Auxílio emergencial reduziu a pobreza para o menor patamar histórico

Segundo pesquisa, benefício ajudou na queda da desigualdade e na maior redução da pobreza na história do Brasil.

auxílio emergencial reduziu a pobreza para o menor patamar histórico, cédulas de reais em frente a um computador

Benefício foi essencial para reduzir desigualdade econômica. - Foto: Concursos no Brasil

Segundo pesquisa do sociólogo Rogério Barbosa, integrante do Centro de Estudos da Metrópole da USP, o auxílio emergencial reduziu a pobreza para o menor patamar histórico do Brasil e também ajudou o índice de desigualdade econômica a cair.

De acordo com o estudo, quando o governo introduzir cerca de R$ 50 bilhões por mês com o benefício, a crise provocada pelo novo coronavírus é mitigada. Além disso, evita-se que o Brasil retroceda ao nível de concentração de renda que já foi registrado na década de 1970, onde a desigualdade era muito grande.

O efeito de agora pode ser considerado “artificial” pelo fato de a desigualdade ter sido reduzida com gastos temporários do governo em uma perspectiva de crise financeira. Mas, ao mesmo tempo, o levantamento aponta que agora o governo terá um grande desafio ao encerrar o benefício. Já foi anunciado pelo presidente Jair Bolsonaro e pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, que os R$ 600,00 não durarão para sempre, pois não são viáveis economicamente a longo prazo.

Apenas um mês de auxílio emergencial já é 47% maior do que os gastos anuais do Bolsa Família. Enquanto o benefício de R$ 600,00 gasta cerca de R$ 50 bilhões mensais, o Bolsa Família teve orçamento de R$ 34 bilhões.

Queda na desigualdade

Além da pobreza, a desigualdade econômica também caiu com o auxílio emergencial. O índice Gini apontou que ela caiu de 0,543 em 2019 para 0,492 no mês de maio de 2020. Sem o auxílio, o índice seria de cerca de 0,569, número de 50 anos atrás.

Pesquisa da Ibre/FGV aponta resultado semelhante

Uma pesquisa publicada pelo pesquisador Daniel Duque, do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV), chegou a resultados parecidos com o que foi divulgado pelo especialista da USP em relação a diminuição da pobreza.

Todavia, o seu estudo esteve mais focado nas consequências do fim do auxílio emergencial. O fim do benefício, segundo ele, pode devolver milhões à extrema pobreza. Com os R$ 600,00, a parcela da população na extrema pobreza caiu de 4,2% para 3,3%. Atualmente 3,3% da população representa 6,9 milhões de brasileiros.

Carlos Rocha
Redator
Jornalista formado (UFG), atualmente redator no site Concursos no Brasil. Foi roteirista do Canal Fatos Desconhecidos (YouTube) por um ano e meio. Produziu conteúdo de podcast para o Deezer. Fez parte da Rádio Universitária (870AM) por três anos e meio como apresentador no Programa Fanático e como repórter, narrador e comentarista da Equipe Doutores da Bola. Fã de futebol, NFL e ouvinte de podcast.

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