Auxílio emergencial pode gerar ganho médio de 2,46% no PIB, diz estudo

Mesmo com retração na economia devido ao estado de calamidade pública, o auxílio emergencial pode render um ganho médio de 2,46% no PIB nominal.

O auxílio emergencial poderá minimizar os impactos no Produto Interno Bruto do Brasil. De acordo com pesquisas em estágio de conclusão, os benefícios concedidos pelo governo podem contribuir para um ganho médio de 2,46% no PIB nominal, considerando o pagamento de todas as cinco parcelas previstas. Essa porcentagem corresponde a 178,5 bilhões de reais.

Antes, a expectativa de ganho nacional era de 1,5% com as três primeiras parcelas do auxílio emergencial. As estimativas, por sua vez, estão sendo elaboradas pelos economistas Ecio Costa e Marcelo Freire. Todos os dados analisados compõem o “Estudo de Avaliação da Renda Básica Emergencial: Aspectos de Focalização e Eficácia do Programa”.

“O benefício vai ajudar a minimizar o impacto da crise provocada pela COVID-19 no PIB brasileiro. E o mais interessante é que o programa tem maior eficácia nas regiões mais pobres do país”, destacou o economista Ecio Costa, em entrevista ao Correio Braziliense.

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Auxílio emergencial pode gerar ganho médio de 2,46% no PIB, mas ainda haverá retração na economia

O economista Ecio Costa, que também é professor da Universidade Federal de Pernambuco, destacou que o auxílio emergencial trará efeitos positivos no PIB do país. Entretanto, uma retração da economia não poderá ser evitada ao longo dos próximos meses.

As consequências da crise ocasionada pelo novo coronavírus serão sentidas na queda do nível de produção econômica. Para Ecio Costa, o tombo poderá ficar próximo de 6,54%. Essa porcentagem é mais otimista que a do Fundo Monetário Internacional (FMI), que corresponde à queda de 9,1%.

PIB: auxílio emergencial beneficia principalmente economias do Norte e do Nordeste

Ecio Costa também afirmou que as economias do Norte e Nordeste são as mais beneficiadas com o auxílio emergencial, já que 38,28% (R$ 178,6 bilhões) dos recursos estão sendo destinados a essas regiões.

De acordo com os estudos, o estado do Maranhão lidera a lista de ganhos no PIB com os benefícios fornecidos pelo governo federal, que passará a ser de 8,55%. Antes, a estimativa era de 5,1% para as três primeiras parcelas.

“O auxílio emergencial está chegando nas cidades mais pobres e gerando impactos positivos na economia dos municípios, apesar das fraudes que foram identificadas”, afirmou Costa em entrevista ao Correio Braziliense.

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