BC vê recuperação parcial da economia e incerteza com fim do auxílio

De acordo com o Copom, órgão do Banco Central, a evolução da pandemia e o fim do auxílio emergencial provocam momento de incerteza na economia do país.

Em reunião desta terça-feira, dia 11 de agosto, o Comitê de Política Monetária (Copom) afirmou que existe a possibilidade de uma recuperação parcial na economia do país. O órgão do Banco Central, por outro lado, ainda enxerga momentos de incerteza devido a dois motivos principais: a evolução da pandemia ocasionada pelo novo coronavírus e o comportamento dos setores econômicos após o fim do auxílio emergencial.

De acordo com a ata da reunião, as imprevisibilidades podem desencadear em uma retomada “ainda mais gradual” da economia. A velocidade da recuperação, dessa maneira, pode estar diretamente relacionada com a expansão da pandemia e com o cenário após o fim dos repasses concedidos pelo governo.

Acompanhe a matéria completa e fique por dentro de mais detalhes sobre a reunião, em que ficou decidido o corte de taxa básica de juros, Selic, de 2,25% para 2%. Não se esqueça de conferir outros conteúdos de nosso site, como simulados e artigos. Temos certeza de que existe um material feito especialmente para você!

Recuperação da economia do Brasil e cenário de incertezas

De acordo com a ata da reunião, promovida pelo Copom, os efeitos do auxílio emergencial permitiram uma retomada “relativamente forte” no consumo de bens duráveis e de investimento. Entretanto, o setor de serviços continua sendo um dos mais afetados no contexto de calamidade pública.

“Os setores mais diretamente afetados pelo distanciamento social permanecem deprimidos, apesar da recomposição da renda gerada pelos programas de governo. Prospectivamente, a incerteza sobre o ritmo de crescimento da economia permanece acima da usual, sobretudo para o período a partir do final deste ano, concomitantemente ao esperado arrefecimento dos efeitos dos auxílios emergenciais”, consta em documento sobre a reunião do comitê.

O boletim Focus, que relaciona todas as projeções do mercado para os principais índices econômicos, denota uma expectativa de que a inflação fique em 1,63% no ano de 2020. Em relação ao PIB, a estimativa do governo é de uma queda em 4,7%. O mercado espera que a atividade econômica consiga uma recuperação de 5% em 2021.

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