Auxílio emergencial municipal: veja capitais com benefício temporário

Além do benefício federal, oito capitais brasileiras desenvolveram um auxílio emergencial municipal com parcelas de até R$ 500.

auxilio emergencial municipal: a imagem mostra mão segurando leque de notas de 50 reais

O governo federal também está estudando novas parcelas. - Foto: Concursos no Brasil

Oito das 26 capitais brasileiras criaram uma espécie de auxílio emergencial municipal. Ou seja, com pagamentos apenas para beneficiários residentes nas respectivas cidades. Desses municípios, apenas Salvador e Manaus continuam os depósitos, São Paulo estuda a continuidade das parcelas, enquanto o restante já encerrou o programa. Os valores das parcelas variavam de R$ 40 a R$ 500.

Este levantamento foi feito pelo G1, que também conversou com o professor de economia Fabio Waltenberg, pesquisador do Centro de Estudos sobre Desigualdade e Desenvolvimento da Universidade Federal Fluminense. Em entrevista, ele explicou que a população vulnerável é maior nas capitais, uma vez que o custo de vida é mais elevado.

Sendo assim, "o auxílio emergencial, vindo de qualquer fonte [federal, estadual ou municipal], significa um alívio para as famílias, lhe proporciona algum grau de segurança econômica, extremamente necessário para que possam atravessar esse período de dificuldades”, afirmou.

Veja quais capitais criaram o auxílio emergencial municipal

  • Cuiabá (MT): foram pagas três parcelas no valor de R$ 500 por meio do programa Renda Solidária. Os depósitos aconteceram no início da pandemia de coronavírus;
  • Fortaleza (CE): beneficiários contaram com duas parcelas de R$ 100 nos meses de abril e maio. Além disso, por meio do programa Renda em Casa, a Prefeitura distribuiu cestas básicas;
  • Macapá (AP): sob o nome de “auxílio alimentação”, a população vulnerável recebeu de duas a três parcelas de R$ 300. A quantidade de pagamentos dependia do perfil do beneficiário;
  • Manaus (AM): diferentemente das outras capitais, o benefício foi instaurado em janeiro de 2021 com o nome de Auxílio Manauara. Os pagamentos serão feitos durante seis meses em parcelas de R$ 200. O foco são pessoas em situação de vulnerabilidade social que não conseguiram a ajuda financeira do governo federal. É importante ressaltar que os depósitos poderão ser prorrogados por outros seis meses;
  • Salvador (BA): os pagamentos do auxílio emergencial municipal tiveram início em 2020 e seguirão até março de 2021. O benefício é voltado para trabalhadores informais e individuais, pago por meio do programa Salvador por Todos em parcelas de R$ 270;
  • São Luís (MA): no início da pandemia, foi liberado o auxílio-renda no valor de R$ 40 para famílias de baixa renda inscritas no Bolsa Família. Os depósitos foram encerrados em outubro de 2020.
  • São Paulo (SP): na maior cidade do país, os pagamentos foram de R$ 100 nos últimos três meses de 2020. Com o nome de Renda Básica Emergencial, o benefício foi dobrado para mãe ou pai chefe de família, chegando a R$ 200. Segundo a Prefeitura, as parcelas devem ser estendidas por mais três meses em 2021;
  • Vitória (ES): o segundo semestre de 2020 contou com seis parcelas de R$ 300 para pessoas que perderam sua renda por causa da pandemia.

Prorrogação do auxílio emergencial federal

Outras três capitais, de acordo com o G1, discutiram a liberação de um auxílio emergencial municipal. Mas o dinheiro nunca chegou a ser disponibilizado à população. Agora, o governo federal voltou a discutir sobre a possibilidade de um novo benefício a nível nacional. O ministro da Economia, Paulo Guedes, chegou a falar que a medida pode ser acionada.

Contudo, afirmou que em uma nova leva de pagamentos, os inscritos no Bolsa Família não receberiam as parcelas de urgência. Os estudos recentes são para parcelas de R$ 200 sob o nome de Bônus de Inclusão Produtiva (BIP). Isso porque, a ideia é que os contemplados sejam trabalhadores informais. Esses deverão passar por programas de qualificação profissional gratuitos.

Isadora Tristão
Redatora
Nascida na cidade de Goiânia e formada em Jornalismo pela Universidade Federal de Goiás, hoje, é redatora no site "Concursos no Brasil". Anteriormente, fez parte da criação de uma revista voltada para o público feminino, a Revista Trendy, onde trabalhou como repórter e gestora de mídias digitais por dois anos. Também já escreveu para os sites “Conhecimento Científico” e “KoreaIN”. Em 2018 publicou seu livro-reportagem intitulado “Césio 137: os tons de um acidente”, sobre o acidente radiológico que aconteceu na capital goiana no final da década de 1980.

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