Bolsonaro deve decidir sobre nova prorrogação do auxílio emergencial

Nova prorrogação do auxílio emergencial vem sendo discutida por Bolsonaro e aliados, mas também interessa a outros líderes partidários.

Até sexta-feira (21/08), o presidente Jair Bolsonaro deve decidir sobre nova prorrogação do auxílio emergencial. A tendência é que o presidente aprove mais parcelas, pois seus aliados consideram o benefício um sucesso e do outro lado, líderes de partidos políticos também pressionam o governo para que haja uma extensão do benefício.

O principal motivo dessa pressão é a popularidade que o auxílio emergencial gerou nas camadas mais pobres da população brasileira. Segundo a mais recente pesquisa do Datafolha, a aprovação ao governo subiu para 37%, com pessoas que consideram a gestão de Bolsonaro ótima ou boa. Antes, o número estava em 32%.

Portanto, tudo indica que a questão no momento não é se haverá prorrogação, mas como ela seria realizada. Atualmente, há uma disputa muito grande entre o grupo do Ministério da Economia, composto por Paulo Guedes e seus auxiliares e o grupo dos líderes de partidos políticos.

Paulo Guedes quer que as próximas parcelas sejam de R$ 200,00, pois o custo mensal do benefício é de R$ 50 bilhões por mês aos cofres públicos. Do outro lado, os líderes partidários insistem que haja uma parcela de R$ 600,00 e demais pagamentos de R$ 300,00 até o final de 2020.

Oposição quer R$ 600,00

Se não bastasse a disputa entre Paulo Guedes e diversos líderes partidários, ainda há o desejo da oposição de que os R$ 600,00 sejam mantidos até o mês de dezembro. O deputado Orlando Silva (PCdoB-SP) chegou a dizer que o Congresso barraria qualquer tentativa de redução. Todavia, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), já avisou na terça-feira que é inviável estender o benefício de R$ 600,00, sendo necessário um corte.

Vale lembrar que Bolsonaro pode prorrogar o auxílio emergencial até o final do ano com o valor de R$ 600,00. Para que haja uma diminuição na quantia, o Congresso precisa aprovar a alteração.

Auxílio pode ser prorrogado por causa do Renda Brasil

Bolsonaro quer utilizar o auxílio emergencial como uma alavanca para o lançamento do seu programa de transferência de renda, o Renda Brasil. A ideia é substituir diversos subsídios do governo, como por exemplo, o Bolsa Família e deixar um novo programa com a marca do presidente. Em outras palavras, Bolsonaro quer que o Renda Brasil seja um legado da sua gestão, nos mesmos moldes que o Bolsa Família foi para o ex-presidente Lula.

No entanto, os planos de lançar o Renda Brasil ainda em 2020 dificilmente serão cumpridos. Por isso, é analisado entre os aliados do governo que a extensão do auxílio emergencial pode ajudar a “tapar o buraco” até que Guedes entregue o novo programa de transferência de renda.

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