Bolsonaro diz que não haverá tabelamento nos preços dos produtos

De acordo com o presidente Jair Bolsonaro, o tabelamento nos preços já foi testado no passado e “não deu certo”.

Bolsonaro diz que não haverá tabelamento nos preços dos produtos: enquadramento fechado em colher com grãos de arroz

Bolsonaro disse que a alta no preço do arroz pode ser explicada pelo aumento do consumo. - Foto: Pixabay

Na noite da última segunda-feira (14/09), Jair Bolsonaro voltou a mencionar que o governo não pretende definir tabelamento para impedir a alta nos preços dos produtos ou serviços, como o arroz e o combustível. O presidente destacou que não haverá "canetaço" para diminuir as tarifas ou qualquer coisa nesse sentido, tendo em vista que a interferência nos preços já havia acontecido nos anos anteriores.

"Não vai haver tabelamento de nada, não vai haver canetaço, diminuição de tarifa na mão grande, como foi feito no passado", respondeu a um apoiador que reivindicou a diminuição no preço da gasolina. "Obviamente, temos a preocupação de combater possíveis excessos, mas ninguém vai tabelar nada e nem interferir no mercado. Isso já foi testado no passado, já foi feito no passado e não deu certo", Bolsonaro argumentou.

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Ações do governo

Jair Bolsonaro também afirmou que a alta no preço do arroz pode ser explicada pelo aumento do consumo. "Houve um excesso de recursos no mercado, quase R$ 50 bilhões por mês [pagamento do auxílio emergencial]. Muito papel na praça; vem inflação. Aumentou um pouco o consumo. Agora, não tem que ninguém se apavorar; querer fazer reserva de mantimento em casa. Daí, piora a situação", o presidente explicou.

De acordo com Bolsonaro, o governo tem tomado as medidas necessárias para que o preço volte ao que era antes. "Agora, nós estamos tomando as providências necessárias para voltar à normalidade. Abrimos a importação de 400 mil toneladas de arroz dos Estados Unidos. A gente espera que a situação se normalize o mais rápido possível aí".

Ministério da Justiça pediu que supermercados justificassem a alta nos preços

Autorizado por Jair Bolsonaro no início de setembro de 2020, o Ministério da Justiça solicitou que os supermercados explicassem o aumento nos preços de produtos básicos. O presidente, por meio de live promovida nas suas redes sociais, também disse que já entrou em contato com os representantes do setor de supermercados.

Ele aparentemente ficou sabendo que a margem de lucro seria "reduzida ao máximo possível". “Foi uma conversa muito saudável; falaram que eles não são os vilões. A margem de lucro deles vai ser reduzida o máximo possível para colaborar, porque a economia tem que pegar. O Brasil tem que dar certo”, afirmou Bolsonaro.

Bruno Destéfano
Redator
Nasceu no interior de Goiás e se mudou para a capital, Goiânia, no início de 2015. Seu objetivo era o de cursar Jornalismo na UFG. Desde o fim de sua graduação, já atuou como roteirista, gestor de mídias digitais, assessor de imprensa na Câmara Municipal de Goiânia, redator web, editor de textos e locutor de rádio. Escreveu dois livros, sendo um de ficção e outro de não-ficção. Também recebeu prêmios pela produção de um podcast sobre temas raciais e por seu livro-reportagem "Insurgência - Crônicas de Repressão". Atualmente, trabalha como redator web no site "Concursos no Brasil" e está participando de uma nova empresa no ramo de marketing digital.

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