Bolsa Família deve ser ampliado com o fim do auxílio emergencial

Com muitos brasileiros sem o benefício, ideia é incluir mais pessoas no Bolsa Família em 2021.

Bolsa Família deve ser ampliado, pessoa segurando o cartão do Bolsa Família

Bolsa Família poderá ganhar mais verbas em 2021. - Foto: Wikimedia Commons

O auxílio emergencial vai chegando ao fim e com ele surge a preocupação do governo sobre as famílias mais carentes. A tentativa de se fazer o Renda Cidadã vem se demonstrando ineficaz e o cancelamento é iminente. Portanto, a alternativa encontrada pelo governo foi a permanência de um antigo programa. Sendo assim, o Bolsa Família deve ser ampliado com fim do auxílio emergencial.

De acordo com o jornal O Globo, o presidente Jair Bolsonaro deverá desistir do Renda Cidadã. Sendo assim, a tendência será incluir mais pessoas no Bolsa Família. Atualmente, o programa possui aproximadamente 14,2 milhões de brasileiros.

A ideia seria incluir pelo menos três milhões de famílias. O governo identificou que muitos brasileiros necessitam de ajuda financeira. O auxílio emergencial teria ajudado a identificar essas pessoas. O ministro da Economia, Paulo Guedes, chegou a chamá-los de “brasileiros invisíveis”, justamente por não terem recebido atenção.

Bolsa Família em 2021

Para 2021, o Bolsa Família terá um orçamento de R$ 34,8 bilhões. Portanto, para que o governo consiga incluir mais pessoas, será necessário ampliar a quantidade de verbas destinadas ao programa. A vantagem é que, como o governo trabalhava com o Renda Cidadã, parte dos recursos previstos poderão ir para o Bolsa Família.

Mesmo assim, ainda será necessário encontrar outras soluções para poder ter dinheiro para a nova quantidade de pessoas. Somente em 2020, cerca de 1,6 milhões de famílias estavam na fila do Ministério da Economia pedindo pagamentos do programa.

Outras reformas para 2021

A economia continua sendo uma grande preocupação do governo. A pandemia provocada pelo novo coronavírus afetou o país profundamente e novos planos deverão ser feitos com o objetivo de se recuperar o mercado brasileiro em 2021 e nos anos seguintes.

Algumas propostas foram discutidas entre o próprio presidente e Ricardo Barros (PP-PR), líder do governo na Câmara, em uma reunião no começo de novembro. Nela, ficou decidido que o governo irá se articular para tentar aprovar uma modificação profunda do Minha Casa, Minha Vida e tentará conceder a autonomia do Banco Central e do mercado de cabotagem.

De todos os pontos, o mais polêmico é a criação de novos impostos. No caso, o mais discutido é uma taxa para transações monetárias digitais, denominada por muitos como “Nova CPMF”. Bolsonaro ainda não se decidiu sobre o tema e há um temor na equipe econômica de que ele vete a proposta, pois mais impostos não colaboram para a disputa de uma reeleição em 2022.

Outro ponto preocupante é o número de pessoas desempregadas. Com o fim do auxílio emergencial, muitos não terão renda e passarão por dificuldades.

Auxílio emergencial termina em 2020

O governo federal já anunciou que o auxílio emergencial será encerrado em dezembro de 2020. O presidente Jair Bolsonaro chegou a dizer que não há previsão de retomada dos pagamentos em 2021. O ministro da Economia, Paulo Guedes, comentou que o benefício só seria retomado se o Brasil passasse por uma “segunda onda” do novo coronavírus.

Segundo dados do Ministério da Cidadania, 67 milhões de brasileiros receberam pelo menos uma parcela do benefício. Ao todo, o auxílio emergencial custará cerca de R$ 590 bilhões aos cofres públicos.

Carlos Rocha
Redator
Jornalista formado (UFG), atualmente redator no site Concursos no Brasil. Foi roteirista do Canal Fatos Desconhecidos (YouTube) por um ano e meio. Produziu conteúdo de podcast para o Deezer. Fez parte da Rádio Universitária (870AM) por três anos e meio como apresentador no Programa Fanático e como repórter, narrador e comentarista da Equipe Doutores da Bola. Fã de futebol, NFL e ouvinte de podcast.

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