Auxílio emergencial pode voltar a ter parcelas de R$ 600; entenda

Se o Congresso rejeitar a proposta do governo brasileiro, o auxílio emergencial pode voltar a ter parcelas de R$ 600. Entenda os detalhes em nossa matéria.

Até então, o governo brasileiro não chegou a um consenso sobre as novas parcelas do auxílio emergencial em 2021. O formato da prorrogação segue incerto devido às pressões de parlamentares. Isso porque as três novas cotas de R$ 200 podem não ser aprovadas pelo Congresso. A equipe do presidente Jair Bolsonaro, conforme apurações do jornal “O Globo”, acredita que os deputados possam modificar o valor dos pagamentos para R$ 300 ou até R$ 600.

Essa estimativa de mudança tem como base o cenário de 2020, já que o Congresso Nacional aumentou a quantia média das parcelas. Inicialmente, elas seriam transferidas no valor de R$ 200. Os parlamentares, entretanto, conseguiram triplicar os repasses ao longo dos cinco primeiros meses do programa (de março de julho do ano passado).

Auxílio emergencial: parcelas de R$ 600 em 2021?

Mesmo com o suposto fim do auxílio emergencial em 2020, o ministro Paulo Guedes voltou a cogitar a possibilidade de conceder novas parcelas neste ano de 2021. A medida está sendo reforçada por diversos parlamentares das casas legislativas, com a intenção de manter a ajuda de custos para pessoas economicamente vulneráveis.

Por outro lado, o formato do novo benefício ainda não foi definido pelo governo federal. A equipe do presidente Jair Bolsonaro pretende fornecer três pagamentos no valor de R$ 200, mas os parlamentares podem aumentar as quantias para R$ 300 ou R$ 600. De qualquer maneira, a estratégia vigente é de transformar o auxílio emergencial em “Bônus de Inclusão Produtiva” (BIP).

Esse novo programa poderá contar com regras mais rígidas para os recebimentos das parcelas, eliminando os beneficiários do Bolsa Família da lista de contemplados. O governo pretende focar seus esforços apenas em trabalhadores informais, além de fornecer programas gratuitos de qualificações a fim de prepará-los para o mercado.

Não sou eu quem defino o valor do novo auxílio emergencial, diz Paulo Guedes

Na última segunda-feira (08/02), o ministro da Economia se posicionou em relação ao valor das novas parcelas do auxílio emergencial. Paulo Guedes explicou que não é ele quem definirá as quantias das próximas cotas. Em pronunciamento sobre a autonomia do Banco Central, o chefe da pasta disse que as mudanças deverão ser elaboradas em comum acordo.

"Não sou eu (quem decide sobre o valor das parcelas do novo auxílio emergencial). Isso é todo mundo junto", afirmou. Vale lembrar que o novo presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), defende abertamente a prorrogação do auxílio emergencial. Ele já mencionou que o programa continua sendo relevante para ajudar a combater as crises econômicas ocasionadas pela pandemia.

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