Bolsa Família 2021: com NOVOS critérios, mais pessoas serão atendidas

A reestruturação do Bolsa Família pode fazer com que o programa atenda um público maior, pague valores maiores e crie novos benefícios.

O governo federal vem trabalhando em uma reformulação geral do Bolsa Família em 2021 para aumentar o público alcançado e pagar um valor mais alto. Com o atraso do novo auxílio emergencial, o Ministério da Cidadania (MC) está planejando antecipar as mudanças no programa e dar andamento à agenda social. Veja as principais alterações previstas:

Quais são os novos critérios do Bolsa Família

Atualmente, o Bolsa Família atende dois grupos principais. O primeiro é de famílias em situação de extrema pobreza, com renda por pessoa de até R$ 89. Já o segundo grupo é de famílias consideradas pobres, com renda per capita de R$ 89,01 até R$ 178. A ideia é modificar esse critério de forma a aumentar o limite de renda mínima considerado para definir os respectivos públicos.

Sendo assim, o governo pretende fazer um reajuste de 3,37%, que ainda ficará abaixo da inflação de 2019, mas irá gerar a seguinte mudança no benefício:

  • Famílias em situação de extrema pobreza: o limite sobe de R$ 89 para até R$ 92,00 por pessoa;
  • Famílias em situação de pobreza: o requisito mínimo passará a ser de famílias com renda por pessoa R$ 92,01 e R$ 184,00.

Dessa forma, ao redefinir a renda mínima, mais pessoas poderão receber os pagamentos do Bolsa Família 2021. De acordo com o MC, o objetivo é criar mais 300 mil cadastros no programa até o final do ano. Além disso, está previsto um critério adicional participativo.

Nesse caso, os beneficiários deverão participar de trabalhos comunitários e aceitar ofertas de trabalho em meio aos programas públicos. A ideia do novo requisito é garantir uma porta para que as famílias deixem a condição de hipossuficientes. “Vamos fazer um encontro entre quem precisa do emprego e que tem emprego a oferecer”, afirmou o ministro da Cidadania.

Benefícios que serão pagos no novo Bolsa Família

Além de abranger o público, a proposta do governo também pretende criar novos benefícios, com foco em crianças e adolescentes que estão em idade escolar. No total, estão previstos seis tipos de pagamentos:

  • Auxílio-creche: serão R$ 250 mensais com o objetivo de quitar as mensalidades de instituições que ofertem educação infantil em tempo parcial ou integral, sejam elas creches privadas particulares, comunitárias, confessionais, beneficentes ou filantrópicas;
  • Bolsa para os melhores alunos: serão pagos R$ 200, em parcela única, como premiação aos estudantes que se destacarem na escola;
  • Bolsa para alunos que se destacarem em atividades esportivas: será pago um valor mensal de R$ 100, além de prêmio anual de R$ 1.000;
  • Bolsa de iniciação científica: será pago um valor mensal de R$ 100, mais prêmio anual de R$ 1.000 para aqueles que se envolverem e se destacarem em projetos de iniciação cientifica;
  • Benefício Primeira Infância: serão R$ 96 pagos para famílias com crianças que tenham idade entre 0 e 36 meses incompletos. O valor transferido será por criança, ou seja, se tiverem três crianças que se encaixem no requisito, cada uma receberá uma cota (três cotas de R$ 96);
  • Benefício Variável: serão pagos R$ 48 por cada membro da família que tiver entre 3 e 21 anos incompletos ou for gestante. Ou seja, o grupo familiar só receberá este valor se houver algum membro dentro do requisito de idade ou alguma mulher grávida.

O objetivo do bônus por mérito escolar é incentivar cerca de 1,8 milhão de alunos a continuarem nas escolas.

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