos deputados e senadores, entre eles o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Em um post no Twitter, Maia ressaltou a importância de definir os detalhes o quanto antes. “O governo não pode esperar mais para prorrogar o auxílio. A ajuda é urgente e é agora”, afirmou o parlamentar.

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