Auxílio emergencial em 2021 não será como antes, diz líder do governo

Novas parcelas do auxílio emergencial em 2021 podem ser aprovadas, mas os critérios serão revisados. Entenda, em nossa matéria, detalhes sobre o assunto.

Auxílio emergencial em 2021: logo do programa auxílio emergencial em fundo azul

"Havendo equação harmônica, rapidamente a proposta passa", argumentou Barros. - Foto: Divulgação / Governo Federal

As parcelas do auxílio emergencial podem voltar a ser pagas em 2021, mas os critérios não serão mais os mesmos. De acordo com o líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP), é necessário revisar como os pagamentos vão ser possivelmente efetuados. Ele também explicou que existem R$ 38 bilhões previstos para o programa Bolsa Família. Esse montante, inclusive, poderá ser ainda maior. Tudo vai depender das deliberações sobre o orçamento de 2021.

Por outro lado, Barros afirmou que o aumento no Bolsa Família não pressupõe o retorno do auxílio emergencial. Ainda existem detalhes que precisam ser discutidos antes da decisão definitiva. "Agora, o auxílio emergencial, da forma como foi proposto anteriormente, ele exige um cheque em branco, uma autorização para o governo gastar sem limites, o que se esgotou no dia 31 de dezembro", disse em entrevista ao Jornal Valor Econômico.

O que falta para que o auxílio emergencial de 2021 seja aprovado?

Ricardo Barros informou que a equipe do governo ainda está estudando os meios para encaixar o auxílio emergencial no orçamento de 2021 e no plano fiscal. Entretanto, ele se mostrou confiante sobre a possível aprovação de novos moldes do programa.

"O desenho inicial era criar espaço fiscal a partir da PEC Emergencial. Esse é um caminho, mas equipe econômica e Parlamento podem ter outras ideias. Havendo equação harmônica, rapidamente a proposta passa", argumentou Barros. Após o fim do auxílio emergencial em dezembro de 2020, diversos projetos foram encaminhados ao Congresso para substituir o programa.

O líder do governo na Câmara dos Deputados, no entanto, destacou que não existem mais decretos a respeito de calamidade pública e orçamento de guerra. Isso indica que o auxílio emergencial em 2021, se voltar, deverá ser implementado em formato distinto e com alcance revisado.

"O governo vai atender as pessoas que não estão podendo desempenhar sua atividade econômica por conta da pandemia, mas hoje são muito menos pessoas que dependem de fato. O atendimento não pode ser individual. Tivemos quatro pessoas da mesma família recebendo. É preciso haver revisão", explicou.

Bruno Destéfano
Redator
Nasceu no interior de Goiás e se mudou para a capital, Goiânia, no início de 2015. Seu objetivo era o de cursar Jornalismo na UFG. Desde o fim de sua graduação, já atuou como roteirista, gestor de mídias digitais, assessor de imprensa na Câmara Municipal de Goiânia, redator web, editor de textos e locutor de rádio. Escreveu dois livros, sendo um de ficção e outro de não-ficção. Também recebeu prêmios pela produção de um podcast sobre temas raciais e por seu livro-reportagem "Insurgência - Crônicas de Repressão". Atualmente, trabalha como redator web no site "Concursos no Brasil" e está participando de uma nova empresa no ramo de marketing digital.

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