Auxílio emergencial: Paulo Guedes não descarta prorrogação em 2021

Os números de novos casos de infecções pelo coronavírus podem ser decisivos para prorrogação do auxílio emergencial em 2021.

Em caso de segunda onda da COVID-19, a equipe técnica do Ministério da Economia prevê a possibilidade de estender o estado de calamidade pública. Por isso, foi divulgado na última quarta-feira, 20 de janeiro de 2021, a possibilidade de prorrogação do auxílio emergencial nos primeiros meses de 2021.

Apesar da notícia, a novidade é enxergada como uma das “últimas alternativas” de recuperação econômica por parte do Ministro da Economia, Paulo Guedes, e técnicos da pasta.

A equipe técnica de Guedes, responsável por monitorar as contas do governo, acredita que as prorrogações (estado de calamidade e orçamento de guerra) devem ser implementadas para não descumprir o teto de gastos. Sem as medidas, será difícil não furar a regra de ouro e a meta fiscal.

Auxílio emergencial prorrogado em 2021?

Para que o auxílio emergencial seja prorrogado em 2021, a equipe do governo e os parlamentares precisam encontrar formas viáveis para o financiamento das novas parcelas. O programa, até o final de 2020, custou R$ 322 bilhões aos cofres públicos.

Ao que tudo indica, não há brecha para a extensão do auxílio dentro do teto de gastos. Por isso, seria necessário aprovar uma exceção para créditos extraordinários.

A equipe econômica, em debates internos, está cogitando a possibilidade de fornecer alternativas à população mais vulnerável. Assim sendo, a estratégia é de adiantar o abono salarial, antecipar o 13º salário para aposentados e pensionistas, além de autorizar um novo saque do FGTS emergencial.

Prorrogação do auxílio emergencial não entrará em pauta até fevereiro de 2021, diz Maia

Em ocasiões anteriores, o presidente da Câmara dos Deputados já ressaltou que não colocará a prorrogação do auxílio emergencial em pauta. Rodrigo Maia disse que as novas parcelas somente poderão ser votadas a partir de fevereiro de 2021, assim como a possibilidade de prorrogar o estado de calamidade pública.

“Nenhum desses assuntos será pautado na Câmara até primeiro de fevereiro. O governo que esqueça isso. Aqueles que sonham com um jeitinho na solução para o teto de gastos que aproveitem a chegada do próximo presidente da Câmara, que terá a coragem de ser o responsável por uma profunda crise econômica e social deste país”, afirmou Maia.

O atual presidente da Câmara também ressaltou que está preocupado com a coordenação política de Jair Bolsonaro. Até porque não há nenhuma reforma ou medida anunciada para recuperação econômica. “Não haverá prorrogação da emenda constituição da guerra e não haverá, em hipótese alguma, votação de nenhuma mensagem que prorrogue o estado de calamidade”, voltou a mencionar.

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