Bolsonaro diz que não irá privatizar a Caixa

Em uma live, o presidente afirmou que a Caixa não será vendida. Apesar disso, governo apresentou a MP 995/2020 que muda regras na estatal.

Durante uma live, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que não irá privatizar a Caixa. A fala foi uma resposta às críticas em relação à Medida Provisória (MP) 995/2020 que permite que a estatal possa criar subsidiárias e em seguida vendê-las.

"Banco do Brasil e Caixa Econômica, no meu governo, não se cogita sua privatização. Assim como queriam privatizar a Casa da Moeda. No meu governo, só esses três", disse o presidente querendo garantir que as estatais permanecerão como estão.

Ao mesmo tempo, ele aproveitou para se defender sobre cobranças de que o seu governo está demorando a fazer privatizações. “Não justifica a mídia falar que estou segurando, que o governo está segurando as privatizações. Tem muita coisa que dá prejuízo, você tem que privatizar. Até se entregar de graça é vantajoso se está dando prejuízo”, comentou Bolsonaro.

Ele também justificou que retirou a Casa da Moeda dos planos de venda por se tratar de segurança nacional. “A Casa da Moeda eu achei que não era o caso, tendo em vista informações que eu tive de outros países que a privatizaram e depois voltaram atrás”, falou o presidente.

MP 995/2020 vai em direção oposta à fala

No começo do mês de agosto, o governo editou a Medida Provisória 995/2020 que prevê mudanças na estatal. Entre as modificações, está a possibilidade de que sejam criadas subsidiárias da Caixa, com a possibilidade de venda para o mercado.

Os servidores do banco criticaram bastante a medida. O presidente da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae), Sérgio Takemoto, declarou que o governo adotou uma posição contraditória.

"Se não vai privatizar, por que editou uma Medida Provisória permitindo a venda de partes da Caixa? Todas essas ações contraditórias entre o que Bolsonaro diz e o que sua equipe faz têm a intenção de confundir a população", afirmou Takemoto.

Para muitos críticos, entre eles parlamentares, a criação de subsidiárias da Caixa com o intuito de privatização apenas enfraquece o banco. A MP precisa ser aprovada pelo Congresso para poder seguir em frente. No momento, 412 emendas ao projeto já foram apresentadas.

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