Auxílio emergencial: o que muda para os beneficiários do Bolsa Família

O auxílio emergencial para Bolsa Família começará a ser pago no dia 16 de abril de 2021, de acordo com dígitos finais do NIS. Veja o que muda para as famílias.

Auxílio emergencial para bolsa família: logo do Bolsa Família em fundo amarelado

Se a quantia do Bolsa Família for menor, o beneficiário receberá as parcelas do auxílio emergencial. - Foto: Divulgação / Montagem Concursos no Brasil

O auxílio emergencial começará a ser pago no dia 06 de abril para integrantes do CadÚnico e aqueles que se cadastraram em 2020 (por site ou aplicativo). Já os beneficiários do Bolsa Família vão receber a primeira parcela a partir do dia 16 de abril, tendo em vista o calendário tradicional do programa. Estão previstas, ao todo, quatro parcelas entre R$ 150 e R$ 375. No entanto, você sabe o que muda e como vai funcionar o auxílio emergencial para os inscritos no Bolsa Família?

Assim como aconteceu nos pagamentos anteriores, os depósitos para Bolsa Família serão realizados sempre nos últimos 10 dias úteis de cada mês. O pagamento deverá ser feito pelo nome do responsável, conforme os dados disponíveis no CadÚnico, mesmo que o auxílio emergencial seja disponibilizado para outro integrante do grupo familiar. Será possível movimentar o dinheiro pelo Caixa Tem, bem como sacar os valores nas agências bancárias e rede de lotéricas.

Auxílio emergencial em 2021: o que muda para os beneficiários do Bolsa Família

  • Será possível receber o auxílio emergencial e o Bolsa Família ao mesmo tempo? Não. Os valores não terão caráter cumulativo. Se a quantia do Bolsa Família for menor, o beneficiário do programa receberá as parcelas do auxílio emergencial em 2021;
  • O que vai acontecer com os meus benefícios do Bolsa Família enquanto estiver recebendo o auxílio? As quantias do Bolsa Família vão ficar suspensas até o fim da concessão do auxílio emergencial. Vale lembrar que o governo não irá devolver os valores que não foram pagos enquanto os inscritos do Bolsa Família recebiam o auxílio emergencial;
  • E se o valor que recebo do Bolsa Família for maior que as parcelas do auxílio emergencial? Nesse caso, as unidades familiares vão continuar recebendo os benefícios do Bolsa Família, sem nenhum acréscimo referente ao auxílio emergencial 2021;
  • O que os beneficiários do Bolsa Família precisam fazer para garantir as parcelas do auxílio emergencial? De acordo com o Ministério da Cidadania, basta ter o Número de Identificação Social (NIS);
  • Como os beneficiários do Bolsa Família podem sacar o auxílio emergencial? Assim que os pagamentos forem liberados, será possível sacá-los por meio dos cartões tradicionais do programa (‘Bolsa Família’ e ‘Cartão Cidadão’). Além disso, os beneficiários também terão direito de movimentar o dinheiro por meio de suas poupanças sociais digitais (aplicativo Caixa Tem);
  • Quando os pagamentos vão ser liberados? Sempre nos últimos 10 dias úteis de cada mês, tendo em vista o calendário tradicional do Bolsa Família. Quando os depósitos forem efetuados, as unidades familiares vão receber um aviso no extrato de pagamento do Bolsa Família;
  • Posso perder o direito de receber o auxílio emergencial? As parcelas não serão depositadas para quem não atenda às novas regras do programa. O critério principal continua o mesmo: renda per capita de até meio salário mínimo e total de até três salários mínimos. Todos os detalhes estão disponíveis na medida provisória de nº 1.039;
  • Quanto eu vou receber? Os valores do auxílio emergencial serão variáveis. As mães chefes de família vão contar com parcelas de R$ 375, enquanto os que moram sozinhos terão direito aos pagamentos de R$ 150. Por sua vez, os demais beneficiários farão jus às cotas médias de R$ 250.
Bruno Destéfano
Redator
Nasceu no interior de Goiás e se mudou para a capital, Goiânia, no início de 2015. Seu objetivo era o de cursar Jornalismo na UFG. Desde o fim de sua graduação, já atuou como roteirista, gestor de mídias digitais, assessor de imprensa na Câmara Municipal de Goiânia, redator web, editor de textos e locutor de rádio. Escreveu dois livros, sendo um de ficção e outro de não-ficção. Também recebeu prêmios pela produção de um podcast sobre temas raciais e por seu livro-reportagem "Insurgência - Crônicas de Repressão". Atualmente, trabalha como redator web no site "Concursos no Brasil" e está participando de uma nova empresa no ramo de marketing digital.

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