Auxílio emergencial pode voltar a ser pago, diz Guedes; entenda

Paulo Guedes explicou que o auxílio emergencial pode retornar para cerca de 32 milhões de pessoas.

Nesta quinta-feira (04/02), o ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que o auxílio emergencial pode voltar a ser pago para cerca de 32 milhões de pessoas. A fala ocorreu durante uma coletiva de imprensa, no Ministério da Economia.

De acordo com Guedes, para que o benefício voltasse, seria necessário que cláusulas fossem cumpridas para que problemas fiscais não ocorressem. Ao mesmo tempo ele afirmou que a situação pede velocidade.

“O auxílio emergencial, se nós dispararmos as cláusulas necessárias, dentro de um ambiente fiscal robusto, já mais focalizado – em vez de 64 milhões, pode ser a metade disso, porque a outra metade retorna para os programas sociais já existentes – isso nós vamos nos entender rapidamente porque a situação do Brasil exige essa rapidez”, disse o ministro.

Novo presidente do Senado falou em sensibilidade humana

Além de Guedes, também participou da coletiva o senador Rodrigo Pacheco (DEM - MG), recentemente eleito para o cargo de presidente do Senado. Segundo ele, a pandemia ainda não acabou e é preciso ter sensibilidade humana para poder adotar novas medidas de auxílio aos mais vulneráveis.

“Fazer isso com cautela, com prudência, com observância de critérios para evitar que as coisas piorem. Mas, obviamente, nós temos que ter a sensibilidade humana e eu vim como senador e presidente do Congresso Nacional externar essa sensibilidade política de que nós temos que socorrer essas pessoas", comentou o parlamentar.

Sobre o auxílio emergencial

O auxílio emergencial foi pago entre os meses de abril e dezembro, com cinco parcelas de R$ 600,00 e quatro de R$ 300,00. Os pagamentos foram realizados por causa da pandemia provocada pelo novo coronavírus. Poderiam receber o dinheiro as pessoas que eram consideradas vulneráveis socioeconomicamente.

De acordo com o governo federal, cerca de 68 milhões de pessoas receberam ao menos uma parcela do auxílio. Ao todo, estima-se que foram gastos mais de R$ 300 bilhões.

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