Auxílio emergencial em 2021 não criará novo imposto, diz Guedes

Ministro da Economia voltou atrás obre criação de imposto para obter recursos para o auxílio emergencial em 2021.

De acordo com o ministro da Economia, Paulo Guedes, o pagamento do auxílio emergencial em 2021 não criará um novo imposto. O recuo veio um dia após o próprio Guedes ter cogitado uma nova tributação semelhante ao que foi a CPMF.

Senado havia reagido com ideia de criação de imposto

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM - MG), não gostou da ideia de se criar um novo imposto e disse que seria necessário trabalhar com outras possibilidades.

"A criação de imposto é sempre algo traumático, especialmente à luz da discussão de uma reforma tributária, que tem de ser muito mais ampla", afirmou o presidente do Senado.

Além disso, ele apontou que a discussão de impostos deve ser pautada na reforma tributária, que o Congresso prevê que seja votada até o final de 2021.

“O momento de se dimensionar criação ou extinção de tributo é na reforma tributária. Então, nós vamos buscar uma solução dentro de fundamentos econômicos sem a criação de impostos”, complementou o parlamentar.

Por outro lado, o senador Roberto Rocha (PSDB-MA) chegou a dizer que os pagamentos do auxílio emergencial em 2021 podem acabar fazendo com que seja criada uma nova CPMF.

Qual era a proposta de Guedes

De acordo com uma publicação da Valor, o ministro Paulo Guedes desejaria que um imposto temporário fosse criado para se pagar o auxílio emergencial. Guedes teria sugerido uma forma de arrecadação semelhante ao que era utilizada na Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira, conhecida também pela sigla CPMF.

O ministro queria que uma alíquota, variando entre 0,05% e 0,10% fosse aplicada em transações financeiras realizadas no país.

Bolsonaro falou sobre os novos pagamentos

Questionado sobre os novos pagamentos do auxílio emergencial, o presidente Jair Bolsonaro afirmou, no dia 08 de fevereiro, que é provável que sejam feitos. Ao mesmo tempo alertou sobre os gastos.

“Eu acho que vai ter. Vai ter uma prorrogação. Foram cinco meses de R$ 600 e quatro meses de R$ 300. O endividamento chegou na casa dos R$ 300 bilhões. Isso tem um custo. O ideal é a economia voltar ao normal”, disse Bolsonaro.

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