Auxílio emergencial em 2021 deverá se chamar BIP

BIP (Bônus de Inclusão Produtiva) poderá ter três parcelas de R$ 200 e não incluirá beneficiários do Bolsa Família.

O auxílio emergencial em 2021 deverá se chamar BIP (Bônus de Inclusão Produtiva), segundo informa o canal de televisão CNN. Recentemente, foi revelado que o governo vem estudando a possibilidade de se pagar parcelas em uma espécie de novo auxílio emergencial.

No entanto, como esta versão do benefício será mais específica, com regras mais rígidas, decidiu-se por adotar um nome. No caso, estarão de fora do BIP, os beneficiários do Bolsa Família, programa que terá novidades para o ano de 2021.

O governo considera que é preciso auxiliar outras pessoas além de quem já está inscrito no programa de transferência de renda. Ao mesmo tempo, espera-se que haja uma expansão do Bolsa Família.

BIP exigirá qualificação profissional

O nome Bônus de Inclusão Produtiva (BIP) não é por acaso. O governo planeja que os seus beneficiários sejam trabalhadores informais que devem passar por programas de qualificação profissional gratuitos.

O intuito é que a pessoa saia com uma nova função, mais preparada para atender as demandas do mercado. Empregadores do país costumam reclamar que a mão de obra brasileira não possui a qualificação necessária em diversos setores.

Segundo o jornal Folha de S. Paulo, o BIP terá três parcelas de R$ 200.

Cláusula de calamidade

Apesar da equipe econômica já ter acertado diversos detalhes sobre como funcionaria os pagamentos das parcelas, ainda é necessário que haja um diálogo com o Congresso Nacional para que uma cláusula de calamidade passe no plenário.

A cláusula permite que o BIP seja pago sem que o dinheiro seja levado em consideração para o teto de gastos. Ou seja, os recursos seriam considerados como uma despesa extra. Para isso, seria necessário que a PEC do Pacto Federativo seja aprovada.

Não é coincidência que Paulo Guedes tenha se reunido com os novos presidentes do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG) e Câmara d0s Deputados, Arthur Lira (PP-AL), no início do mês de fevereiro de 2021.

O objetivo de Guedes é não dar brechas para que o governo sofra com ações judiciais questionando o uso dos recursos para o BIP.

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