Auxílio emergencial foi a única renda para 4,4 milhões de brasileiros

Dados divulgados pelo Ipea apontam que, sem o auxílio emergencial, 4,4 milhões de brasileiros não teriam fonte de renda.

Auxílio emergencial foi a única renda para 4,4 milhões de brasileiros, cédulas de reais em frente a um notebook

Benefício atingiu 44% dos lares do país. - Foto: Concursos no Brasil

De acordo com levantamento feito pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), o auxílio emergencial foi a única renda para 4,4 milhões de brasileiros durante a pandemia provocada pelo novo coronavírus.

Ao todo, 30,2 milhões de domicílios, cerca de 44% de todos os lares do Brasil, foram atingidos pelo benefício. Os 4,4 milhões de cidadãos que receberam os R$ 600,00 como fonte única de renda representam 6,5% do total de residências do país.

O levantamento do Ipea utilizou como fonte os dados de julho da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) COVID-19 que é realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e ajuda a traçar um panorama da situação dos brasileiros durante o período.

O diretor de Macroeconomia do Ipea, José Ronaldo Souza Júnior, declarou que os dados demonstram a importância do auxílio emergencial. “O auxílio emergencial foi muito importante neste momento da crise. Muitas famílias ficaram sem renda, especialmente as famílias que dependem de trabalhos informais, sem carteira assinada”, comentou.

Outros dados

Além de apontar o quão essencial foi o benefício para milhões de brasileiros, o Ipea divulgou outros dados. Um que chama a atenção é o das pessoas que continuavam com os seus trabalhos, mas tiveram os salários reduzidos. Neste caso, o auxílio emergencial colaborou para que não houvesse uma perda de renda para 16% dos beneficiários.

Outro destaque fica por conta do aumento de renda provisória para a parcela mais pobre da população brasileira. Em algumas situações, os R$ 600,00 foram responsáveis por promoverem uma elevação de renda em até 124%.

E depois do auxílio emergencial?

No momento, o governo federal tem pretensão de manter o auxílio emergencial até o final do ano, mas com um valor reduzido. A ideia já foi confirmada pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, pelo próprio presidente, Jair Bolsonaro, e por membros do governo federal.

Entretanto, a preocupação maior está no que vai ocorrer com o fim do benefício, já que a economia ainda não estará recuperada e o auxílio emergencial é vital para milhões de pessoas. Entre as ideias defendidas pelo presidente é a criação de um novo programa de transferência de renda, o Renda Brasil.

Todavia, o seu planejamento vem sofrendo com atrasos e discussões internas no governo. Recentemente, o seu anúncio foi adiado, pois Bolsonaro não concordou com os valores propostos pela equipe econômica. O presidente considera que seu programa deve ser um marco como o Bolsa Família foi e por isso exigiu que os valores sejam maiores.

Carlos Rocha
Redator
Jornalista formado (UFG), atualmente redator no site Concursos no Brasil. Foi roteirista do Canal Fatos Desconhecidos (YouTube) por um ano e meio. Produziu conteúdo de podcast para o Deezer. Fez parte da Rádio Universitária (870AM) por três anos e meio como apresentador no Programa Fanático e como repórter, narrador e comentarista da Equipe Doutores da Bola. Fã de futebol, NFL e ouvinte de podcast.

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