Auxílio emergencial: pagamento em agosto será feito em duas parcelas

O pagamento em agosto será efetuado em duas parcelas: uma no início e outra no final do mesmo mês. A ideia é passar uma sensação de prolongamento do benefício.

Pagamento em agosto será feito em duas parcelas: Em destaque, ministro Paulo Guedes. No fundo, desfocado, é possível ver Bolsonaro lado do ministro

A previsão de custo total do programa passar a ser de R$ 254,2 bilhões de reais. - Foto: Foto: Isac Nóbrega/PR

O governo federal confirmou a extensão do auxílio emergencial por mais duas cotas de R$ 600,00. Por outro lado, os repasses serão feitos de maneira diferente para dar a sensação de que os recursos foram prolongados. Os beneficiários devem receber o valor integral em julho, assim como já vem acontecendo habitualmente. No entanto, o pagamento em agosto será realizado em duas parcelas separadas: uma no início e outra no final do mesmo mês.

“Temos aquele dilema. Ou você dá um valor alto por pouco tempo ou dá valor mais baixo e estica um pouco. Vamos por essa solução”, afirmou Paulo Guedes em videoconferência feita na Comissão Mista do Congresso Nacional.

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Pagamento em agosto será feito em duas parcelas

A lei que criou o auxílio emergencial determina que o governo precisa manter o pagamento mensal de R$ 600,00, mas não especifica a maneira em que os repasses podem ser feitos. Com os depósitos de agosto realizados em duas parcelas diferentes, a equipe econômica de Paulo Guedes pretende passar a sensação de “prolongamento” dos benefícios.

Entretanto, em termos práticos, os valores continuam sendo os mesmos. “A lei obriga o pagamento de R$ 600 em um mês e R$ 600 no outro. Então, vamos fazer três meses de cobertura, com dois pagamentos em um mês”, detalhou Paulo Guedes.

O governo cogita repassar as cotas de agosto em duas parcelas diferentes: ao menos R$ 500,00 no mesmo mês e o restante (R$ 100,00) logo no final. Contudo, ainda não existem confirmações oficiais sobre a estratégia que será adotada. Mais informações devem ser divulgadas ao longo das próximas semanas.

Custo do auxílio emergencial passa a ser de R$ 254,2 bilhões após prorrogação

Por meio da Medida Provisória nº 988/2020, o governo federal concedeu R$ 101,6 bilhões ao Ministério da Cidadania com o objetivo de financiar as duas novas cotas de R$ 600,00. Assim sendo, a previsão de custo total do programa passar a ser de R$ 254,2 bilhões de reais.

Todos os recursos, até então, foram liberados por meio de quatro MPs (medidas provisórias). Elas forneceram créditos extraordinários que não entram na conta do teto de gastos. Dessa maneira, esses repasses podem ser usados em momentos de calamidade pública.

Ao todo, o programa do auxílio emergencial já recebeu:

  • R$ 98 bilhões em 02 de abril;
  • R$ 25,7 bilhões em 24 de abril;
  • R$ 28,7 bilhões em 25 de maio; e
  • R$ 101,6 bilhões em 01 de julho.

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Bruno Destéfano
Redator
Nasceu no interior de Goiás e se mudou para a capital, Goiânia, no início de 2015. Seu objetivo era o de cursar Jornalismo na UFG. Desde o fim de sua graduação, já atuou como roteirista, gestor de mídias digitais, assessor de imprensa na Câmara Municipal de Goiânia, redator web, editor de textos e locutor de rádio. Escreveu dois livros, sendo um de ficção e outro de não-ficção. Também recebeu prêmios pela produção de um podcast sobre temas raciais e por seu livro-reportagem "Insurgência - Crônicas de Repressão". Atualmente, trabalha como redator web no site "Concursos no Brasil" e está participando de uma nova empresa no ramo de marketing digital.

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