Auxílio emergencial permanente? Veja o que o Presidente diz a respeito

Bolsonaro se mostrou contra o auxílio emergencial permanente, pois acredita que isso quebraria a economia. Ele ainda criticou governadores que apoiam a ideia.

Após um passeio de moto neste domingo (2), o presidente Jair Bolsonaro se encontrou com jornalistas numa padaria no Largo Norte de Brasília. Na ocasião, Bolsonaro criticou o auxílio emergencial permanente para trabalhadores informais e os governadores que defendem a medida. Segundo ele, isso arrebentaria a economia do país.

O presidente ainda voltou a criticar as medidas de restrição por causa da pandemia de coronavírus. Bolsonaro acredita que o isolamento social e o fechamento do comércio foram prejudiciais à economia.

"Agora, os informais foram simplesmente dizimados. Alguns estão defendendo o auxílio emergencial indefinido. Esses mesmos que quebraram o estado deles, mesmo governadores que quebraram seus estados, estão defendendo agora o emergencial de forma permanente. Só que por mês são R$ 50 bilhões, vai arrebentar com a economia do Brasil", disse.

Contudo, Bolsonaro se prepara para promover o Renda Brasil, novo programa social que irá unir o Bolsa Família com o auxílio emergencial. A proposta é adicionar ao programa já existente trabalhadores informais e autônomos abrangidos pelo benefício de R$ 600 que, mesmo fora da pandemia, não conseguem renda suficiente.

Novo imposto

A conversa com jornalistas e apoiadores durou cerca de 20 minutos e Bolsonaro ainda comentou sobre a criação de um novo imposto. De acordo com ele, o ministro da Economia, Paulo Guedes, está autorizado a propor um novo imposto desde que não aumente a carga tributária. Ou seja, o novo tributo deveria ser compensado com o fim de outro.

“O que eu falei com o Paulo Guedes é que pode ser o imposto que você quiser. Tem que ver do outro lado o que vai deixar de existir, se vai diminuir o IR (Imposto de Renda), desonerar a folha de pagamento, acabar com o IPI (Imposto sobre Produto Industrializado)”, afirmou.

Dessa forma, Guedes poderá testar o novo imposto no formato da antiga CPMF. Mas não há expectativas de movimento de apoio público ao tributo por parte do presidente. Enquanto isso, Bolsonaro retoma suas viagens presidenciais pelo país após comunicar ter se recuperado da COVID-19.

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